Mostrar mensagens com a etiqueta artes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta artes. Mostrar todas as mensagens
sábado, 19 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
trompe-l'oeil
À técnica artística usada para criar ilusões de ótica chama-se trompe-l'oeil (tradução literal do francês: engana o olho). Tal ilusão é conseguida em pintura e arquitetura através de truques de perspetiva.
quarta-feira, 16 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
«acredita em mim: é só um rumor.Ricardo Gil Soeiro, in Espera vigilante
não sei escrever o vento, nem como se nasce outra vez.
nunca soube como se tece no piano a face vazia do tempo.
por favor, não perguntes:
pois eu não sei como germina um poema,
nem quantos dias cabem no teu rosto.
E como se conjuga a cidade e o adeus?
Perguntas, mas eu não sei o que é a morte.»
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
artista da semana : Julia Margaret Cameron
Julia Margaret Cameron
(1815 - 1879)
(1815 - 1879)
Aprendi a ver por aí os retratos desta fotógrafa inglesa sem saber (ou suspeitar) de quem seria a autoria. Fiquei feliz quando descobri tratar-se de uma mulher com uma sensibilidade grande e perspicaz. Só uma pessoa sensível e perspicaz pode fotografar assim, com tanto estilo. Simultaneamente, decadente e simbolista. Expressiva e emotiva, sensitiva, melancólica.
Há imensas fotos dela por na web, fica aqui uma selecção.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
a Leovigildo Queimado Franco de Sousa
O texto que se segue é de João Vasconcelos e Sá, que o leu no Carnaval de 1934, dedicando-o ao ministro da agricultura de Salazar, Leovigildo Queimado Franco de Sousa. Aqui a leitura
e de Victor de Sousa. Pasmem-se!
e de Victor de Sousa. Pasmem-se!
Ao Excelentíssimo Senhor Ministro da Agricultura
Exposição
Porque julgamos digna de registoJoão Vasconcelos e Sá
a nossa exposição, Sr. Ministro,
erguemos até vós humildemente
uma toada uníssona e plangente,
em que evitámos o menor deslize,
e em que damos razão da nossa crise.
Senhor, em vão esta província inteira
desmoita, lavra, atalha a sementeira,
suando até à fralda da camisa.
Mas falta-nos a matéria orgânica precisa
na terra que é delgada e sempre fraca.
A matéria em questão chama-se caca.
Precisamos de merda, senhor Soisa,
e nunca precisámos de outra coisa…
Se os membros desse ilustre Ministério
querem tomar o nosso caso bem a sério;
se é nobre o sentimento que os anima,
mandem cagar-nos toda a gente em cima
dos maninhos torrões de cada herdade,
e mijem-nos também, por caridade…
O Senhor Oliveira Salazar,
quando tiver vontade de cagar,
venha até nós, solícito, calado,
busque um terreno que estiver lavrado,
deite as calças abaixo, com sossego,
ajeite o cu bem apontado ao rego,
e, como Presidente do Conselho,
queira espremer-se até ficar vermelho.
A nação confiou-lhe os seus destinos,
então comprima, aperte os intestinos.
E, aí, se lhe escapar um traque, não se importe…
quem sabe se o cheirá-lo não dará sorte…
Quantos porão as suas esperanças
num traque do Ministro das Finanças…
e também, quem vive aflito e sem recursos,
já não distingue os traques, dos discursos…
Não precisa falar, tenha a certeza,
que a nossa maior fonte de riqueza,
desde as grandes herdades às courelas,
provém da merda que juntarmos nelas.
Precisamos de merda, senhor Soisa,
e nunca precisámos de outra coisa,
adubos de potassa, cal, azote;
tragam-nos merda pura do bispote,
e de todos os penicos portugueses,
durante pelo menos uns seis meses.
Sobre o montado, sobre a terra campa,
continuamente eles nos despejem trampa.
Ah! terras alentejanas, terras nuas,
desesperos de arados e charruas,
quem as compra ou arrenda ou quem as herda
sempre a paixão nostálgica da merda…
Precisamos de merda, senhor Soisa,
e nunca precisámos de outra coisa…
Ah, merda grossa e fina, merda boa
das inúteis retretes de Lisboa.
Como é triste saber que todos vós
andais cagando, sem pensar em nós…
Se querem fomentar a agricultura,
mandem vir muita gente com soltura…
Nós daremos o trigo em larga escala,
pois até nos faz conta a merda rala…
Ah! venham todas as merdas à vontade,
não faremos questão da qualidade,
formas normais ou formas esquisitas.
E desde o cagalhão às caganitas,
desde a pequena poia, à grande bosta,
tudo o que vier a gente gosta.
Precisamos de merda, Senhor Soisa,
e nunca precisámos de outra coisa…
sábado, 26 de fevereiro de 2011
por tua conta e risco: Sagat / Richardson
Não sou particularmente admirador de Fraçois Sagat, embora tenha algumas coisas interessantes e bastante provocadoras. Neste caso, o interesse está nas fotografias serem de Terry Richardson.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
contradança, LadyArt!
Para encerrar o tema da dança que começou com o Lennon da Silva, confiram, sff!
Não, não é um pedido, nem um conselho!
Isto é uma ordem.
A LadyArt chamou-nos a atenção. Muito obrigado / thank you, LadyArt!
É de uma criatividade desarmante. Extasiante.
Não, não é um pedido, nem um conselho!
Isto é uma ordem.
A LadyArt chamou-nos a atenção. Muito obrigado / thank you, LadyArt!
É de uma criatividade desarmante. Extasiante.
bODY_rEMIX/ gOLDBERG_vARITATIONS (2005) pela companhia da canadiana Marie Chouinard.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
resposta: 'i melt with you'
Fotografia do fantástico Marc da Cunha Lopes [+ fotos]
O amor é tão bonito que estarmos assim fisicamente separados não tem graça nenhuma... respondo com uma escolha também musical:
Modern English, I Melt With You
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
artistas da semana : Walter Schels & Beate Lakotta
Em 2006, houve uma exposição na Mãe d'Água das Amoreiras que, se bem me lembro, tinha o título de Amor-te e mostrava fotografias de Walter Schels & Beate Lakotta. Trata-se de um trabalho impressionante, quase chocante, que se chama "Life Before Death: portraits of the dying". No outro dia tropecei nestes retratos e lembrei-me, obviamente, dos nossos - até por causa das datas de ontem e 27 de Janeiro...
Qualquer uma das próximas ligações é suficientemente elucidativa. Aviso já que não é para apreciarem. Mas sempre pode servir como motivo de reflexão.
Cantiga a este moto seu
De que me serve fugir
da morte, dor e perigo,
se me eu levo comigo?
Voltas
Tenho-me persuadido,
por razão conveniente,
que não posso ser contente,
pois que pude ser nacido.
Anda sempre tão unido
o meu tormento comigo
que eu mesmo sou meu perigo.
E se de mi me livrasse,
nenhum gosto me seria;
que, não sendo eu, não teria
mal que esse bem me tirasse.
Força é logo que assi passe,
ou com desgosto comigo,
ou sem gosto e sem perigo.
Luís de Camões
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Justin Bond ≈ in the end
Chegamos ao fim de um ano infausto, que dos poucos factos positivos que teve foi a aprovação do casamento em homossexuais, e entramos naquele que ainda se afigura pior... Não há resoluções que resistam... Enfim, aproveitem, divirtam-se enquanto podem. E, mais uma vez, refiro-me aqui a Shortbus. Para quem não viu, delicie-se; quem já viu, reveja. Ponho agora o final do filme, mas o que interessa mesmo é a música. A interpretação é de Justin Bond e da Hungry March Band, mas o original pertence a Scott Matthew (o barbudo que também aparece no excerto):
and as your last breath begins
you find your demon's your best friend
and we all get it in
the end
In the End
sábado, 25 de dezembro de 2010
adoração
Ainda não consegui descobri se abomino completamente as reuniões familiares com toda a gente aos gritos... E comida; muita comida; e se não como é porque estou doente, é porque não gosto, é porque estou chateado, é porque... estou simplesmente cheio e enjoado de doces. Uma coisa é certa, o espírito natalício tem tudo de puramente económico e nada de espiritual. O pai natal é que é! Menino Jesus... que é isso? Quem é que ainda se lembra porque existe Natal? Vale pelo convívio, quando as famílias são grandes (como é o meu caso) e é uma chatice quando as famílias são pequenas e pouco há para festejar (como é o caso do Zé). Ainda estamos para ver quando é que poderemos apresentarmo-nos juntos na consoada e no almoço de Natal como o casal que somos.

Julia Margaret Cameron, A adoração (c. 1865)
Subscrever:
Mensagens (Atom)













