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domingo, 6 de maio de 2012
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
domingo, 11 de setembro de 2011
sem título
para ir ouvindo e vendo com calma, música e fotos para este dia [25 fotos da Magnum]
Kronos Quartet, WTC 9/11
Live, Overcome
Leonard Cohen, On That Day
Kronos Quartet, Awakening
Tori Amos, I Can't See New York
Ryan Adams, My Blue Manhattan Rescue Me
Bruce Springsteen, My city of ruins
Pearl Jam, I Am Mine
Kronos Quartet, WTC 9/11
Live, Overcome
Leonard Cohen, On That Day
Kronos Quartet, Awakening
Tori Amos, I Can't See New York
Ryan Adams, My Blue Manhattan Rescue Me
Bruce Springsteen, My city of ruins
Pearl Jam, I Am Mine
sexta-feira, 10 de junho de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
coisas que eu sei
Sei pouco.
Sabemos sempre pouco para o tempo de que dispomos para aprender.
Mas sei que tenho de agradecer os comentários que fizeram à entrada que o Zé pôs sobre os 10 anos que fizemos.
Mas antes um desabafo: a semana foi tão intensa de trabalho que nem deu para me aperceber que já lá vão 10 anos. E quando digo 'intensa' não estou a ser eufemístico! Em duas noites seguidas, dormi 3h e meia, e mais horas tivesse o dia e maior seria a romaria. Confesso que ainda não me refiz totalmente e o atordoamento ainda se reflete no meu discurso e atos. Fora isso, tudo bem. Talvez seja muito exige nos pormenores. Sei que sim.
Além deste pormaior, estivemos a semana quase toda separados (e ainda bem, que de outra forma nem eu teria conseguido trabalhar tão intensamente). Ainda não comemorámos. Aliás, perfeito, perfeito seria casarmos neste ano redondo das nossas vidas. Mas ainda não chegou o momento. Os laços que nos unem já são suficientemente fortes.
Mais coisas que eu sei e das quais já nem costumo falar muito por aqui. Então:
Sei que
- há 10 anos, nenhum de nós imaginaria chegar até aqui. Como já noutras ocasiões referi, há muito que entrámos em velocidade cruzeiro: poucas coisas serão capazes de nos desviar da rota. Concluo: a questão de 'aonde havemos de chegar' ou 'até quando' não faz muito sentido. Havemos de chegar aonde nos esperam e 'para sempre' é muito tempo. E tempo nenhum.
Sei que
- há 10 anos, éramos muito mais jovens. A idade, o tempo não nos perdoam. Mas o tempo também nos ensinou a conhecermo-nos melhor. E concluo: se não consigo conhecer-me a mim próprio como é que hei de conseguir conhecer o Zé?... o conhecimento é sempre um jogo de estratégia, de aproximação, teste e tática. Gosto muito dele, mas ainda não o conheço a ponto de saber como reagir a algumas coisas que diz ou faz. O contrário (i.e., o Zé em relação a mim) é igualmente, ou mais, verdade. E concluo: dificilmente havemos de chegar a um ponto em que diremos 'Acabou a demanda, nada mais temos para descobrir um no outro'.
Sei que
- continuamos a não pertencer um ao outro. Melhor: pertencer até pertencemos, mas só parcialmente, porque nós pertencemos, antes de mais, a nós próprios. A independência é um valor (se assim lhe posso chamar) fundamental. A música da minha adolescência 'Nasce selvagem' (Resistência/ Delfins) continua a fazer todo o sentido! Ainda me arrepia. Se não se lembram, pesquisem que facilmente se reverão! E concluo: a infância, a adolescência, a família, os amigos, a escola, a sociedade, enformam-nos de um modo único, às vezes indelével, outras com uma força a que nos é impossível fugir. E esses traços estão sempre connosco, fazem com que sejamos nós próprios. De nós próprios. Se fôssemos uma propriedade, seríamos nós próprios o único titular.
Sei que
- a independência não pode impedir a negociação, a cedência, a comunicação. Afinal, o crescimento. Sei que a certa altura da nossa relação, decidimos crescer juntos. Crescer (como 'independência') é uma palavra-conceito fundamental. Se um dia decidirmos deixar de crescer, acabou. Deixará de haver caminho, rota, meta para percorrermos juntamente. Isto implica que, entretanto, tenhamos que pôr a nossa teimosia de parte e negociar e ceder. Às vezes, a comunicação entre nós é difícil e por isso andamos sempre a palpar terreno, a ver como podemos resolver alguma zona nebulosa. Acho que nunca deixámos nenhuma por dissipar. Concluo: para avançarmos, precisamos de percorrer etapas, algumas delas em que temos de ceder às perspetivas do outro. Ah, crescer é isso: abrir a nossa porta de entrada e permitir que o 'outro' entre em nós e passeie pelos nossos corredores, abra as portas e descubra, mais ou menos lentamente, os pormenores dos nossos (mais recônditos) recantos e aí deixe a marca da sua presença ou passagem (se não deixar, será absolutamente indiferente; se for indiferente não nos fará crescer em nenhum sentido = a zero, portanto = tempo perdido).
Sei que
- me custa dormir sozinho, mesmo que às vezes - quando juntos - não me apeteça dormir abraçado.
Sei que
- não precisamos de muitas palavras para comunicarmos. Só precisamos das palavras certas.
Sei que
- ensinei o Zé a gostar de fruta, a comer mais peixe e legumes, a gostar de plantas e de cores.
Sei que
- me obrigou a enfrentar alguns medos, a gostar de gatos, a ter o ouvido mais atento, a ser mais paciente e menos histriónico.
Sei que
- 10 anos é muito tempo. E que passou muito depressa!
Obrigado a tod@s pelos comentários!
Ah, e para concluir, também sei que
- viajamos sempre. E estamos sempre de passagem... (não se esqueçam vocês disso!)
Sabemos sempre pouco para o tempo de que dispomos para aprender.
Mas sei que tenho de agradecer os comentários que fizeram à entrada que o Zé pôs sobre os 10 anos que fizemos.
Mas antes um desabafo: a semana foi tão intensa de trabalho que nem deu para me aperceber que já lá vão 10 anos. E quando digo 'intensa' não estou a ser eufemístico! Em duas noites seguidas, dormi 3h e meia, e mais horas tivesse o dia e maior seria a romaria. Confesso que ainda não me refiz totalmente e o atordoamento ainda se reflete no meu discurso e atos. Fora isso, tudo bem. Talvez seja muito exige nos pormenores. Sei que sim.
Além deste pormaior, estivemos a semana quase toda separados (e ainda bem, que de outra forma nem eu teria conseguido trabalhar tão intensamente). Ainda não comemorámos. Aliás, perfeito, perfeito seria casarmos neste ano redondo das nossas vidas. Mas ainda não chegou o momento. Os laços que nos unem já são suficientemente fortes.
Mais coisas que eu sei e das quais já nem costumo falar muito por aqui. Então:
Sei que
- há 10 anos, nenhum de nós imaginaria chegar até aqui. Como já noutras ocasiões referi, há muito que entrámos em velocidade cruzeiro: poucas coisas serão capazes de nos desviar da rota. Concluo: a questão de 'aonde havemos de chegar' ou 'até quando' não faz muito sentido. Havemos de chegar aonde nos esperam e 'para sempre' é muito tempo. E tempo nenhum.
Sei que
- há 10 anos, éramos muito mais jovens. A idade, o tempo não nos perdoam. Mas o tempo também nos ensinou a conhecermo-nos melhor. E concluo: se não consigo conhecer-me a mim próprio como é que hei de conseguir conhecer o Zé?... o conhecimento é sempre um jogo de estratégia, de aproximação, teste e tática. Gosto muito dele, mas ainda não o conheço a ponto de saber como reagir a algumas coisas que diz ou faz. O contrário (i.e., o Zé em relação a mim) é igualmente, ou mais, verdade. E concluo: dificilmente havemos de chegar a um ponto em que diremos 'Acabou a demanda, nada mais temos para descobrir um no outro'.
Sei que
- continuamos a não pertencer um ao outro. Melhor: pertencer até pertencemos, mas só parcialmente, porque nós pertencemos, antes de mais, a nós próprios. A independência é um valor (se assim lhe posso chamar) fundamental. A música da minha adolescência 'Nasce selvagem' (Resistência/ Delfins) continua a fazer todo o sentido! Ainda me arrepia. Se não se lembram, pesquisem que facilmente se reverão! E concluo: a infância, a adolescência, a família, os amigos, a escola, a sociedade, enformam-nos de um modo único, às vezes indelével, outras com uma força a que nos é impossível fugir. E esses traços estão sempre connosco, fazem com que sejamos nós próprios. De nós próprios. Se fôssemos uma propriedade, seríamos nós próprios o único titular.
Sei que
- a independência não pode impedir a negociação, a cedência, a comunicação. Afinal, o crescimento. Sei que a certa altura da nossa relação, decidimos crescer juntos. Crescer (como 'independência') é uma palavra-conceito fundamental. Se um dia decidirmos deixar de crescer, acabou. Deixará de haver caminho, rota, meta para percorrermos juntamente. Isto implica que, entretanto, tenhamos que pôr a nossa teimosia de parte e negociar e ceder. Às vezes, a comunicação entre nós é difícil e por isso andamos sempre a palpar terreno, a ver como podemos resolver alguma zona nebulosa. Acho que nunca deixámos nenhuma por dissipar. Concluo: para avançarmos, precisamos de percorrer etapas, algumas delas em que temos de ceder às perspetivas do outro. Ah, crescer é isso: abrir a nossa porta de entrada e permitir que o 'outro' entre em nós e passeie pelos nossos corredores, abra as portas e descubra, mais ou menos lentamente, os pormenores dos nossos (mais recônditos) recantos e aí deixe a marca da sua presença ou passagem (se não deixar, será absolutamente indiferente; se for indiferente não nos fará crescer em nenhum sentido = a zero, portanto = tempo perdido).
Sei que
- me custa dormir sozinho, mesmo que às vezes - quando juntos - não me apeteça dormir abraçado.
Sei que
- não precisamos de muitas palavras para comunicarmos. Só precisamos das palavras certas.
Sei que
- ensinei o Zé a gostar de fruta, a comer mais peixe e legumes, a gostar de plantas e de cores.
Sei que
- me obrigou a enfrentar alguns medos, a gostar de gatos, a ter o ouvido mais atento, a ser mais paciente e menos histriónico.
Sei que
- 10 anos é muito tempo. E que passou muito depressa!
Obrigado a tod@s pelos comentários!
Ah, e para concluir, também sei que
- viajamos sempre. E estamos sempre de passagem... (não se esqueçam vocês disso!)
(música: John O'Callaghan & Betsie Larkin, Impossible To Live Without You)
quarta-feira, 4 de maio de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
a liberdade
Mário-Henrique Leiria, "Chamada geral"
avisam-se todas as polícias
fugiu um homem
tem
olhos muito abertos
duas mãos dois pés
caminha persistentemente
atenção
supõe-se que é perigoso
sinais particulares:
baixa-se com frequência
para fazer festas a um gato
apanha folhas caídas
antes que o varredor as leve
gosta de tremoços
atenção
GOSTA DE TREMOÇOS
repete-se
avisam-se todas as polícias
anda um homem à solta
à solta
atenção
tem-se como certo
que é
realmente perigoso
os aeroportos
já estão sob vigilância permanente
tudo está a postos
não poderá passar
por nenhuma fronteira
que seja conhecida
insiste-se
avisam-se todas as polícias
anda um homem em liberdade
atenção
em liberdade
delações muito recentes
permitem afirmar
que fala com frequência
todo o cuidado é pouco
consta também
embora sem referências concretas
que está sempre presente
nos locais os mais suspeitos
apela-se com insistência
para o civismo de todos os cidadãos
para a denúncia rápida e eficaz
há recompensa
atenção
anda pelo país um homem
livre
não se sabe o que fará
exige-se
a quem o vir
que atire imediatamente
é urgente
atenção
atenção
chamam-se todas as polícias
uma informação
da máxima importância
relatórios afirmam
que frequentemente
sorri com extrema virulência
repete-se o apelo
ATIREM PARA MATAR
NADA DE PERGUNTAS
in Novos Contos do Gin, 1978
quinta-feira, 21 de abril de 2011
a cruz
Canto Russo - Видящи Тя висима, Христе
Nesta seleção de crucifixos estão alguns dos que mais nos impressionaram, desde os medievais (que vimos em Barcelona e Lucca), ao de Filippo Brunelleschi e de Michelangelo (ambos em Florença), e ainda os que havemos de ver no Escorial (de Benvenuto Cellini) e em Assis.
segunda-feira, 21 de março de 2011
dia da poesia
A Naifa, 'Música' (poema de José Luís Peixoto)
«Música«
«como um raio a rasgar a vida, como uma flor
a florir desmedida, como uma cidade secreta
a levantar-se do chão, como água, como pão,
como um instante único da vida, como uma flor
a florir desmedida, como uma pétala dessa flor
a levantar-se do chão, como água, como pão,
assim nasceste no meu olhar, assim te vi,
flor a florir desmedida, instante único
a levantar-se do chão, a rasgar a vida,
assim nasceste no meu olhar, assim te amei,
vida, água, pão, raio a rasgar uma cidade secreta
a levantar-se do chão, flor a florir desmedida.«
José Luís Peixoto [1974-], in A Casa, A Escuridão. Lisboa: Temas e Debates
quarta-feira, 9 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
resposta: 'i melt with you'
Fotografia do fantástico Marc da Cunha Lopes [+ fotos]
O amor é tão bonito que estarmos assim fisicamente separados não tem graça nenhuma... respondo com uma escolha também musical:
Modern English, I Melt With You
sábado, 5 de fevereiro de 2011
cinema
diz-se por aí que a vida é um palco. teatro. mas também podia ser muitas outras coisas. por exemplo, um filme. um qualquer. é só escolher o género. lembro-me que, hoje, podia ser dia de ir ao cinema. mas hoje não. hoje, na verdade, estou só triste.
Rodrigo Leão, Cinema
sábado, 11 de dezembro de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
coisinha simples para o meu Zé
Isabel Silvestre, Ó Zé
Eu, que tenho ligeira aversão aos possessivos apensos às pessoas próximas – como se fossem objectos –, passei a gostar, no entanto, de dizer o meu Zé.
E o meu Zé é especial – todos os zés e marias de todos aqueles que amam devem sê-lo (mas se até os que não têm zés ou marias têm dias especiais…).
Hoje é o dia do meu Zé, que por ser meu é superiormente especial. O dia em que as nuvens se curvaram para revelar o sol que iluminou, desde o primeiríssimo instante, os olhos de céu cheios do meu Zé – que são também o meu céu, afinal.
Hoje é o dia pacífico em que a bioquímica proporcionou que chegasse primoroso, inteiro, fiel, destro. Doce e azedo. Amargo e perfeitamente perfeito. Tal como o são os seres bons e belos... e imperfeitos. Portanto, existe nele o meu paraíso, mesmo que às vezes me esqueça disso. Mas acordo depois e regresso-lhe como filho pródigo.
Assim, tu que te tornaste a minha pátria, o meu latifúndio, a minha casa, a minha segunda pele, ouve-me: que todos os teus dias tenham a polpa da felicidade e possas colher em cada um deles sustento suficientemente saciante para transformar os espinhos do caminho no suave bálsamo das árvores rumorejantes e generosas.
Sabe que dobrar desta forma a vida contigo é ________!
Há dias assim. Dias cheios de toda a plenitude do mundo, em que partir é chegar com as mesmas, e afinal diferentes, mãos de todas as horas, mãos marcadas de tão cheias que estão, de tão carregadas que vêm.
Hoje é esse dia. Muitos parabéns, meu amor!
E o meu Zé é especial – todos os zés e marias de todos aqueles que amam devem sê-lo (mas se até os que não têm zés ou marias têm dias especiais…).
Hoje é o dia do meu Zé, que por ser meu é superiormente especial. O dia em que as nuvens se curvaram para revelar o sol que iluminou, desde o primeiríssimo instante, os olhos de céu cheios do meu Zé – que são também o meu céu, afinal.
Hoje é o dia pacífico em que a bioquímica proporcionou que chegasse primoroso, inteiro, fiel, destro. Doce e azedo. Amargo e perfeitamente perfeito. Tal como o são os seres bons e belos... e imperfeitos. Portanto, existe nele o meu paraíso, mesmo que às vezes me esqueça disso. Mas acordo depois e regresso-lhe como filho pródigo.
Assim, tu que te tornaste a minha pátria, o meu latifúndio, a minha casa, a minha segunda pele, ouve-me: que todos os teus dias tenham a polpa da felicidade e possas colher em cada um deles sustento suficientemente saciante para transformar os espinhos do caminho no suave bálsamo das árvores rumorejantes e generosas.
Sabe que dobrar desta forma a vida contigo é ________!
Há dias assim. Dias cheios de toda a plenitude do mundo, em que partir é chegar com as mesmas, e afinal diferentes, mãos de todas as horas, mãos marcadas de tão cheias que estão, de tão carregadas que vêm.
Hoje é esse dia. Muitos parabéns, meu amor!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
notas telegráficas
1 # Foi publicada A LEI que altera o código civil. »»
2 # Ferreira Gullar, com 80 anos, ganhou o prémio Camões. Gostei! »»
3 # Clint Eastwood faz hoje 80 anos.
4 # A artista plástica Louise Bourgeois, nascida a 25 de Dez. de 1911, morreu a caminho dos 99 anos. »»
2 # Ferreira Gullar, com 80 anos, ganhou o prémio Camões. Gostei! »»
Narciso e Narciso
Se Narciso se encontra com Narciso
e um deles finge
que ao outro admira
(para sentir-se admirado),
o outro
pela mesma razão finge também
e ambos acreditam na mentira.
(...)
Ferreira Gullar, Obra Poética. Quasi Edições, 2003, p. 393-394
3 # Clint Eastwood faz hoje 80 anos.
4 # A artista plástica Louise Bourgeois, nascida a 25 de Dez. de 1911, morreu a caminho dos 99 anos. »»
Louise Bourgeois, numa fotografia de Robert Mapplethorpe (1982)
4 # Esta entrada também segue sem comentários que não tenho nem para me coçar.
terça-feira, 4 de maio de 2010
9
Mais ou menos infelizes da vida, cada um seguia o seu destino.
No entanto, todavia, contudo, naquela sexta-feira, dia 4 de Maio de há nove anos, eu e o Zé haveríamos de cruzar os nossos caminhos e de acertar agulhas para passarmos a avançar lado a lado.
No entanto, todavia, contudo, naquela sexta-feira, dia 4 de Maio de há nove anos, eu e o Zé haveríamos de cruzar os nossos caminhos e de acertar agulhas para passarmos a avançar lado a lado.
Pode parecer que foi há muito tempo ou que foi muito difícil... Quando, afinal, é como se tivesse sido apenas ontem e tem sido duma simplicidade absolutamente desarmante. Mais: a relação tem-se conjugado com a mesma naturalidade com que respiramos e envelhecemos.
| i carry your heart with me | eu levo o teu coração comigo |
| i carry your heart with me(i carry it in | eu levo o teu coração comigo (eu levo-o no |
| my heart)i am never without it(anywhere | meu coração) eu nunca estou sem ele (a qualquer lugar |
| i go you go,my dear; and whatever is done | que eu vá, meu bem, e o que que quer que seja feito |
| by only me is your doing,my darling) | só por mim é obra tua, meu amor) |
| i fear | eu temo |
| no fate(for you are my fate,my sweet)i want | nenhum destino (pois tu és o meu destino, meu doce) eu quero |
| no world(for beautiful you are my world,my true) | nenhum mundo (pois belo és tu meu mundo, a minha verdade) |
| and it's you are whatever a moon has always meant | e és tu que és o que quer que seja o que a lua signifique |
| and whatever a sun will always sing is you | e tudo o que um sol sempre cantará és tu |
| here is the deepest secret nobody knows | aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe |
| (here is the root of the root and the bud of the bud | (aqui está a raiz da raiz e o botão do botão |
| and the sky of the sky of a tree called life;which grows | e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce |
| higher than the soul can hope or mind can hide) | mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder) |
| and this is the wonder that's keeping the stars apart | e esta é a maravilha que mantém as estrelas separadas |
| i carry your heart(i carry it in my heart) | eu levo o teu coração (eu levo-o no meu coração) |
| e. e. cummings | [baseei-me na tradução de Regina Werneck] |
# 2
Poema de e. e. cummings dito por Ana Carolina
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