Mostrar mensagens com a etiqueta diário. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta diário. Mostrar todas as mensagens

sábado, 5 de fevereiro de 2011

cinema

diz-se por aí que a vida é um palco. teatro. mas também podia ser muitas outras coisas. por exemplo, um filme. um qualquer. é só escolher o género. lembro-me que, hoje, podia ser dia de ir ao cinema. mas hoje não. hoje, na verdade, estou só triste.



Rodrigo Leão, Cinema

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

opções : menos é mais

A propósito do comentário que o Luís nos deixou, devo acrescentar que não é em vão que o preto domina aqui no blogue. Também não tem nada a ver com tons de pele ou com o nosso gosto por tezes mais escuras. Eu explico: de facto, os tons escuros sempre sobressaíram por aqui e o objectivo principal sempre foi poupar energia. Nos primórdios do felizes juntos, já tinha apresentado o Blackle - pesquisador negro que usa a tecnologia Google.
Há outras questões: o meu lado urbano tem alguma tendência para o minimal, mas o lado rural delira com uma qualquer insinuação de bom kitsch. E lá se vai a tentativa de bom gosto.
Antes, de vez em quando, mudava a fotografia do cabeçalho aqui do estaminé; agora, ao ritmo de uma por semana, pretendo mudar a(s) fotografia(s) do fundo que quer(em) dar o toque, a textura cromática - mais ou menos abstracta - que há-de chegar aos exageros de quase bebedeira. Espero que gostem.
Já agora, aproveitem e confiram a energia que se gasta a carregar os vossos blogues. Por aqui, o preto continuará a ser a nossa cor.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

concertos

O mês de Janeiro levou-nos por duas vezes ao Grande Auditório da Gulbenkian. Foram duas noites para lembrar.
A 14 de Janeiro, vimos, pela terceira vez, a Soprano Ute Lemper, desta vez com a Orquestra Gulbenkian, dirigida pelo Maestro Lawrence Foster. O espectáculo "De Berlim a Paris" trouxe música de Paul Hindemith (Abertura da ópera Neues vom Tage), Kurt Weill (Die Moritat von Mackie Messer, Song of Mendeley, Youkali, J'attends un navire, Saga of Jenny), Hanns Eisler (Der Graben, Das Wasserrad), Norbert Schultze (Lili Marleen), Friedrich Hollaender (Lola), Erik Satie / Claude Debussy (Gymnopédie nº 1), Jacques Brel (Je ne sais pas, Amsterdam, Ne me quitte pas, Chanson de Jacky), Édith Piaf (Milord, Padam) e John Kander (Cabaret, All that Jazz). Um must de que fica aqui um cheirinho que alguém filmou à socapa e colocou no You Tube.

Adoramos a Ute, pois claro. O concerto com orquestra sinfónica prometia e não podíamos faltar. A interpretação (com direito a lágrimas) de Ne me quitte pas é uma das mais vivas memórias dessa noite.

A 31 de Janeiro, vimos, pela primeira vez, o Al-Kindi Ensemble, com Julien Jâlal Eddine Weiss (kanun, direcção), no espectáculo Stabat Mater Dolorosa, homenagem cristã e muçulmana a Maria. O programa reuniu cerca de vinte figuras, incluindo um coro bizantino, derviches sírios e o cantor soufi Sheikh Habboush. Uma limpeza de alma!

sábado, 15 de janeiro de 2011

ah, e tal / dois

À distância, podemos dizer que na viagem a Itália correu tudo bem. Mas, claro, a organização italiana tinha de se manifestar de alguma forma. Sim, os italianos são muito piores que nós em termos de organização. Digamos que o que correu pior aconteceu num restaurante em Veneza, cujo empregado não queria aceitar 0,40€ em moedas de 5 cêntimos. Foi engraçado, porque nos serviu surper mal, cobrou caro pelo serviço (coperto) e ainda teve a lata de nos dizer que aquelas moedas eram negras e que só serviam para supermercados e máquinas de tabaco... não serviam para um restaurante. Ah, foi ver-nos crescer!...
Outra situação ocorreu em Florença, num dia de borrasca, tendo nós bilhete pré-comprado e com reserva (sim, pagámos mais 4€ cada um) para a Galleria dell’Accademia, estávamos na fila e o segurança queria mandar-nos para outra fila, por sinal, gigante, argumentando que não podíamos entrar naquela... Com mais um americano, fizemos finca-pé. E por pouco comiam-nos os 4€.
Num comboio, houve uma família numerosa de asiáticos (chineses?) que foi abordada por um pica e fizeram um pé de guerra que durou mais de duas horas, com polícia e tudo porque não tinham pago o bilhetes das crianças.
Ah, e a maior decepção? Incrível, mas foi mesmo a Galleria degli Uffizi. Pelo tempo de espera (quando forem, comprem online com reserva!!!) que deve ter rondado duas horas, pelos magotes de pessoas, pelos grupos de turistas que invadem salas, fazem imenso barulho e não deixam ninguém usufruir dignamente qualquer que seja a obra de arte.






sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ah, e tal / um

Em 2005, fiz um curso em Bolonha com mais 5 universitários portugueses (alguns de nós acabámos por nos tornar amigos); foram 2 semanas fabulosas. Mas só lá passámos 1 fim-de-semana (o anterior ao Carnaval) que aproveitámos para ir a Florença num dia e a Veneza no outro. As duas cidades foram uma surpresa absoluta. Percebi imediatamente que tinha de voltar com o Zé e com mais tempo.
Assim, no verão passado, cumpriu-se: 3 dias inteiros só para Florença e outros 3 só para Veneza. Além disso, ainda fomos a Lucca, Pisa, Bologna, Ravenna e Padova. Mesmo não tendo sido um período demasiado alargado, foram as férias mais longas que já tivemos no estrangeiro. Voltámos cheios. Satisfeitos. Foi caro, mas voltámos realmente muito satisfeitos com as surpresas que os vários sítios nos revelaram. Deslocámo-nos sempre de comboio, com bilhetes que individualmente nos custaram entre o 1€ e pouco até uns míseros 52€ (no veloz Frecciarossa); também andámos em toda a sorte de “carrozza” (carruagem), desde o Frecciarossa até ao regional mais regional que pode haver - mas, graças a deus, todos (!) tinham ar condicionado. Também andámos muito a pé e até à exaustão.
Estivemos mais uma vez em Milão, que foi o aeroporto para onde voámos, e desta vez vimos a Última Ceia. No Centro-Norte de Itália, ficam ainda para ver vários locais, assim de repente: Modena, Verona, Vicenza, Portovenere, Assisi, Arezzo, Siena, San Gimignano, Sirmione… ficam para outras alturas. Veneza será para voltarmos mais vezes. Por aqui se pode ver como a Itália nos encanta...





sábado, 25 de dezembro de 2010

adoração

Ainda não consegui descobri se abomino completamente as reuniões familiares com toda a gente aos gritos... E comida; muita comida; e se não como é porque estou doente, é porque não gosto, é porque estou chateado, é porque... estou simplesmente cheio e enjoado de doces. Uma coisa é certa, o espírito natalício tem tudo de puramente económico e nada de espiritual. O pai natal é que é! Menino Jesus... que é isso? Quem é que ainda se lembra porque existe Natal? Vale pelo convívio, quando as famílias são grandes (como é o meu caso) e é uma chatice quando as famílias são pequenas e pouco há para festejar (como é o caso do Zé). Ainda estamos para ver quando é que poderemos apresentarmo-nos juntos na consoada e no almoço de Natal como o casal que somos.



Julia Margaret Cameron, A adoração (c. 1865)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

1 # explicação

Finalmente, uma espécie de desafogo. Mas ainda é só uma espécie. Um cheirinho. E, depois, o tempo acaba por voar e, mal hei-de dar por isso, terminam os dias de paz e regresso aos bichos. Sim, este ano posso dizer com propriedade e a boca cheia que estou entregue aos bichos. Não é a primeira vez, mas o grau de requinte tem que se lhe diga. Deve ser carma; e, se não for, não consigo descortinar outro motivo - tento não me esquecer de que o que não nos mata nos torna mais fortes (confesso ainda que tal pensamento nem sempre funciona).
Assim, esta entrada serve para isto, para me queixar e dizer que voltam os comentários, apesar de ainda não ter tempo para responder a todos.
Além disso, quase em cima do acontecimento, faz frio e chove, não há espírito natalício que aguente o meu azedume, mas tenham excelentes festas:
Bom Natal
e
Excelente Ano Novo

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

regresso?

Não, não se trata de nenhum regresso. Nem de comentários. Ainda. Serve a presente entrada para dizer isso e manifestar a minha surpresa: uma referência no GayFeed trouxe-nos muito mais tráfego aqui que uma outra no Da Literatura. Daí, é fácil concluir-se: viva a pornografia (soft/hard), abaixo as letras e a política! Acho que me vou dedicar à pornografia.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

pacote de medidas


Zeca Afonso, Os Vampiros (música alternativa: Eu levo no pacote)



As últimas novas com mais medidas de austeridade têm o sabor da incompetência deste (des)governo e da oposição - ou seja, da classe política que nos devia representar, mas, não, só representa os interesses da própria corporação. É normal que assim seja; em última análise: temos o que merecemos, a malta gosta de ser enrabada, é neles que o povo vota.
No meio do pacote, folgo em saber que não terei o ordenado reduzido (é a vantagem de ser mal pago), mas o IVA a 23% só me tinha ocorrido em sonhos. Cheira-me que o circo vai ser montado muito antes da época de Natal e ainda vai animar as comemorações da República, esse grande passo na nossa história. Só me ocorre não ficar impávido e sereno e dizer à classe política em geral:



terça-feira, 21 de setembro de 2010

duas coisas

Coisa número um: já respondi aos vossos últimos comentários.

Coisa número dois: o blogue Ser Gay está a promover um power concurso de gajos. Vão lá ver e concorram, vá!


João Gilberto, Menino do Rio

domingo, 12 de setembro de 2010

Tachibana Taiko Hibikiza



Deixei-me disso, mas não resisto a deixar uma breve memória do concerto a todos os níveis fantástico dos tambores japoneses taiko (Tachibana Taiko Hibikiza), ontem no anfiteatro ao ar livre da Fundação Calouste Gulbenkian. A dimensão sagrada passou-nos um pouco ao lado, mas a verdade é que fizeram uma limpeza total ao corpo e à alma - se a temos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

{aforismos de trazer por casa}

as pessoas mudam e às vezes até envelhecem. a verdade é um facto pessoal e intransmissível. o silêncio é uma arma que mata e suicida. a vida pessoal tornou-se um domínio mais secreto e recôndito. há excesso de imagens, por isso fazem falta os sons voláteis das palavras polimorfas - os silêncios. um rosto nunca tem só uma face e, muitas vezes, nem duas faces são suficientes para compor um rosto. talvez: procurar o impossível: falar de nós sem nunca falarmos de nós, com a consciência de que, quando falamos do alheio ou não falamos de absolutamente nada, é sempre sobre nós mesmos que olhamos; ou que, quando escrevemos nós ou eu, estamos de facto a dizer mundo. talvez a realidade seja verdade. talvez a verdade seja realidade. pouco interessa... obrigado na mesma aos resistentes! este é um agradecimento sincero por continuarem a passar por cá!


Sinéad O'Connor, Thank you for hearing me

terça-feira, 24 de agosto de 2010

work in progress II

Havemos de fazer uma súmula em estilo reportagem daquilo que mais nos surpreendeu nesta última viagem que fizemos. No ano passado, não me apeteceu fazer o mesmo sobre Praga e outros lugares e alguns castelos das Rep. Checa que também adorámos. De qualquer modo, se um blogue também serve para partilha, partilhemos então (se facebook e outros sítios sociais não me cativam, ao meu Zé ainda menos). Mas repito: havemos... não há data marcada. Primeiro ainda há que fazer a selecção fotográfica e videográfica. Entretanto, seguem outras coisas já programadas, sim!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

work in progress I

Duas semanas depois, acordar em casa foi como se não tivéssemos sequer partido. Isto porque está tudo na mesma como a lesma. Mas é uma falsa impressão: as nossas plantas quase secaram, o país cheira a queimado, multiplicam-se catástrofes um pouco por todo o lado, e há ainda os mortos. Sobretudo, nós não continuamos na mesma. Voltamos mais cheios e, apesar das férias sempre nos terem corrido relativamente bem, este ano regressamos com a sensação não de que soube a pouco, mas que soube muito bem e a muito. Simplesmente, diria que voltámos muito satisfeitos.

domingo, 18 de julho de 2010

antes de ╞ agenda

Para mais informação sobre os eventos, carregar nos cartazes/imagens.




de 22 de Julho a 3 de Outubro EXPOSIÇÃO COLECTIVA na SALA DO VEADO






de 23 de Julho a 26 de Setembro ANA VIDIGAL - MENINA LIMPA, MENINA SUJA

[Ana Vidigal, Menina limpa procura menina suja]
blogue






Decorre até 15 de Agosto PORTUGALARTE 10




Decorre até 3 de Setembro SETE SÓIS SETE LUAS





de 31 de Julho a 14 de Agosto ► FESTIVAL DOS OCEANOS






23 de Julho ► LINHA DE ÁGUA






Decorre até 27 de Julho FESTIVAL AO LARGO

sábado, 17 de julho de 2010

(títalo desconhecido)


Spiro, The Sky is a Blue Bowl



Esta entrada serve para agradecer ao Mike a partilha da música que aqui deixo hoje!
Serve também para agradecer novamente à Lara por me(nos) ter descoberto e ter comunicado isso mesmo. O poema que lhe dediquei é importante porque fala da importância para a nossa saúde de transformar as palavras em poema, não as guardando para nós. E ultimamente tenho tido dificuldade em expulsar as palavras...
Num destes dias, num acto mais de sono que de outra coisa, eis que carreguei no google reader no botão que automaticamente considerou todas as entradas como lidas; e deixei de saber o que queria comentar… o busílis é que tinha lá entradas muito antigas e que aguardavam pelo momento certo, aquele em que teria oportunidade para lhes dedicar a minha atenção. Paciência.
Por ora, já consegui despachar os principais emails em atraso e estou a tratar do assunto dos comentários: a seu tempo conseguirei chegar a bom porto, até porque, em princípio, as coisas começarão a amainar.







(este cartoon é da última campanha eleitoral, mas mantém-se cómico)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

pois é

mais uma semana e fico livre de alunos. uma semana: só de amanhã a oito dias. bolas, nunca mais é sábado!


Jorge Fernando & Sam The Kid, Pois é

quarta-feira, 26 de maio de 2010

festivalices

Esta semana regressam as festivalices da eurovisão. Portugal lá conseguiu apurar-se para a Final numa semi-final em que "em terra de cegos quem tem olho é rei".
Altura para lembrar Marie Myriam que foi o mais perto da vitória que Portugal já esteve... por assim dizer!...