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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
nós por cá
Alguém me explica como é que isto é possível?
Atenção: a notícia foi atualizada, aliás, muito.
Atenção: a notícia foi atualizada, aliás, muito.
Pai entrega filho em esquadra por ser gay
terça-feira, 14 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
...
POEMA DE AGRADECIMENTO À CORJA
Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade de vivermos felizes e em paz.
Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer, o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.
Joaquim Pessoa
---------------------------------------------------
Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro em 1948. Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa.
O seu primeiro livro foi editado em 1975 e, até hoje, publicou mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram lhe atribuídos os prémios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prémio de Literatura António Nobre e o Prémio Cidade de Almada.
Poeta, publicitário e pintor, é uma das vozes mais destacadas da poesia portuguesa do pós 25 de Abril, sendo considerado um "renovador" nesta área. O amor e a denúncia social são uma constante nas suas obras, e segundo David Mourão-Ferreira, é um dos poetas progressistas de hoje mais naturalmente de capazes de comunicar com um vasto público.
Bibliografia: O Pássaro no Espelho, A Morte Absoluta, Poemas de Perfil, Amor Combate, Canções de Ex cravo e Malviver, Português Suave, Os Olhos de Isa, Os Dias da Serpente, O Livro da Noite, O Amor Infinito, Fly, Sonetos Perversos, Os Herdeiros do Vento, Caderno de Exorcismos, Peixe Náufrago, Mas., Por Outras Palavras, À Mesa do Amor, Vou me Embora de Mim.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
Esta e grassas az novax opertnidadex
O piquenique
A Ministra da Educação foi convidada para participar num piquenique em sua honra, oferecido pelos alunos que passaram o 9º ano. Quando chegou ao local, estranhou ver um monte enorme de sacos cheios de um pó branco. Dirigiu-se ao rapaz que estava a preparar o churrasco e perguntou:
- O que é que está dentro daqueles sacos?
- É cal, senhora ministra.
- Cal? Mas para quê?
- Eu também não percebi, senhora ministra mas as ordens que recebi foi de comprar 102 sacos de cal!
Intrigada, a Ministra dirigiu-se ao responsável pelo piquenique (um antigo aluno seu que conseguiu evoluir tirando uma especilização no Programa das Novas Oportunidades) e perguntou-lhe o que é que pretendia fazer com tanta cal. Esse seu antigo aluno, espantadíssimo, comentou que não tinha encomendado cal nenhuma. Foram os dois ter com o rapaz que fizera as compras para esclarecerem o assunto.
- Olha lá, quem é que te mandou comprar estes sacos de cal?
- Foste tu, pá! Agora não te lembras? Ainda tenho aqui o papel que escreveste.
E exibiu a lista enorme de compras que lhe tinha sido dada. O antigo aluno mirou, tornou a mirar e disse:
- Eh pá... mas tu és mesmo burro! Não vês que me esqueci de pôr a cedilha? O que eu queria dizer era Çal! E não era 102 sacos mas sim 1 ó 2!
- O que é que está dentro daqueles sacos?
- É cal, senhora ministra.
- Cal? Mas para quê?
- Eu também não percebi, senhora ministra mas as ordens que recebi foi de comprar 102 sacos de cal!
Intrigada, a Ministra dirigiu-se ao responsável pelo piquenique (um antigo aluno seu que conseguiu evoluir tirando uma especilização no Programa das Novas Oportunidades) e perguntou-lhe o que é que pretendia fazer com tanta cal. Esse seu antigo aluno, espantadíssimo, comentou que não tinha encomendado cal nenhuma. Foram os dois ter com o rapaz que fizera as compras para esclarecerem o assunto.
- Olha lá, quem é que te mandou comprar estes sacos de cal?
- Foste tu, pá! Agora não te lembras? Ainda tenho aqui o papel que escreveste.
E exibiu a lista enorme de compras que lhe tinha sido dada. O antigo aluno mirou, tornou a mirar e disse:
- Eh pá... mas tu és mesmo burro! Não vês que me esqueci de pôr a cedilha? O que eu queria dizer era Çal! E não era 102 sacos mas sim 1 ó 2!
sábado, 12 de março de 2011
(à) rasca
Em 1994 e nos anos seguintes, tive vergonha de ser associado à geração rasca, aquela em que cresci. A atitude daquele tipo que mostrou o rabo (e apesar de ter sido logo o rabo...) e levou à classificação por Vicente Jorge Silva quando era diretor do Público não me orgulhou por aí além (foi ele quem cunhou a expressão «geração rasca»).
Alguns anos depois, mais me envergonha (ou entristece?) continuar como continuo: na «geração à rasca», porque sou contratado há doze anos, porque tenho de ter mais do que um trabalho (já agora: um deles é a recibos verdes, numa empresa que paga a três meses - quando paga...), porque simplesmente não tenho carreira. E fiz eu uma licenciatura de seis anos para isto? Não, não foram quatro! Nem muito menos três! Foram seis... Eu mereço! Pior: sem qualquer perspetiva de que a situação se altere.
Protesto, pois, contra a deseducação deste desgoverno, contra o andar constantemente à rasca, e por estar a pagar o despesismo daqueles em quem eu não votei. De resto, continuo de esquerda, apartidário e sem sindicato.

Alguns anos depois, mais me envergonha (ou entristece?) continuar como continuo: na «geração à rasca», porque sou contratado há doze anos, porque tenho de ter mais do que um trabalho (já agora: um deles é a recibos verdes, numa empresa que paga a três meses - quando paga...), porque simplesmente não tenho carreira. E fiz eu uma licenciatura de seis anos para isto? Não, não foram quatro! Nem muito menos três! Foram seis... Eu mereço! Pior: sem qualquer perspetiva de que a situação se altere.
Protesto, pois, contra a deseducação deste desgoverno, contra o andar constantemente à rasca, e por estar a pagar o despesismo daqueles em quem eu não votei. De resto, continuo de esquerda, apartidário e sem sindicato.

terça-feira, 8 de março de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
a Leovigildo Queimado Franco de Sousa
O texto que se segue é de João Vasconcelos e Sá, que o leu no Carnaval de 1934, dedicando-o ao ministro da agricultura de Salazar, Leovigildo Queimado Franco de Sousa. Aqui a leitura
e de Victor de Sousa. Pasmem-se!
e de Victor de Sousa. Pasmem-se!
Ao Excelentíssimo Senhor Ministro da Agricultura
Exposição
Porque julgamos digna de registoJoão Vasconcelos e Sá
a nossa exposição, Sr. Ministro,
erguemos até vós humildemente
uma toada uníssona e plangente,
em que evitámos o menor deslize,
e em que damos razão da nossa crise.
Senhor, em vão esta província inteira
desmoita, lavra, atalha a sementeira,
suando até à fralda da camisa.
Mas falta-nos a matéria orgânica precisa
na terra que é delgada e sempre fraca.
A matéria em questão chama-se caca.
Precisamos de merda, senhor Soisa,
e nunca precisámos de outra coisa…
Se os membros desse ilustre Ministério
querem tomar o nosso caso bem a sério;
se é nobre o sentimento que os anima,
mandem cagar-nos toda a gente em cima
dos maninhos torrões de cada herdade,
e mijem-nos também, por caridade…
O Senhor Oliveira Salazar,
quando tiver vontade de cagar,
venha até nós, solícito, calado,
busque um terreno que estiver lavrado,
deite as calças abaixo, com sossego,
ajeite o cu bem apontado ao rego,
e, como Presidente do Conselho,
queira espremer-se até ficar vermelho.
A nação confiou-lhe os seus destinos,
então comprima, aperte os intestinos.
E, aí, se lhe escapar um traque, não se importe…
quem sabe se o cheirá-lo não dará sorte…
Quantos porão as suas esperanças
num traque do Ministro das Finanças…
e também, quem vive aflito e sem recursos,
já não distingue os traques, dos discursos…
Não precisa falar, tenha a certeza,
que a nossa maior fonte de riqueza,
desde as grandes herdades às courelas,
provém da merda que juntarmos nelas.
Precisamos de merda, senhor Soisa,
e nunca precisámos de outra coisa,
adubos de potassa, cal, azote;
tragam-nos merda pura do bispote,
e de todos os penicos portugueses,
durante pelo menos uns seis meses.
Sobre o montado, sobre a terra campa,
continuamente eles nos despejem trampa.
Ah! terras alentejanas, terras nuas,
desesperos de arados e charruas,
quem as compra ou arrenda ou quem as herda
sempre a paixão nostálgica da merda…
Precisamos de merda, senhor Soisa,
e nunca precisámos de outra coisa…
Ah, merda grossa e fina, merda boa
das inúteis retretes de Lisboa.
Como é triste saber que todos vós
andais cagando, sem pensar em nós…
Se querem fomentar a agricultura,
mandem vir muita gente com soltura…
Nós daremos o trigo em larga escala,
pois até nos faz conta a merda rala…
Ah! venham todas as merdas à vontade,
não faremos questão da qualidade,
formas normais ou formas esquisitas.
E desde o cagalhão às caganitas,
desde a pequena poia, à grande bosta,
tudo o que vier a gente gosta.
Precisamos de merda, Senhor Soisa,
e nunca precisámos de outra coisa…
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
de facto, acabou-se a questão
Não faço disso o meu cavalo de batalha, mas sou absolutamente a favor do acordo ortográfico.
Por vários motivos. O principal prende-se mesmo com a posição estratégica que uma língua pode ter - a língua que não é de ninguém mas tão somente de todos os que a falam. É isso que está a acontecer com o português. O espanhol conseguiu há pouco tempo um acordo absolutamente estratégico: uma gramática comum a todos os territórios que falam a língua; nós ainda continuamos a negociar migalhas. Sim, que o acordo não mexe em mais do que migalhas: a ortografia é só um aspeto de uma língua, por sinal, um dos mais artificiais e mutáveis.
Qualquer pessoa que tenha estudado um pouco de uma língua sabe disso. Há quem não queira mudar por opção e convicção. Mas, em geral, as pessoas são preguiçosas e habituaram-se a ler Camões com a ortografia atualizada; as pessoas são preguiçosas e habituaram-se a ler Pessoa com a ortografia atualizada; as pessoas são preguiçosas e já nem se lembram dos acentos graves que pululavam em tudo o que era advérbio formado com o sufixo -mente e cujo adjetivo era acentuado. Por exemplo. As pessoas são preguiçosas e habituaram-se a aprender que é assim e não assado porque houve uma convenção. As pessoas são preguiçosas e nem se lembram que há um século não havia nenhum acordo ortográfico, nenhuma norma estipulada que lhes dissesse que era correto fotografico, fotográfico, fotographico, fotográphico. Porque era, basicamente, ao gosto do freguês que podia ser mais ou menos fiel à etimologia.
As pessoas agarram-se, às vezes quase desesperadamente, à origem. Sim, claro. Por causa da origem, lembro-me sempre do italiano, dessa língua à beira da extinção porque nenhum italiano sabe onde acentuar as palavras que em italiano não têm acentos, não têm "c" mudos ou, pasme-se, nem agás em início de palavra. Que pecado capital: uomo, esitate... Mas, claro, ninguém se lembra do italiano que nem é ainda a língua mais próxima do latim.
No latim está a origem afinal de cerca de 80% dos vocábulos da língua portuguesa que foi enriquecida nos outros 20% com palavras de outras línguas (noutras zonas geográficas a percentagem será maior, com certeza). Nós não nos ficámos pelo latim, fomos muito mais longe. E quem é que se lembra que óculo e olho têm origem na mesma palavra latina? Ou cátedra e cadeira. Ou mácula e mancha. Ou areia e arena. Et caetera. Só que umas palavras chegaram-nos pela voz do povo e, logo, mais alteradas, distantes da origem.
Portanto, acalmem-se: se a língua não evaporou antes, também não evaporará depois, assim continuemos a perceber melhor alguns galegos que determinados dialetos açorianos; assim atualizem corretores ortográficos; assim continuemos a corrigir alunos que por ignorância pura não distinguem -ão de -am, entre muitos outros erros que se reproduzem nos discursos mais sublimes e mais abjetos da nossa vida nacional - os blogues não são alheios a tal fenómeno, obviamente!
De facto, para mim, acabou-se a questão e esforçar-me-ei por pôr o acordo em prática. Acham que falta alguma coisa, é? Ná! Essa sensação de desconforto passará depressa. Não nos esqueçamos que a língua, fator de união (inter)nacional, é muito mais do que nós. Muito mais extensa do que esta «ocidental praia lusitana» [ou deverei registar «Occidental praya Lusitana»?].
*****
Apêndice
Por vários motivos. O principal prende-se mesmo com a posição estratégica que uma língua pode ter - a língua que não é de ninguém mas tão somente de todos os que a falam. É isso que está a acontecer com o português. O espanhol conseguiu há pouco tempo um acordo absolutamente estratégico: uma gramática comum a todos os territórios que falam a língua; nós ainda continuamos a negociar migalhas. Sim, que o acordo não mexe em mais do que migalhas: a ortografia é só um aspeto de uma língua, por sinal, um dos mais artificiais e mutáveis.
Qualquer pessoa que tenha estudado um pouco de uma língua sabe disso. Há quem não queira mudar por opção e convicção. Mas, em geral, as pessoas são preguiçosas e habituaram-se a ler Camões com a ortografia atualizada; as pessoas são preguiçosas e habituaram-se a ler Pessoa com a ortografia atualizada; as pessoas são preguiçosas e já nem se lembram dos acentos graves que pululavam em tudo o que era advérbio formado com o sufixo -mente e cujo adjetivo era acentuado. Por exemplo. As pessoas são preguiçosas e habituaram-se a aprender que é assim e não assado porque houve uma convenção. As pessoas são preguiçosas e nem se lembram que há um século não havia nenhum acordo ortográfico, nenhuma norma estipulada que lhes dissesse que era correto fotografico, fotográfico, fotographico, fotográphico. Porque era, basicamente, ao gosto do freguês que podia ser mais ou menos fiel à etimologia.
As pessoas agarram-se, às vezes quase desesperadamente, à origem. Sim, claro. Por causa da origem, lembro-me sempre do italiano, dessa língua à beira da extinção porque nenhum italiano sabe onde acentuar as palavras que em italiano não têm acentos, não têm "c" mudos ou, pasme-se, nem agás em início de palavra. Que pecado capital: uomo, esitate... Mas, claro, ninguém se lembra do italiano que nem é ainda a língua mais próxima do latim.
No latim está a origem afinal de cerca de 80% dos vocábulos da língua portuguesa que foi enriquecida nos outros 20% com palavras de outras línguas (noutras zonas geográficas a percentagem será maior, com certeza). Nós não nos ficámos pelo latim, fomos muito mais longe. E quem é que se lembra que óculo e olho têm origem na mesma palavra latina? Ou cátedra e cadeira. Ou mácula e mancha. Ou areia e arena. Et caetera. Só que umas palavras chegaram-nos pela voz do povo e, logo, mais alteradas, distantes da origem.
Portanto, acalmem-se: se a língua não evaporou antes, também não evaporará depois, assim continuemos a perceber melhor alguns galegos que determinados dialetos açorianos; assim atualizem corretores ortográficos; assim continuemos a corrigir alunos que por ignorância pura não distinguem -ão de -am, entre muitos outros erros que se reproduzem nos discursos mais sublimes e mais abjetos da nossa vida nacional - os blogues não são alheios a tal fenómeno, obviamente!
De facto, para mim, acabou-se a questão e esforçar-me-ei por pôr o acordo em prática. Acham que falta alguma coisa, é? Ná! Essa sensação de desconforto passará depressa. Não nos esqueçamos que a língua, fator de união (inter)nacional, é muito mais do que nós. Muito mais extensa do que esta «ocidental praia lusitana» [ou deverei registar «Occidental praya Lusitana»?].
*****
Apêndice
Grammatica da lingua portuguesa de João de Barros, 1540 (a primeira gramática do português)
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
hoje apetece-me
Apetece-me aqui, hoje, inaugurar uma espécie de uma nova secção. Vou chamar-lhe "Hoje apetece-me..."
E hoje apetece-me dizer que tenho vergonha de pertencer a um povo que se une para defender assassinos confessos.
Além disso, apetece-me agradecer o piropo do meu gajo!...
E hoje apetece-me dizer que tenho vergonha de pertencer a um povo que se une para defender assassinos confessos.
Além disso, apetece-me agradecer o piropo do meu gajo!...
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
que entrem os palhaços
Ontem, por causa dos vídeos com a Shirley Bassey, estávamos no youtube quando apareceu um registo com uma música que o Zé referiu como muito bonita: "Send in the clowns" ("Que entrem os palhaços"):
"Send in the Clowns" (numa tradução livre, Que Entrem os Palhaços) é uma canção de Stephen Sondheim, composta para o musical A Little Night Music de 1973. É uma balada lenta e tristonha, na qual a personagem Desiree reflete sobre as ironias e desapontamentos de sua vida.Nunca a tinha ouvido e o meu Zé mostrou-me várias versões; e, afinal, tudo o que é cantor já a cantou (ele, inclusive). Como ele frisou, a versão da Shirley Bassey é muito, muito boa (da versão da Barbra Streisand, não gostei tanto). Também gostei muito da Glenn Close; e ponho ainda aqui a ligação para a versão de Renato Russo porque o vídeo tem a letra traduzida. Ora, oiçam. [p.s. obrigado ao Sôfrego que também notou a ausência desta música na selecção das 7 músicas que tinha feito da Shirley]
Shirley Bassey
Glenn Close
Ontem, a primeira pessoa a dizer-nos, estupefacta, que o Carlos Castro tinha sido assassinado foi uma vizinha, a idosa que mora por baixo de nós. Carlos Castro não nos disse muito, nunca nutri grande simpatia, mas morrer assim ultrapassa os nossos limites do compreensível - e, claro, a mutilação tem de ter algum significado.
Ontem, pode não parecer, a música "Send in the clowns" veio ao meu encontro para me comover como a morte macabra foi de encontro a Carlos Castro. Música e assassinato têm tudo a ver. Chamem o CSI.
Ontem, pode não parecer, a música "Send in the clowns" veio ao meu encontro para me comover como a morte macabra foi de encontro a Carlos Castro. Música e assassinato têm tudo a ver. Chamem o CSI.
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