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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

cold war


Janelle Monáe, Cold War







[post scriptum: notaram que a entrada anterior
é do meu ? Notaram?
Há muito tempo que ele não punha aqui nada... até eu já tinha saudades!]

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

concertos

O mês de Janeiro levou-nos por duas vezes ao Grande Auditório da Gulbenkian. Foram duas noites para lembrar.
A 14 de Janeiro, vimos, pela terceira vez, a Soprano Ute Lemper, desta vez com a Orquestra Gulbenkian, dirigida pelo Maestro Lawrence Foster. O espectáculo "De Berlim a Paris" trouxe música de Paul Hindemith (Abertura da ópera Neues vom Tage), Kurt Weill (Die Moritat von Mackie Messer, Song of Mendeley, Youkali, J'attends un navire, Saga of Jenny), Hanns Eisler (Der Graben, Das Wasserrad), Norbert Schultze (Lili Marleen), Friedrich Hollaender (Lola), Erik Satie / Claude Debussy (Gymnopédie nº 1), Jacques Brel (Je ne sais pas, Amsterdam, Ne me quitte pas, Chanson de Jacky), Édith Piaf (Milord, Padam) e John Kander (Cabaret, All that Jazz). Um must de que fica aqui um cheirinho que alguém filmou à socapa e colocou no You Tube.

Adoramos a Ute, pois claro. O concerto com orquestra sinfónica prometia e não podíamos faltar. A interpretação (com direito a lágrimas) de Ne me quitte pas é uma das mais vivas memórias dessa noite.

A 31 de Janeiro, vimos, pela primeira vez, o Al-Kindi Ensemble, com Julien Jâlal Eddine Weiss (kanun, direcção), no espectáculo Stabat Mater Dolorosa, homenagem cristã e muçulmana a Maria. O programa reuniu cerca de vinte figuras, incluindo um coro bizantino, derviches sírios e o cantor soufi Sheikh Habboush. Uma limpeza de alma!

sábado, 15 de janeiro de 2011

ah, e tal / dois

À distância, podemos dizer que na viagem a Itália correu tudo bem. Mas, claro, a organização italiana tinha de se manifestar de alguma forma. Sim, os italianos são muito piores que nós em termos de organização. Digamos que o que correu pior aconteceu num restaurante em Veneza, cujo empregado não queria aceitar 0,40€ em moedas de 5 cêntimos. Foi engraçado, porque nos serviu surper mal, cobrou caro pelo serviço (coperto) e ainda teve a lata de nos dizer que aquelas moedas eram negras e que só serviam para supermercados e máquinas de tabaco... não serviam para um restaurante. Ah, foi ver-nos crescer!...
Outra situação ocorreu em Florença, num dia de borrasca, tendo nós bilhete pré-comprado e com reserva (sim, pagámos mais 4€ cada um) para a Galleria dell’Accademia, estávamos na fila e o segurança queria mandar-nos para outra fila, por sinal, gigante, argumentando que não podíamos entrar naquela... Com mais um americano, fizemos finca-pé. E por pouco comiam-nos os 4€.
Num comboio, houve uma família numerosa de asiáticos (chineses?) que foi abordada por um pica e fizeram um pé de guerra que durou mais de duas horas, com polícia e tudo porque não tinham pago o bilhetes das crianças.
Ah, e a maior decepção? Incrível, mas foi mesmo a Galleria degli Uffizi. Pelo tempo de espera (quando forem, comprem online com reserva!!!) que deve ter rondado duas horas, pelos magotes de pessoas, pelos grupos de turistas que invadem salas, fazem imenso barulho e não deixam ninguém usufruir dignamente qualquer que seja a obra de arte.






sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ah, e tal / um

Em 2005, fiz um curso em Bolonha com mais 5 universitários portugueses (alguns de nós acabámos por nos tornar amigos); foram 2 semanas fabulosas. Mas só lá passámos 1 fim-de-semana (o anterior ao Carnaval) que aproveitámos para ir a Florença num dia e a Veneza no outro. As duas cidades foram uma surpresa absoluta. Percebi imediatamente que tinha de voltar com o Zé e com mais tempo.
Assim, no verão passado, cumpriu-se: 3 dias inteiros só para Florença e outros 3 só para Veneza. Além disso, ainda fomos a Lucca, Pisa, Bologna, Ravenna e Padova. Mesmo não tendo sido um período demasiado alargado, foram as férias mais longas que já tivemos no estrangeiro. Voltámos cheios. Satisfeitos. Foi caro, mas voltámos realmente muito satisfeitos com as surpresas que os vários sítios nos revelaram. Deslocámo-nos sempre de comboio, com bilhetes que individualmente nos custaram entre o 1€ e pouco até uns míseros 52€ (no veloz Frecciarossa); também andámos em toda a sorte de “carrozza” (carruagem), desde o Frecciarossa até ao regional mais regional que pode haver - mas, graças a deus, todos (!) tinham ar condicionado. Também andámos muito a pé e até à exaustão.
Estivemos mais uma vez em Milão, que foi o aeroporto para onde voámos, e desta vez vimos a Última Ceia. No Centro-Norte de Itália, ficam ainda para ver vários locais, assim de repente: Modena, Verona, Vicenza, Portovenere, Assisi, Arezzo, Siena, San Gimignano, Sirmione… ficam para outras alturas. Veneza será para voltarmos mais vezes. Por aqui se pode ver como a Itália nos encanta...





sábado, 25 de dezembro de 2010

adoração

Ainda não consegui descobri se abomino completamente as reuniões familiares com toda a gente aos gritos... E comida; muita comida; e se não como é porque estou doente, é porque não gosto, é porque estou chateado, é porque... estou simplesmente cheio e enjoado de doces. Uma coisa é certa, o espírito natalício tem tudo de puramente económico e nada de espiritual. O pai natal é que é! Menino Jesus... que é isso? Quem é que ainda se lembra porque existe Natal? Vale pelo convívio, quando as famílias são grandes (como é o meu caso) e é uma chatice quando as famílias são pequenas e pouco há para festejar (como é o caso do Zé). Ainda estamos para ver quando é que poderemos apresentarmo-nos juntos na consoada e no almoço de Natal como o casal que somos.



Julia Margaret Cameron, A adoração (c. 1865)

sábado, 6 de novembro de 2010

rebola a bola

Às vezes, o meu Zé sai-se com "rebola a bola, você diz que dá, que deu; rebola a bola, você na bola não deu". Pelo que me foi possível perceber é um tema tradicional do Norte de Portugal. No meio, descobri esta versão/ variante da Carmen Miranda. Vá tentem imitar-lhe a rapidez. E ela não toma só a letra nacional... reparem bem nas cores predominantes da sua indumentária. Parece coincidência, não é?!


terça-feira, 24 de agosto de 2010

work in progress II

Havemos de fazer uma súmula em estilo reportagem daquilo que mais nos surpreendeu nesta última viagem que fizemos. No ano passado, não me apeteceu fazer o mesmo sobre Praga e outros lugares e alguns castelos das Rep. Checa que também adorámos. De qualquer modo, se um blogue também serve para partilha, partilhemos então (se facebook e outros sítios sociais não me cativam, ao meu Zé ainda menos). Mas repito: havemos... não há data marcada. Primeiro ainda há que fazer a selecção fotográfica e videográfica. Entretanto, seguem outras coisas já programadas, sim!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

work in progress I

Duas semanas depois, acordar em casa foi como se não tivéssemos sequer partido. Isto porque está tudo na mesma como a lesma. Mas é uma falsa impressão: as nossas plantas quase secaram, o país cheira a queimado, multiplicam-se catástrofes um pouco por todo o lado, e há ainda os mortos. Sobretudo, nós não continuamos na mesma. Voltamos mais cheios e, apesar das férias sempre nos terem corrido relativamente bem, este ano regressamos com a sensação não de que soube a pouco, mas que soube muito bem e a muito. Simplesmente, diria que voltámos muito satisfeitos.

domingo, 27 de junho de 2010

obrigado

Nos princípios da nossa relação, lembro-me de termos abordado a questão da "pertença" que o uso do possessivo pressupõe e de ele não assumir, para mim, um carácter castrador ou limitativo. Lembro-me da tua aversão ao uso da categoria gramatical "apensa às pessoas próximas" e de como me tenho esforçado para a evitar quando a ti me refiro ou assino cartões e bilhetes.
As coisas surgem e acontecem se e quando assim tiver que ser. Também foi assim com as alianças, lembras-te?
Talvez seja por isso que estamos mais fortes e unidos. Porque deixamos as coisas acontecerem, simplesmente.
Se sou o teu Zé, tu és o meu Paulo, porque estás e vais sempre comigo e não penso em mim sem pensar em ti. Deve ser isso o amor. Isso e as palavras doces que me escreves e dizes.
Que orgulho e alegria imensa por estar ao teu lado.

Já lavei a cara, já lavei o pé...

PS - Obrigado a tod@s pelos comentários e votos expressos.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

coisinha simples para o meu Zé


Isabel Silvestre, Ó Zé


Eu, que tenho ligeira aversão aos possessivos apensos às pessoas próximas – como se fossem objectos –, passei a gostar, no entanto, de dizer o meu Zé.

E o meu Zé é especial – todos os zés e marias de todos aqueles que amam devem sê-lo (mas se até os que não têm zés ou marias têm dias especiais…).

Hoje é o dia do meu Zé, que por ser meu é superiormente especial. O dia em que as nuvens se curvaram para revelar o sol que iluminou, desde o primeiríssimo instante, os olhos de céu cheios do meu Zé – que são também o meu céu, afinal.

Hoje é o dia pacífico em que a bioquímica proporcionou que chegasse primoroso, inteiro, fiel, destro. Doce e azedo. Amargo e perfeitamente perfeito. Tal como o são os seres bons e belos... e imperfeitos. Portanto, existe nele o meu paraíso, mesmo que às vezes me esqueça disso. Mas acordo depois e regresso-lhe como filho pródigo.

Assim, tu que te tornaste a minha pátria, o meu latifúndio, a minha casa, a minha segunda pele, ouve-me: que todos os teus dias tenham a polpa da felicidade e possas colher em cada um deles sustento suficientemente saciante para transformar os espinhos do caminho no suave bálsamo das árvores rumorejantes e generosas.

Sabe que dobrar desta forma a vida contigo é ________!

Há dias assim. Dias cheios de toda a plenitude do mundo, em que partir é chegar com as mesmas, e afinal diferentes, mãos de todas as horas, mãos marcadas de tão cheias que estão, de tão carregadas que vêm.

Hoje é esse dia. Muitos parabéns, meu amor!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

notas telegráficas

1 # Foi publicada A LEI que altera o código civil. »»



2 # Ferreira Gullar, com 80 anos, ganhou o prémio Camões. Gostei! »»
Narciso e Narciso

Se Narciso se encontra com Narciso
e um deles finge
que ao outro admira
(para sentir-se admirado),
o outro
pela mesma razão finge também
e ambos acreditam na mentira.
(...)

Ferreira Gullar, Obra Poética. Quasi Edições, 2003, p. 393-394



3 # Clint Eastwood faz hoje 80 anos.



4 # A artista plástica Louise Bourgeois, nascida a 25 de Dez. de 1911, morreu a caminho dos 99 anos. »»

Louise Bourgeois, numa fotografia de Robert Mapplethorpe (1982)



4 # Esta entrada também segue sem comentários que não tenho nem para me coçar.

domingo, 16 de maio de 2010

17.05.2010 ☆ ouro sobre azul



Não ouvi o discurso, mas retive o essencial: CASAMENTO APROVADO! Este sim, é um dia profundamente histórico: subitamente, eis que o dia anti-homofobia se torna o nosso dia com menos descriminação. E o Zé já me disse que SIM! ☺

Gosto muito do electro-pop deste duo inglês. Já tinha posto
aqui um vídeo, mas a adesão parece ter sido nenhuma. Por isso insisto, olhem que vale a pena esperar que o vídeo cresça e ver/ouvir Better than love.






HURTS, Better Than Love

terça-feira, 4 de maio de 2010

9

Mais ou menos infelizes da vida, cada um seguia o seu destino.

No entanto, todavia, contudo, naquela sexta-feira, dia 4 de Maio de há nove anos, eu e o Zé haveríamos de cruzar os nossos caminhos e de acertar agulhas para passarmos a avançar lado a lado.

Pode parecer que foi há muito tempo ou que foi muito difícil... Quando, afinal, é como se tivesse sido apenas ontem e tem sido duma simplicidade absolutamente desarmante. Mais: a relação tem-se conjugado com a mesma naturalidade com que respiramos e envelhecemos.


ɤɤ

[2 poemas de e. e. cummings]

# 1


i carry your heart with me eu levo o teu coração comigo


i carry your heart with me(i carry it in eu levo o teu coração comigo (eu levo-o no
my heart)i am never without it(anywhere meu coração) eu nunca estou sem ele (a qualquer lugar
i go you go,my dear; and whatever is done que eu vá, meu bem, e o que que quer que seja feito
by only me is your doing,my darling) só por mim é obra tua, meu amor)
i fear eu temo
no fate(for you are my fate,my sweet)i want nenhum destino (pois tu és o meu destino, meu doce) eu quero
no world(for beautiful you are my world,my true) nenhum mundo (pois belo és tu meu mundo, a minha verdade)
and it's you are whatever a moon has always meant e és tu que és o que quer que seja o que a lua signifique
and whatever a sun will always sing is you e tudo o que um sol sempre cantará és tu


here is the deepest secret nobody knows aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe
(here is the root of the root and the bud of the bud (aqui está a raiz da raiz e o botão do botão
and the sky of the sky of a tree called life;which grows e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce
higher than the soul can hope or mind can hide) mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder)
and this is the wonder that's keeping the stars apart e esta é a maravilha que mantém as estrelas separadas


i carry your heart(i carry it in my heart) eu levo o teu coração (eu levo-o no meu coração)
e. e. cummings [baseei-me na tradução de Regina Werneck]



# 2
Poema de e. e. cummings dito por Ana Carolina

sexta-feira, 9 de abril de 2010

nota da redacção

Continuamos na minha aldeia. Por aqui o tempo roda a um velocidade incrivelmente diferente: o relógio pode ser substituído pela gravação do sino da capela e pelo percurso do sol; o clima é ameno, com um calor doce. Gostamos disto. Só de vez em quando. Único senão: a velocidade da internet móbil deixa-nos, quando podemos descansar, sem paciência para grandes deambulações... Uma nota de humor: «Eu é mais bolos».

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

histórico

Fiquei triste por não poder ter estado na sessão plenária da AR de dia 8. Paciência. Mas passei a tarde com um daqueles sorrisos estúpidos na cara e que dão nas vistas. Também não sei explicar porque ainda não tinha escrito sobre o assunto. Talvez por a procissão ainda só agora estar a sair ao adro. Talvez por a legislação não mudar mentalidades. Talvez por eu andar a adiar várias questões que, pendentes, funcionam como uma bola de neve que acaba por me engolir. Se é certo que a legislação não muda mentalidades, acaba por ter um efeito muito positivo e dissuasor de comportamentos preconceituosos, ainda que o processo seja muito lento. A data é histórica, essa é que é essa. Corolário da luta/resistência de muitos que deram a cara pela causa que é de todos (ou devia ser). A aprovação na generalidade deixa-nos obviamente orgulhosos e faz-nos ver o futuro com outras cores.
Falta o ponto da parentalidade que não me é de somenos importância. Tenho esperança que também se resolva brevemente. Além disso, tornou-se pública a oposição do sr. presidente e a introdução de uma inconstitucionalidade por parte do PS que só pode resultar de burrice ou de jogada política (só espero que seja esta última hipótese).
E falta o resto. A igreja eriça-se. e arreganha os dentes. Os plataformistas contorcem-se. Os apocalípticos acham que desta é que é (mas foi no Haiti que a terra foi abaixo, como se a miséria atraísse a desgraça). Ainda antes do final de 2009, enviei um email redigido pela ILGA e que circulou por aí. Devo dizer que em geral fiquei sensibilizado com as respostas, pois nunca antes tinha recebido tantas (no total foram 14: sobretudo do BE, do CDS e do PS - a quantidade foi por esta ordem - e nenhuma do PSD ou do PC). Tantas respostas deviam ser um bom sintoma de uma mudança de paradigma da massa política que supostamente nos representa. Ou talvez não seja nada disso.
Mas, apesar de todos os reveses ou do pessimismo, estamos felizes e à espera de finalmente podermos passar de unidos de facto a cônjuges.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

boig per tu *

Sau, Boig per tu. Quina Nit [1996]




Ouvi esta música aqui, há algum tempo atrás. E acabou por se me agarrar à pele.

* Em catalão, claro: louco por ti {queriam uma tradução da letra?}.

sábado, 4 de julho de 2009

..:: raízes ::..

Raízes deste blogue:

o endereço url inspirou-se na música «The man that I am with my man» do grupo The Hidden Cameras (letra está aqui). Como "meandmyman" já estava registado, ficou só "andmyman". Ah, conhecemos The Hidden Cameras (wikipedia) pela banda sonora de Shortbus, o filme impulsionador.



[Outras músicas que nunca pus aqui no blogue (ou que já pus) e mereciam cá estar:
Ute Lemper, Litle Water Song »»
Michael Nyman, In Re Don Giovanni »» e The Upside Down Violin: III) Faster Still »»
Moby, My weakness »»
Wim Mertens, Stuggle for pleasure »» e Tout Est Visible »»
Quinta do Bill, Se te amo »»
Lou Reed, Perfect Day »»]





o nome do blogue foi obviamente colhido no filme homónimo de Kar Wai Wong, Happy Together (Hong Kong, 1997 »» para ter o filme), ainda que com uma história completamente diversa da nossa.