quinta-feira, 11 de setembro de 2008

..:: Gilgamesh ::..

As coisas que uma pessoa descobre. Sabias, com certeza, de onde vem a pomba com o ramo de oliveira como símbolo da paz? Ora bem, tarde, mas descobri que a história do dilúvio não é exclusivamente bíblica, pois vem já relatada na epopeia de Gilgamesh, pela voz de Utnapishtim (com paralelo bíblico em Noé).
“Gilgamesh é a história de um rei sumério da cidade-estado de Uruk que teria vivido no século XXVIII a.C.. Seu registo mais completo provém de uma tábua de argila escrita em língua Acádia do século VII a.C. pertencente ao rei Assurbanipal, tendo sido no entanto encontradas tábuas com excertos que datam do século XX a.C., sendo assim o mais antigo texto literário conhecido” (cf. wikipédia). Leste bem? Século XX a.C.!
Também não é vão que Pitta lhe chama “epítome do amor viril” (in Fractura: A Condição Homossexual na Literatura Portuguesa Contemporânea. Coimbra: Angelus Novus. 2003, p. 8). Com efeito, a epopeia relata como Gilgamesh se aproximou de Enkidu, ser criado pelos deuses a partir do barro. Palavras de Luís Alves da Costa no prefácio: «Esta é uma antiga história de amor. A de um Rei de Uruk a quem os deuses quiseram perder, um Rei dominado pelos sentidos e pela violência dos prazeres. E da prece dos homens à divina Aruru, A-Da-Criação, que dele os livrasse, irá nascer Enkidu, o igual de Gilgamesh, e à sua imagem, «semelhante a ele como o seu próprio reflexo», Enkidu para que o combatesse.
Mas esta é uma antiga história de amor. Nela seria excessivo que Gilgamesh combatesse e se não apaixonasse pelo seu duplo, o bravio Enkidu; pelo que, quando os helenos veneraram o Mito de Narciso, já esta história de milénios se ria havia há muito às gargalhadas, mostrando que o coração dos homens é uma força civilizadora muito mais forte que a vontade dos deuses.»




© Angelo Bozac, Gilgamesh


Obviamente que recomendo a leitura, mais não seja como forma de regressar ao mundo mágico, onde humanos e deuses convivem no seio de uma mitologia exótica mas muito interessante. Além disso, destaca-se a relação de Gilgamesh com Enkidu e a procura da imortalidade. Não é uma história gay (não te esqueças: os registos mais antigos são do século XX antes de Cristo, 'tá!), mas está lá o essencial. Ficam aqui algumas passagens (o livro é pequenino e lê-se num ápice - na altura e em escrita cuneiforme não havia tempo para grandes delongas ☻):


«Quando os deuses criaram Gilgamesh, deram-lhe um corpo perfeito. Shamash, o glorioso Sol, dotou-o de beleza; Adad, o deus da tempestade, dotou-o de coragem; os grandes deuses fizeram perfeita a sua beleza, que ultrapassava todas as outras e que aterrava como um grande touro selvagem. Dois terços o fizeram deus e um terço, humano» (p. 11).

«Mergulhou a deusa as suas mãos na água, entre os dedos apertou argila e deixou-a cair no deserto: e o nobre Enkidu foi criado. Havia nele a virtude do deus da guerra, do próprio Ninurta. O seu corpo era rude e tinha longos cabelos como uma mulher, ondulados como os cabelos de Nisaba, a deusa do trigo. O seu corpo era coberto de pêlo emaranhado como o de Samuqan, o deus do gado» (p. 14).

«Durante todo o dia ele esteve deitado no seu leito, e o seu sofrimento aumentou. Disse a Gilgamesh, o amigo por causa do qual abandonara o deserto:
«Em tempos corri para ti, para a água da vida, e agora não tenho nada» (pp. 47-48).

«Tocou no seu coração mas ele não batia, nem voltou a erguer os olhos. Quando Gilgamesh tocou no seu coração ele não batia. Por isso Gilgamesh estendeu um véu, como um véu de noiva, sobre o seu amigo. Começou a enfurecer-se como um leão, como uma leoa a quem roubaram as crias. De um lado para o outro andava à volta do leito, arrancou o seu cabelo e espalhou-o em redor. Tirou as suas vestes esplêndidas e atirou-as ao chão como se fossem abominações.
À primeira luz da madrugada Gilgamesh exclamou:
«Eu fiz-te descansar num leito real, reclinaste-te num divã à minha esquerda, os príncipes da terra beijaram os teus pés. Farei com que todo o povo de Uruk chore por ti e entoe o canto dos mortos. O alegre povo curvar-se-á de tristeza, e quando te fores para a terra deixarei o meu cabelo crescer por amor de ti, irei vaguear pelo deserto coberto com a pele de um leão» (p. 50).

«Por Enkidu; eu amava-o ternamente, juntos suportámos toda a espécie de provações; por sua causa vim, porque a sorte comum dos homens o tomou. Por ele chorei de dia e de noite, não queria abandonar o seu corpo para ser enterrado, pensei que o meu amigo voltaria graças ao meu pranto. Desde que se foi, a minha vida nada é (...)» (pp. 54-55).

«Como posso eu ficar silencioso, como posso descansar, quando Enkidu, que eu amei, se tomou pó, e também eu morrerei e me deitarei na terra? (…)» (p. 58).



Texto em inglês »»



Gravura e alto relevo do Palácio de Sargon II da capital Assíria Khorsabad (séc. VIII a.C.) (cf. esta outra representação no Louvre) | Pintura de © Luís Alves da Costa



Mais ilustrações das façanhas de Gilgamesh e Enkidu »»



Gilgamesh »» versão de Pedro Tamen do texto inglês de N. K. Sandars »» prefácio de Luís Alves da Costa »» 3.a edição »» Lisboa »» Vega »» 2005

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

≈≈ surpresas ≈≈

Há coisas assim. Andar de "casa às costas" tem os seus custos mas hoje calhou-me almoçar aqui (só me faltou lá o meu Paulinho...):








p.s.: as fotografias foram tiradas com o telemóvel e não fazem jus à beleza do local!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

..:: já há programa [desta é que é?] ::..

O programa do Queer Lisboa 12 já está disponível on line (parece que é desta... na sexta-feira deve ter sido só um teste)! Bem, abre então no dia 19 com o que imagino fantástico Chuecatown (pdf.). É preciso sala cheia, minha gente (heteros e afins incluídos)!


segunda-feira, 8 de setembro de 2008

..:: arqueologΐa emocional ::..



© Phillip Toledano


Ainda com a minha mãe cá (já agora, completou 70 anos no fim do mês passado), não consegui deixar de ficar emocionado quando vi a série de fotografias de Phillip Toledano, intitulada Days with My Father. Tudo graças à divulgação do Mário. Toledano tem uma série de sites... o principal é este, que inclui o ensaio chamado Phonesex com profissionais da dita actividade, um outro com os ensaios Bankrupt e Video Gamers, além de Hope & Fear (de onde saiu a fotografia de Stephin Merritt) e Artic (ainda podes ver mais fotos dele aqui, onde os retratos merecem destaque).
Apesar da emoção que senti com Days with My Father, adiei para hoje escrever sobre as fotos assombrosas de Toledano. Vou escrever pouco. Aliás, não vou escrever nada. Se quiseres regressa » aqui «
Mas se não quiseres, basta seguires em frente para ver as fotos (não te esqueças de perder ganhar algum tempo lendo os textos laterais): a emoção deve andar mais ou menos pelo mesmo lado. Para seguires » em frente »



© Phillip Toledano

sábado, 6 de setembro de 2008

..:: e agora, José? ::..



ciclo

depois acercas-te | depois cerco-te | depois a boca | depois o peito | depois o sussurro no meu ouvido: acabaram-se os sonhos é já aqui | ouves-me? | pois que seja | pois é | há aquela urgência | depois a noite | sempre o tempo em sucessão | depois parto | depois tu chegas depois | e assim sempre chegando temos a certeza de estarmos vivos | o teu sonho habita-me | depois esquecemos elucubrações | vivemos/morremos um no outro | num ciclo in]interrupto



Paulo || xxi.viii.mmviii

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

..:: redundância | tautologia | pleonasmo ::..


..:: venha maᴉs uma ::..

Pura misoginia:

O ladrão entra num banco, aponta a arma e exige o dinheiro em caixa.
Já com o dinheiro na mão, volta-se para um cliente e pergunta-lhe:
- Viu-me a roubar este banco?
- Sim, eu vi.
O ladrão atira sobre ele, matando-o instantaneamente. Depois volta-se para um casal parado ao seu lado e pergunta ao homem:
- Você viu-me roubar este banco?
- Eu não, mas a minha mulher viu!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

..:: armário ǂ sair nunca é demasiado tarde ::..

Não sei se já conheciam esta curta metragem... «The right to love is timeless»

The Closet, 2008 (dirigido por Stewart Hendler, escrito por Richard Bloom)



Na impossibilidade de aqui colocar este vídeo - never too late - (uma chatice, a partilha foi bloqueada, acho que é preciso estar-se registado e confirmar a idade), fica este:

..:: o mês maᴉs ♀♀ ₲Ǡ¥ ♂♂ do nosso calendário ::..

Cruzeiro gay rumo a Barcelona acosta em Lisboa ► hoje mesmo, dia 4, e parte dia 5sítio




Queer Lisboa 12 ► de 19 a 27 de Setembro ► Cinema São Jorge | programação disponível dia 9 ► sítio oficial | blogue




Sparkling Party 13 de Setembro ► Praia da Bela Vista | sítio




Madonna14 de Setembro





quarta-feira, 3 de setembro de 2008

..:: o homeᴟ português ::..


Hoje devia ser para falar de um livro, mas não me apetece. Vai daí lembrei-me, a propósito da sequência de entradas do Algbiboy (1, 2, 3) e de uma outra do Special K, do texto que cito abaixo e que encontrei num dos manuais de português. Na altura, foi escolhido por um aluno para ser lido à turma e defendido (ou contrariado). Posso dizer que o rapaz esteve muito bem e acabámos todos a rirmo-nos deste retrato caricaturado mas tão próximo do real. Acima de tudo, Deus nos livre dos fatos de treino verdes e roxos e dos passeios pelo centro comercial! Já tem uns anitos, mas divirtam-se.





© Fernando Botero, Familia




O Homem Português


Chama-se Manel, é funcionário público e casado com uma Maria Qualquercoisa ou Qualquercoisa Maria. Tem um belo bigode preto, mede geralmente entre 1.60m e 1.70m e pesa mais de 80 kg, 50% dos quais acumulados na barriga, portanto é incapaz de usar o cinto na cintura e calçar sapatos com atacadores (a menos que a Maria concorde em apertá-los todas as manhãs).
Pratica desporto aos fins-de-semana, graças à Bola e ao Record, para além das transmissões da SportTV. E não importa que a Maria e os filhos (a Cátia Vanessa e o Bruno Vanderley) estejam mortinhos por vestir os fatos de treino verdes e roxos para irem passear para o Centro Comercial. Enquanto estiver a dar os oitavos de final da 3ª liga da Checoslováquia ninguém vai a lado nenhum, “vão mas é à cozinha buscar-me uma bejeca, isto é que é vida!”(desaperta as calças e põe os pés em cima da mesinha de café coberta com um naperon).
Todos os dias, assim que chega da repartição encontra as camisas engomadas e o jantarzinho na mesa. Aos domingos almoça em casa da sogra, que “nunca devia sair da cozinha, só lá é que presta para alguma coisa”, e janta naquela tasca onde servem uns pezinhos de coentrada e um pudim Flan que não há em mais lado nenhum.
O roteiro cultural do homem português está limitado às exposições itinerantes que de vez em quando passam pelo OlivaisShopping e são de borla. Vai às vezes ao cinema, ao domingo à tarde. “O Estalóne pá... Aquilo é que é um artista!
Detém um considerável grau de informação acerca dos temas da actualidade, mas apenas detém. Não a processa, não a interpreta nem a sabe comentar muito além de “aquele Saddam pá, monhé do caraças, nunca mais lhe arrebentam c'a fronha.
Quem ele mais admira no nosso país é o grande Vale e Azevedo, “qual vigarista qual quê, cambada de invejosos!” e a Soraia Chaves (o melhor será não reproduzir aqui os comentários típicos a seu respeito). A nível pessoal, o seu grande orgulho é nunca ter precisado de Viagra, “a minha Maria que o diga, não sou cá homem para essas coisas”.
Comprou recentemente uma roulotte que está no parque de campismo da Costa da Caparica, cabem lá 5 pessoas e o depósito dá para 5 banhos, portanto durante uma semana chega para todos. “Este ano é que vão ser umas belas férias! Umas belas sardinhadas e um passeiozito até Espanha. Dizem que Badajoz é muito bonito...


Patrícia Esteves Nunes »» Público »» 14-09-1999

terça-feira, 2 de setembro de 2008

..:: um dia, ʇalvez dois ::..

Sinto-me andar au ralenti e por isso respondo atrasado, inclusive ao desafio que o Pinguim nos lançou. E já não estou de férias, mas é como se estivesse… Pois bem, uma tarefa relativamente fácil, basta puxar um pouco pela memória. O Zé costuma delegar-me a tarefa de escolher; eu detesto fazê-lo. Portanto, tirando parte da negociação, imponho que repartamos a responsabilidade da escolha para, no caso de não correr assim tão bem, a desgraça não ser só minha.
O que faríamos nas 24 horas de um período de férias entre as seguintes actividades: exposição, cinema, bailado, teatro, livro e música. Como reforça o Pinguim, está implícito ver pela primeira vez ou rever. Posto por mim, a selecção, mesmo à distância, foi feita por nós os dois. E cá vai (e esta é uma entrada extensa):

1º dia



»»»»»»»»»»»»»»»»»»» leitura »»»»»»»»»»»»»»»»»»»
# Eu tenho muitos livros na calha, mas este parece-me bem: Art Works: Autobiography de Barbara Steiner e Jun Yang (comprado aqui), de onde seleccionei a fotografia de Ria Pacquée (digam lá que não é uma delícia):


© Ria Pacquée, da série Madame at carnival in Cologne, 1989

# O Zé acabou A Alma Trocada e tem-se dedicado ao prazer da leitura técnica...



»»»»»»»»»»»»»»»»»»» música »»»»»»»»»»»»»»»»»»»
# Para ouvir enquanto lemos: Jan Garbarek, que conheci através do deslumbrante Officium (com The Hilliard Ensemble).





#
Em concerto, assim de repente, também poderíamos rever tanto Ute Lemper (por exemplo, esta, esta ou esta), como Wim Mertens (por exemplo, esta, esta, esta, esta, ou esta), ou mesmo Goran Bregovic (por exemplo, esta, esta ou esta).



»»»»»»»»»»»»»»»»»»» teatro »»»»»»»»»»»»»»»»»»»

# Definitivamente, As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos. Já assistimos 3 vezes espaçadas no tempo e não consegue ser repetitivo, monótono ou tudo aquilo que normalmente o teatro costuma ter. Ah, desde que descobrimos a Companhia Teatral do Chiado, também vimos todas as outras peças que a companhia tem representado. Altamente recomendável.





2º dia


»»»»»»»»»»»»»»»»»»» cinema »»»»»»»»»»»»»»»»»»»
O cinema não nos tem atraído muito nos últimos tempos. Por sinal, vem aí o Queer Lisboa, que nos costuma apanhar por lá. De resto, há uns quantos filmes que nos marcaram, quer em conjunto, quer individualmente.
# A vantagem é que nem todos reveríamos de ânimo leve, a saber, por exemplo: A Paixão de Cristo, Brokeback Mountain.

# Eu emociono-me com facilidade, o Zé contém-se. Além dos filmes acima, acho que só A Outra Margem (cf. estas duas entradas) nos conseguiu agarrar à cadeira simultaneamente.



»»»»»»»»»»»»»»»»»»» exposição »»»»»»»»»»»»»»»»»»»
# Em todas estas opções, é impossível não se ser condicionado pelo que mais recentemente se fez. Assim, depois da recente visita à exposição da Rainha do Nada, há várias (muitas) exposições e museus que continuam a martelar-nos a memória.

# Aviso já que tenho vindo a ganhar uma certa fobia a museus... isto às vezes atenua, mas fiquei a saber que há um síndroma que explica a tara: síndrome de Stendhal (coisa requintada, hein?!). Em todo o caso, como eu adoro românico (e costumo ser bastante chato e impositivo em relação aos meus gostos), escolho justamente a secção do românico (e do gótico, já agora) do Museu Nacional de Arte da Catalunha. Para quem não conhece o MNAC, este apresenta a melhor colecção mundial de pinturas murais românicas, que para aí foram deslocadas, como os frescos vindos dos Pirinéus (por exemplo, os das igrejas de Santa Maria de Taüll, de Sant Climent de Taüll e San Quirce de Pedret, dos séculos XI, XII e XIII). Quando lá estivemos, esperamos pela visita guiada e tivemos o privilégio de dispor de uma guia só para nós, e, acreditem, foi fantástico pelas coisas que aprendemos (uma das alturas em que percebemos que afinal nada sabíamos sobre este estilo artístico só aparentemente simples - ok, é preciso ter alguma predisposição para o quer perceber). Eis alguns exemplos marcantes:


Pentocrator (Sant Climent de Taüll, c. 1220), e um vídeo explicativo:


Majestat Batlló (século XII)


Mare de Déu i sant Joan del Davallament de l'església de Santa Eulàlia d'Erill la Vall (Mãe de Deus e São João do Descimento, século XII)

Mas o MNAC não tem só arte antiga, senão vejam este vídeo:




»»»»»»»»»»»»»»»»»»»
bailado
»»»»»»»»»»»»»»»»»»»
# No bailado, a coisa é pior ou mais simples: Pina Bausch. Aqui fica um excerto do inesquecível Masurca Fogo, no filme de Amodóvar (Fala com Ela).




»»»»»»»»»»»»»»»»»»» as vítimas »»»»»»»»»»»»»»»»»»»

As vítimas sortudas são @s seguintes: Swear Bear, Músico Guerreiro, Algbiboy, Brama, Deniblog. Podem encontrar as regras aqui ou aqui.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

domingo, 31 de agosto de 2008

..:: artista da semana ::.. JORGE MOLDER

[Lisboa, 1947]



© Jorge Molder





© Jorge Molder, da série Nox, 1998/9



© Jorge Molder, da série Não tem que me contar seja o que for, 2006/7 | da série La reine vous salue..., 2001



© Jorge Molder, da série Circunstâncias Atenuantes, 2003 | da série Condição Humana, 2005

sábado, 30 de agosto de 2008

..:: pensamҽnto do dia ::..

Se ainda não encontrou a pessoa certa, não desespere e vá comendo a pessoa errada, porque o que realmente interessa é estar alimentado.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

..:: nṍs formamos nȭs fortes ::..

Para mudar um pouco o tom, aqui fica um lamiré do que virá a ser um filme. Por ora, foi só para experimentar as potencialidades do animoto, uma ferramenta interessante que conheci aqui.


..:: mais do mesmϕ... cadê as listas?

Mais do mesmo: todos os anos a mesma coisa. Realmente o dia tem 24h, mas é um bocado demais pedir a não sei quantos mil professores que tenham calma e espírito positivo, que aguardem com serenidade a publicação das listas. Até agora nada, a dgrhe ainda ainda tem mais um hora e tal até acabar o dia. Tenho de ser positivo, certo? Alguém conta uma anedota? Não, isto em si, já é uma anedota. Valha-nos as boas notícias: só 75% ficarão sem colocação. Olhem a minha ᴤøɹʇə¡


quinta-feira, 28 de agosto de 2008

..:: sou bom, o ͼⱥɹǡⱡҸø ::..

Pois bem, hoje com o Zé fora, lá me decidi a levantar o cu da cama para ir à escolinha do deserto do real. E para quê, meu santo deus? Para saber que sou um contratado de nível bom? Eu e todos os restantes doze lá da escolinha. Adivinhando o resultado, tinha-me prometido não ficar frustrado. Não consegui. Disse a Deniblog que temos o que merecemos. Pois não é que tem razão, afinal diz já o adágio que quanto mais nos baixamos mais nos vêem o cu.
Pelas contas, muitos de nós merecíamos excelente, sem cotas suficientes sequer para atribuir um excelente, a comissão podia ter atribuído alguns muito bons, mas qual quê: como fariam a distinção, responderam-me. Sei lá. Para que é que são professores titulares numa comissão de avaliação? Pois está visto que bons à dúzia é mais barato. Uns até saem prejudicados mas outros são beneficiados. E eu com isso? Tenho 9,5 (em 10) e sou bom. Tasse bem. (ainda se admiram que tenha uma baixa auto-estima?)
Costumo ser um tipo modesto... Mas não, eu não sou bom, quando muito sou muito bom, mas justiça aos números e sou excelente, ͼⱥɹǡⱡҸø! Ora bolas, como costumo dizer: metam a nota pelo cu acima e sejam muito felizes.



Não me passem a mão pelo pêlo que todo eu hoje me revisto de espinhos.




Nancy Sinatra & Lee Hazlewood, Summer Wine (outra versão aqui)



Calma, isto é só um desabafo… deve ser do verão… do fim das férias… das perspectivas de futuro… e é inédito: consegui escrever cu três vezes... pena ser tudo raiva e nenhuma conotação sexual!