sexta-feira, 10 de abril de 2009
..:: papa-lhaçada ::..
quinta-feira, 9 de abril de 2009
..:: efémera ::..
quarta-feira, 8 de abril de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
..:: palavras que nos salvam ::.. Eugénio de Andrade
E é assim que a noite chega, e dentro dela te procuro, encostado ao teu nome, pelas ruas álgidas onde tu não passas, a solidão aberta nos dedos como um cravo.
Meu amor, amor de uma breve madrugada de bandeiras, arranco a tua boca da minha e desfolho-a lentamente, até que outra boca – e sempre a tua boca – comece de novo a nascer na minha boca.
Que posso eu fazer senão escutar o coração inseguro dos pássaros, encostar a face ao rosto lunar dos bêbados e perguntar o que aconteceu. »
segunda-feira, 6 de abril de 2009
..:: stabat mater dolorosa iuxta crucem lacrimosa dum pendebat filius ::..





«(...) Quando corpus morietur fac ut animae donetur paradisi gloria. Amen»
imagens vistas no creative boys club
tradução de Stabat Mater
domingo, 5 de abril de 2009
≈≈ uma par†e da memória de ti, catatau ::..
É verdade. Não tenho blog. Mas não tenho blogosfear, ah ah ah. ;)
Um abraço de quem esteve, sentado, de costas, mas a sentir o calor humano de uma mesa em U. »»
Mas a Palma de ouro do Festival das Caldas (chama-lhe "palma", chama!...), vai inteirinha para a co-produção do Miguel/Carlos que souberam fazer-nos sentir em casa, felizes, contentes, juntos e prontos para mais do mesmo!
Em relação ao pic-nic, só tenho uma palavra: "quando-é-que-é-o-próximo-com-esta-gente-boa-e-com-quem-mais-se-quiser-juntar"?
(Ai, que eu hoje estou para lá de palavroso.) »»
≈≈ wisdom ≈≈
Porque às vezes pensamos que sabemos tudo.
Porque às vezes temos medo de dizer que amamos.
Porque às vezes esquecemo-nos de ser humildes.
E por tantos outros "às vezes"...
Recebido via e-mail. Obrigado, Filipa.
sábado, 4 de abril de 2009
≈≈ catatau ::..
e agora, Catatau? esperamos coordenadas para o que havemos de fazer? sim, tens de saber: esperamos as coordenadas para o nosso percurso! que é feito do teu sorriso franco e limpo? e do humor único? e da cumplicidade? nosso querido Catatau, ontem percebi que tudo de repente. que tudo de repente podia ficar em silêncio. e o silêncio basta? não! e quem nos comentará com a sabedoria, a amizade e o tempo que tu tão particularmente tinhas? mas pior que esse silêncio de circunstância virtual é saber que já não atenderás o telefone. que não virás ter connosco, nem todos nós poderemos andar quilómetros e quilómetros para ir ter contigo onde quer que estivesses, ainda que saibamos que agora estás em todo o lado. mas uma imitação de omnipresença não nos chega. e a verdade da ausência é uma dor imensurável. porque já não poremos devagar a nossa mão no teu peito para ouvir o respirar da terra. ontem, Catatau, entendi o que não queria perceber. hoje, estive triste como um barco negro ao sol. e o inevitável. é verdade que nós juntos, eu e o Zé, já perdemos tanta gente por causa de cancro que a morte se tornou um crime banal. e de cada vez, Catatau, é a mesma lança que nos atravessa de lado a lado. e esvaímo-nos, Catatau! contigo. mas as nossas pequenas dores deixam de fazer qualquer sentido. não te esqueças: estamos à espera das coordenadas para o nosso percurso! conforta-nos saber que a nossa entrevista te causou "enorme orgulho e prazer". não nos esquecemos. aonde quer que vás, nós vamos contigo. para onde quer que vás, nós iremos lá ter! além do fim do mundo. só precisamos das tuas coordenadas. não nos esquecemos que, por vezes, num segundo se evolam muitos anos! e a mesma pergunta, Catatau: porquê?
David Mourão-Ferreira e Maria do Rosário Pedreira
sexta-feira, 3 de abril de 2009
quinta-feira, 2 de abril de 2009
..:: palavras que nos salvam (muitas vezes) ::.. María Zambrano
(...) Por uma metáfora habitualmente entende-se uma forma imprecisa de pensamento. Dentro da poesia tem-se-lhe concedido, especialmente desde Paul Valéry, todo o seu valor. Mas a metáfora desempenhou na cultura uma função mais profunda, e anterior, que está na raiz da metáfora usada na poesia. É a função de definir a realidade inabarcável pela razão, mas propícia a ser captada de outro modo. É também a sobrevivência de algo anterior ao pensamento, pegada num tempo sagrado, e, portanto, uma forma de continuidade com tempos e mentalidades passadas, coisa tão necessária numa cultura racionalista. E a verdade é que, nos seus momentos de maior esplendor, a Razão nada teve que temer perante estas metáforas a que podemos chamar fundamentais.»
«O amor transcende sempre, é o agente de toda a transcendência. Abre o futuro; não o porvir, que é o amanhã que se pressupõe certo, repetição com variações do hoje e réplica do ontem. O futuro essa abertura sem limite, para outra vida que nos aparece como a vida de verdade. O futuro que atrai também a História. Mas o amor lança-nos para o futuro, obrigando-nos a transcender tudo o que concede. A sua promessa indecifrável desacredita tudo o que consegue, toda a realização. O amor é o agente de destruição mais poderoso, porque, ao descobrir a inanidade do seu objecto, deixa livre um vazio, um nada que é aterrador no princípio de ser apercebido. É o abismo em que se some não somente o amado, mas a própria vida, a própria realidade do que ama. É o amor que descobre a realidade e a inanidade das coisas, e que descobre o não ser e até o nada.»

quarta-feira, 1 de abril de 2009
≈≈ ideias ≈≈

terça-feira, 31 de março de 2009
..:: avante ::..
Eis-me, acordado de um sono que parece ter durado séculos. Nem vale a pena explicar motivos para o período negro em falta de tempo que foram os últimos dois meses, embora adiante que valeu a pena e costuma dizer-se que quem corre por gosto não se cansa. Já descansei. Já destilei ácidos e méis suficientes para sobreviver mais uns meses.
Agradeço, obviamente, os vossos comentários e visitas nas entradas deste mês que foi o mais parco por aqui em produção de «conteúdos». E não podia deixar de esclarecer duas coisas:
1) o jantar de gente mais ou menos blogueira pretende ser um convívio, nunca, jamais o convívio exclusivo de homossexuais ou a organização de uma orgia homossexual, ou qualquer coisa congénere, ok!? Também temos muito pouco jeito para organizar casamentos (e baptizados); é fácil perceber que não gostamos de guetos e, portanto, excluir seja quem for de participar não há-de ser com certeza por motivos de ser homem ou mulher, ter x ou y anos, etc.;
2) o motivo por que não mostrámos os nossos rostos na entrevista é facilmente compreensível pela leitura da mesma. Quem nos conhece, identificou-nos facilmente, quem não nos liga um ao outro, ficou na mesma. Preferíamos que nem tivesse havido fotos, pois o importante era a mensagem de serena e calma normalidade. Nunca nos escondemos, nunca recusámos um encontro por receio de nos identificarem. Mais: quem me conhece sabe que já escrevi e publiquei diferentes análises que focam a homossexualidade e o homoerotismo, que falo publicamente do assunto. Ainda assim, não fomos nós que procurámos a entrevista e só podemos agradecer ao Amigo que se lembrou de nós e deu o nosso contacto à Anabela; e, embora tenhamos pensado no assunto, não revelar o rosto não foi um problema. Lembro-me de um colóquio de há uns anos na FCG chamado “O homem de costas”, sobre a anulação da identidade: se não estamos nas fotos (e estamos), estamos nas palavras, que foram muitas mais mas que a limitação de caracteres levou a Anabela Mota Ribeiro a reduzir a conversa à essência. Além disso, não somos estrelas, não pretendemos ser modelos de coisa nenhuma para nos exibirem como um mostruário.
Avante: esclarecidos que estão estes dois pontos, vou (tentar) actualizar o email, as entradas no google reader e comentar parcimoniosamente quem nos tem comentado (sim, vós escreveis tanto que me interrogo: como é que terei hipótese de ler seiscentas e tal entradas só na secção da «elite»?).
sexta-feira, 27 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
≈≈ domingo, 'estaremos' na Pública ≈≈

We have a dream: entre muitos outros, este é um dos sonhos: falarmos de nós de cara "destapada", sem cortes ou close ups.
«Reforçamos o que deixámos escrito no comentário ao vosso comentário no FJ: muito obrigado. Na verdade, também nós ficámos orgulhosos de nós próprios. Pensamos que transparece a absoluta "normalidade" da nossa vida e, sobretudo, que as pessoas podem ser felizes fora da matriz mais visível. Se o que fizemos pode ajudar alguém, então ficamos ainda mais orgulhosos e felizes! O que nos deixa (também) contentes é o facto de ver como as amizades se vão mantendo e aprofundando.»
domingo, 15 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
..:: convite irrecusável ::..
Tal como há um ano atrás, aqui vimos para, em conjunto com o Pinguim, te convidarmos para jantarmos felizes juntos no
A antecedência é mesmo para ires reservando na tua agenda a noite desse dia.
O convite é especialmente dirigido a tod@s os que nos seguem, às mulheres, aos novos, aos velhos, aos assim-assim...
E aos que têm reservas e se escudam numa suposta timidez, repetimos: não precisas de ter blogue, de pertencer a determinado partido {com ou sem setas ou rosas}, género ♀ ♂ (basta que tenhas um), religião † ≈ ‡ (desde que não queiras converter nenhum de nós), cor ☻☺ ou orientação sexual (o que é isso?).
domingo, 8 de março de 2009
≈≈ 8 de Março ≈≈
Solteira, chorei.
Casada, já nem lágrima tive.
Viúva, perdi olhos
para tristezas.
O destino da mulher
é esquecer-se de ser.
domingo, 1 de março de 2009
..:: interruptor ::..

Eis-nos!
Não sei se repararam, mas Fevereiro sobreviveu por aqui com entradas quase exclusivamente pré-programadas e agendadas; mas Março nem a isso terá direito. Se continuasse ao mesmo ritmo, seria uma falsa presença, portanto, desligo o botão. Entretanto, acompanho-vos no google reader e a meio de Março divulgaremos com o Pinguim um convite irrecusável.
Como tinha prometido, em Abril, deverá haver mais. Até lá, fortes e fartos ósculos e amplexos.















