Finalmente, duas semanas depois, os agradecimentos especiais e personalizados. Foi diverso, muito hetero (no sentido de restrito e original que do grego vem, i.e., diferente - mas não anómalo
cf. definição), tal como nós gostamos (eu, Zé, Pinguim), e quem não gosta que coma menos. É assim que entendemos o mundo: múltiplo, diverso, diversificado. Escusado será dizer que gostei de toda a gente. Escusado será dizer que em geral gosto de toda a gente, às vezes muito por causa, repito, do que me disse o Pinguim (qualquer coisa como «nós ‘escolhemos’ as pessoas»), mas também porque sinceramente sempre achei que as pessoas chegam e partem por algum motivo especial. Não é em vão que há afinidade, indiferença ou repulsa. Em parte por causa da personalidade, em parte por causa desse sentido exterior que faz com que haja entendimento, como se houvesse um conhecimento prévio que vem de não sei onde.
Tudo decorreu naturalmente, com muitos nervos por causa de quem não chegava, com a emoção da leitura de
MEC pelo Ophiuchus e Nocturna, pela cena com o carago do cartão de multibanco da Celeste giroflé-giroflá. Acho que tod@s comunicaram muito naturalmente, e nem elegebetês nem straights se sentiram mal. Já agora (e isto é aqui do Mongo para a Monga), não houve orgia nenhuma. Obviamente, nestes convívios privilegia-se o fortalecimento da amizade, do conhecimento mútuo, genuíno, sincero e desinteressado (i.e., não interesseiro), que em quase todas as situações começou por ser virtual e dó depois passou a tridimensional.
Depois deste desabafo oferecido ao desbarato, apresento a minha apreciação individualizada da
heterogeneidade que deu cores, formas, cheiros e temperaturas ao jantar de dia 9. Falo só de quem esteve durante o jantar porque com quem chegou depois não mantive qualquer contacto.
Em primeiro lugar,
Pinguim, senhor bastonário da ordem bloguística, pela dedicação e empenho depositados na esmerada organização. Como já disse o ano passado, foi a força motriz, a razão e a concretização do jantar.
X & F: é sempre bom rever-vos! Felizes!
Will: continua igual. Igualmente discreto. Igualmente sorridente.
TongZhi: tem uma careca sexy, não posa para a fotografia, mas possui o mesmo humor imperial e terminou a dar-me um conselho sábio.
Teresa: continua a não ter blogue, mesmo depois do piquenique, mas gostei que tivesse manifestado interesse em ir e sair, de a rever nestes convívios bloguísticos.
Special K: ocupado, claro, mas disponível para estar com os amigos.
Smile: adorei conhecer a mulher de sorriso transparente e ilusoriamente frágil.
S.M.: confirmei o sorriso franco e invasivo, bonito, tal como bonita e simpática a rodos é a sua admirável mulher.
Rui: pronto, continua sem blogue.
Paulo: desde que começámos a remover águas passadas, descobrimos afinidades e humores que me fizeram desde logo perceber que a simpatia tinha sido imediata. Tem um sorriso encantador (e maroto!). E é tão bom saber-te feliz!
Ophiuchus: o rapaz eléctrico, dado ao sentimento e à improvisação, fazendo lembrar que a vida é mais de imprevistos que o resultado de planeamentos com régua e esquadro. É medúsico, valquírico, lânguido, (re)quebrado em ossos e generoso em pequenos gestos de grande sensibilidade.
Nocturna: surpreendente na elegância e deferência do gesto e da voz. Bonita por fora e por dentro, ágil no pensamento sábio e fértil nas palavras e na vontade firme.
Mário: de sorriso em riste, distribui a simpatia e o que eu chamo de timidez e que só os puros possuem.
Lampejo: desta vez, ainda que pouco, pudemos falar mais a sério sobre assuntos que devem ser votados ao esquecimento.
Keratina: dispensa palavras, merece a euforia do rosto cheio de sorriso.
Luís: enigmático como só ele, afigura-se-me indefinível.
Innersmile: voltou a revelar-me o sorriso que afinal não é nada difícil, mas tão especial.
H2omens: os míticos Miguel e Bruno, finalmente ao vivo e a cores.
Grito Mudo: não o conhecia, também é verdade que não conversei muito mas deu para perceber a sua vontade firme.
Fernando: simples, a minha apreciação: não conversámos o suficiente.
Falcão Peregrino: é bonita, sorri como só ela e tem um blogue especial.
F3lixP: não o imaginava tão silencioso, embora perceba bem que é do impacto. E o olhar também comunica; fisicamente é tal e qual o menino especialista das fotografias excelentes e sensíveis.
enGine throbs: igual a si próprio, com um sorriso bonito e o humor em riste, pronto a disparar como bala. Não engole desaforo nem reserva a sua opinião.
Celeste: já sabia pela Denise que era bonita. Não imaginava quanto. Também já sabia que era simpática. Também não imaginava quanto. Afinal, é bonita comò carago e fala com um sotaque delicioso. Acho que é daquelas pessoas que já não nos revíamos desde a última reencarnação. Conseguimos (mais eu, é verdade) a proeza de mandar o cartão para aquela racha, espaço minúsculo entre balcões, mas graças à persistência do seu Miguel, lá o conseguimos reaver.
Carlos: o mesmo das fotos: sorridente e franco.
Carametade: também de máquina fotográfica em riste, sabe muito mais do que (imagino eu pelo que leio e vejo) fazer excelentes cozinhados alentejanos.
André Benjamim: não lhe imaginava a saga nem os silêncios. Mas também foi o conhecimento de um mito: o do autor d'
Os Cadernos Secretos de Sébastian.
Algbiboy: o rapaz dinâmico e simpático que ilumina com a sua presença.
A... : não me desiludiu em nada, excepto no facto de que o esperava mais falador. Mas percebo-o bem: às vezes, é preferível escutar que falar gratuitamente (temos uma boca e dois ouvidos). E é bonito que se farta (digo eu, que gostos não se discutem).
Aos outros, agradeço a presença, lamento não termos falado mais do que cumprimentos e fazer a chamada, mas com tanta gente era impossível muito. No final, acho que todos ficámos a ganhar. Pelo menos, com a vossa presença, ampliou-se o nosso mundo!