A aula é uma seca. Vai daí, as fofas boicotam-na, mas com muita pinta. Reparem como adoram os castigos.
quinta-feira, 11 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
amanhecer
Só mesmo vendo para crer... mas pelo acordar do dia de hoje parece mesmo que o sol nos vai finalmente fazer umas visitas mais regulares. Afinal, haverá alguém que ainda não esteja farto de chuva?
{visto aqui}
terça-feira, 9 de março de 2010
singular ou... [dois]
Chimamanda Adichie e os perigos dos discursos únicos
Por ser branco, nunca liguei muito a certos discursos. Mas até eu devo estar a mudar. Aliás, acho que, mesmo indelevelmente, ultimamente estou a mudar muito. As questões raciais são um desses pontos que passaram a preocupar-me mais - assim como os direitos das mulheres. Talvez por causa dos discursos destas mulheres contadoras de histórias (há uma outra sobre quem falarei aqui depois). Por isso, descobrir esta comunicação da escritora nigeriana Chimamanda Adichie foi como ter tido uma daquelas revelações que mudam a nossa vida. Ou ter tido uma daquelas raras epifanias que ilumina o dia mais cinzento.
Aprende-se imenso com a voz às vezes trémula de Chimamanda, mas sempre senhora de si e da sua identidade. As suas palavras estão a par do discurso de Isabel Allende, ou mais ainda. Toda a gente devia ouvi-las e reflectir sobre o perigo da história única. As maiorias. As minorias. Para aprenderem algumas coisas e reconhecerem o perigo da generalização. Serve para quem tem «pele de chocolate». Serve ainda para constatarmos que é muito fácil apontarmos o dedo ao Outro, julgarmos o Outro, ostracizarmos o Outro. E mais uma vez um discurso fundamentado na experiência pessoal.
Percam algum do vosso tempo para ouvir mais este discurso fabuloso! Verão ainda que, tal como no discurso de Allende, a vossa reacção balançará entre o riso, a inspiração pura e o arrepio. Confiram o poder da(s) palavra(s). O poder da(s) generalização(ões). O poder de sermos, afinal, tão singulares. Espero ainda que estes dois discursos ajudem as mulheres a contornarem o destino e a não se esquecerem de ser!
Já agora, Chimamanda Adichie está publicada em Portugal pela Asa.
Pode ler-se na página do TED:
Pode ouvir-se nas palavras desta contadora de histórias:
Por ser branco, nunca liguei muito a certos discursos. Mas até eu devo estar a mudar. Aliás, acho que, mesmo indelevelmente, ultimamente estou a mudar muito. As questões raciais são um desses pontos que passaram a preocupar-me mais - assim como os direitos das mulheres. Talvez por causa dos discursos destas mulheres contadoras de histórias (há uma outra sobre quem falarei aqui depois). Por isso, descobrir esta comunicação da escritora nigeriana Chimamanda Adichie foi como ter tido uma daquelas revelações que mudam a nossa vida. Ou ter tido uma daquelas raras epifanias que ilumina o dia mais cinzento.
Aprende-se imenso com a voz às vezes trémula de Chimamanda, mas sempre senhora de si e da sua identidade. As suas palavras estão a par do discurso de Isabel Allende, ou mais ainda. Toda a gente devia ouvi-las e reflectir sobre o perigo da história única. As maiorias. As minorias. Para aprenderem algumas coisas e reconhecerem o perigo da generalização. Serve para quem tem «pele de chocolate». Serve ainda para constatarmos que é muito fácil apontarmos o dedo ao Outro, julgarmos o Outro, ostracizarmos o Outro. E mais uma vez um discurso fundamentado na experiência pessoal.
Percam algum do vosso tempo para ouvir mais este discurso fabuloso! Verão ainda que, tal como no discurso de Allende, a vossa reacção balançará entre o riso, a inspiração pura e o arrepio. Confiram o poder da(s) palavra(s). O poder da(s) generalização(ões). O poder de sermos, afinal, tão singulares. Espero ainda que estes dois discursos ajudem as mulheres a contornarem o destino e a não se esquecerem de ser!
Já agora, Chimamanda Adichie está publicada em Portugal pela Asa.
Pode ler-se na página do TED:
«As nossas vidas, as nossas culturas, são compostas por muitas histórias sobrepostas. A romancista Chimamanda Adichie conta a história de como descobriu a sua voz cultural - e adverte que se ouvirmos apenas uma história sobre outra pessoa ou país, arriscamos um desentendimento crítico.» »»
Pode ouvir-se nas palavras desta contadora de histórias:
«Todas estas histórias fazem de mim quem eu sou.
(...) A história única cria estereótipos, e o problema com os estereótipos não é eles serem mentira, mas eles serem incompletos. Eles fazem uma história tornar-se a única história.»
[É possível accionar facilmente
as legendas em view subtitles]
segunda-feira, 8 de março de 2010
singular ou... [um]
Isabel Allende a contar histórias de paixão
Por ser homem, nunca liguei muito a certas comemorações. Mas até eu devo estar a mudar... No Dia Internacional da Mulher, das mulheres das nossas vidas, a vosso favor, ganhem algum do vosso tempo a ouvir este discurso maior, perfeito e bem humorado desta contadora maior de estórias. É sobre mulheres, feminismos e paixão, e verão como balançarão entre o riso e o arrepio. Antes mesmo do vídeo, algumas frases soltas que Isabel Allende usa:
«Somente um coração destemido e determinado conseguirá a medalha de ouro.
(...) O coração é o que nos motiva e determina o nosso destino.
(...) As sociedades mais pobres e atrasadas são sempre aquelas que menosprezam as suas mulheres.
(...) O que eu mais temo é o poder com impunidade. Tenho medo do abuso de poder e do poder para abusar. Na nossa espécie, os machos alfa definem a realidade, e forçam o resto da matilha a aceitar essa realidade e a seguir as regras. As regras estão sempre a mudar, mas beneficiam-nos sempre.»
Portanto, não é só para ouvirem a Isabel Allende contadora e feminista!... É também para se deliciarem com o seu entusiasmo, para se comoverem com as histórias que relata e para pensarem um bocadinho!
[É possível accionar facilmente
as legendas em view subtitles]
domingo, 7 de março de 2010
singular
[Não. Às vezes, é simplesmente demasiado tarde e pronto.]
Como já bem discorreram por aí (ainda que aconselhe esta entrada e mais esta), Um Homem Singular é fabuloso e essa classificação chega-me e sobeja-me. «Nunca um filme tão contido foi tão explícito na enunciação do desejo.» »»
sábado, 6 de março de 2010
convite irrecusável
Pelo 4º ano consecutivo, o nosso Pinguim organiza o jantar. Todas as informações para já necessárias estão disponíveis lá no seu whynotnow. Não se esqueçam de irem pensando seriamente no assunto e de irem reservando o dia 1 de Maio para o convívio no Guilho. Entretanto, senhoras e senhores, meninas e meninos, malta blogueira ou nem por isso, já temos os nossos bloquinhos prontos para assentar as vossas inscrições!

p.s.: O vídeo é de Hedi Slimane com improvisação do dinamarquês Oscar Nilsson
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
quando formos grandes, queremos ser assim : Alexander McQueen
Lee Alexander McQueen
[16 de Março, 1969 † 11 de Fevereiro, 2010]
[16 de Março, 1969 † 11 de Fevereiro, 2010]
Chego a casa e constato que Alexander McQueen foi hoje encontrado morto em casa. Tenho pena. Apesar de eu não falar muito de moda, gostava dele e das suas criações. Morreu hoje. Tinha 40 anos. Afinal, ainda se morre jovem por aí. Provavelmente de suicídio. E hoje descobri por aí este vídeo, um holograma tridimensional com Kate Moss projectado num desfile seu (outra versão).
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
quando formos grandes, queremos ser assim : Rosa Lobato de Faria
Rosa Maria de Bettencourt Rodrigues Lobato de Faria
[20 de Abril, 1932 † 2 de Fevereiro, 2010]
[20 de Abril, 1932 † 2 de Fevereiro, 2010]
Chego a casa e diz-me o Zé que morreu. Tenho pena. Muita! Afinal, além de muitas outras coisas por que se dividiu, escreveu um dos romances de temática homossexual/gay de que mais gosto. Falo de A Alma Trocada. Rosa Lobato de Faria foi também, como escreveu Eduardo Pitta, uma Senhora. Sem muito ruído, aproveito a ocasião para voltar a essas entradas antigas onde citei passagens do romance.
Entrada 1 ► ► Entrada 2 ► ► Entrada 3 ► ► Entrada 4 ► ► Entrada 5 ► ► Entrada 6 ► ► Entrada 7 ► ► Entrada 8 ► ► Entrada 9 ► ►
E de entre elas, destaco aqui as duas que se seguem:
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E de entre elas, destaco aqui as duas que se seguem:
Finalmente o prazer. Farrapos de fantasias eróticas de toda uma vida, numa espiral onde rodopiavam emoções, sensações, esquecimento próprio, loucura, aceitação do animal em mim, do grito, da fome, da liberdade de ser e saber que se é. Apesar. Mau grado. Não obstante. Que se lixe.Finalmente o prazer. Tantas vezes sonhado, imaginado, desejado, pressentido. Puro e irracional. Irresponsável. A fúria da descoberta e depois a paz. Essa paz desconhecida, completa, apaziguadora. Pela primeira vez na vida, a plenitude.
Dormi sobre isto e acordei feliz.Rosa Lobato de Faria » A Alma Trocada (Porto: Asa) » 2007 » p. 7Cheiravas a feno e não sabias que o coração é um barco no tempo. Quando as aves do Verão demandarem o Sul virás devagar, abrirás a porta verde-escura e esperarás em vão pelo frémito do meu corpo. Não voltarei a passar o renque das azáleas, o muro onde o sol nasce, a chuva, para morrer nos teus braços.Rosa Lobato de Faria » A Alma Trocada (Porto: Asa) » 2007 » p. 164
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

do filme Between Love & Goodbye
:: Download (mp3) ::
I Won't Say Adieu [youtube]
Between Love & Goodbye [youtube]
Boyfriend [youtube]
What's the Color of Love [youtube]
Born Loser
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
histórico
Fiquei triste por não poder ter estado na sessão plenária da AR de dia 8. Paciência. Mas passei a tarde com um daqueles sorrisos estúpidos na cara e que dão nas vistas. Também não sei explicar porque ainda não tinha escrito sobre o assunto. Talvez por a procissão ainda só agora estar a sair ao adro. Talvez por a legislação não mudar mentalidades. Talvez por eu andar a adiar várias questões que, pendentes, funcionam como uma bola de neve que acaba por me engolir. Se é certo que a legislação não muda mentalidades, acaba por ter um efeito muito positivo e dissuasor de comportamentos preconceituosos, ainda que o processo seja muito lento. A data é histórica, essa é que é essa. Corolário da luta/resistência de muitos que deram a cara pela causa que é de todos (ou devia ser). A aprovação na generalidade deixa-nos obviamente orgulhosos e faz-nos ver o futuro com outras cores.
Falta o ponto da parentalidade que não me é de somenos importância. Tenho esperança que também se resolva brevemente. Além disso, tornou-se pública a oposição do sr. presidente e a introdução de uma inconstitucionalidade por parte do PS que só pode resultar de burrice ou de jogada política (só espero que seja esta última hipótese).
E falta o resto. A igreja eriça-se. e arreganha os dentes. Os plataformistas contorcem-se. Os apocalípticos acham que desta é que é (mas foi no Haiti que a terra foi abaixo, como se a miséria atraísse a desgraça). Ainda antes do final de 2009, enviei um email redigido pela ILGA e que circulou por aí. Devo dizer que em geral fiquei sensibilizado com as respostas, pois nunca antes tinha recebido tantas (no total foram 14: sobretudo do BE, do CDS e do PS - a quantidade foi por esta ordem - e nenhuma do PSD ou do PC). Tantas respostas deviam ser um bom sintoma de uma mudança de paradigma da massa política que supostamente nos representa. Ou talvez não seja nada disso.
Mas, apesar de todos os reveses ou do pessimismo, estamos felizes e à espera de finalmente podermos passar de unidos de facto a cônjuges.
Falta o ponto da parentalidade que não me é de somenos importância. Tenho esperança que também se resolva brevemente. Além disso, tornou-se pública a oposição do sr. presidente e a introdução de uma inconstitucionalidade por parte do PS que só pode resultar de burrice ou de jogada política (só espero que seja esta última hipótese).
E falta o resto. A igreja eriça-se. e arreganha os dentes. Os plataformistas contorcem-se. Os apocalípticos acham que desta é que é (mas foi no Haiti que a terra foi abaixo, como se a miséria atraísse a desgraça). Ainda antes do final de 2009, enviei um email redigido pela ILGA e que circulou por aí. Devo dizer que em geral fiquei sensibilizado com as respostas, pois nunca antes tinha recebido tantas (no total foram 14: sobretudo do BE, do CDS e do PS - a quantidade foi por esta ordem - e nenhuma do PSD ou do PC). Tantas respostas deviam ser um bom sintoma de uma mudança de paradigma da massa política que supostamente nos representa. Ou talvez não seja nada disso.
Mas, apesar de todos os reveses ou do pessimismo, estamos felizes e à espera de finalmente podermos passar de unidos de facto a cônjuges.
os dias comuns
Está frio… mas é muito bom sair do trabalho e ainda encontrar o rastro do sol sobre a água.
sábado, 23 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
:... :. .:. :. ...:. .:.. ..:...
O kitsch de Boy George misturado com fado (por Ana Laíns). Amazing Grace
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
contagem decrescente : corações enegrecidos
Por enquanto ainda não, mas amanhã espero podermos afastar todas as nuvens negras e estar em condições de comemorar mais um avanço.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
contagem decrescente : corações esfomeados

The Hungry Hearts. Conheci-as aqui e são maravilhosas. Adoro o cliché, o kitsch destas sete norueguesas (Tonje Gjevjon, Line Halvorsen, Ingeborg Kolle, Edith Roth Gjevjon, Amina Bech, Henriette Høyskel, Mona K.). E vestem quase sempre a mesma roupa (ou não têm dinheiro para outra ou é estilo ou não as despem sequer para tomarem banho). Façam o favor a vós mesm@s de as ouvir. Além do vídeo, elas estão no seu sítio e no myspace. »In Your Face« é qualquer coisa de extraordinário, mas a música que me interessa é »All The Things«.
Afinal, todas as coisas que se fazem por amor...
E não é o amor que mais interessa?
Para muita da arraia-miúda católica da sacristia nacional parece que não.
Pergunto então:
Que prazer se pode tirar de desejar uma sociedade com menos equidade?
Que prazer se pode tirar de querer rejuvenescer e prolongar a segregação tão ao gosto do Velho Testamento (por alguma razão se lhe chamou 'Velho')?
Que prazer se pode tirar de lutar pelo preconceito e propalar tão possantemente o ódio?
Que prazer se pode tirar de desejar e de querer e de lutar pela infelicidade dos outros?
Hipótese única: desejar que os outros sejam tão infelizes quanto ela (uma certa arraia-miúda, alguma com aspirações a pseudo-bem-pensante) é.
Afinal, todas as coisas que se fazem por amor...
E não é o amor que mais interessa?
Para muita da arraia-miúda católica da sacristia nacional parece que não.
Pergunto então:
Que prazer se pode tirar de desejar uma sociedade com menos equidade?
Que prazer se pode tirar de querer rejuvenescer e prolongar a segregação tão ao gosto do Velho Testamento (por alguma razão se lhe chamou 'Velho')?
Que prazer se pode tirar de lutar pelo preconceito e propalar tão possantemente o ódio?
Que prazer se pode tirar de desejar e de querer e de lutar pela infelicidade dos outros?
Hipótese única: desejar que os outros sejam tão infelizes quanto ela (uma certa arraia-miúda, alguma com aspirações a pseudo-bem-pensante) é.
The Hungry Hearts, All The Things
Já agora, para quem ainda não o fez, quem quiser distrair-se um pouco mais tem de ouvir o Fórum TSF que o blogue ser gay divulgou, mas antes tome qualquer coisa potente para prevenir a acidez estomacal, já que a homofobia grassa até ao vómito nas opiniões da maioria dos intervenientes da primeira parte do programa.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
contagem decrescente : no homo
no homo fez-me lembrar em tudo os plataformistas. Mas não, por muito que esperneiem, sorriam e vomitem os seus preconceitos disfarçados de anelos de cidadania, esses não passarão!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
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