domingo, 11 de outubro de 2009

Família e Amigos

Chegou pela mão do Paulo, colegas na mesma escola. Confesso que o início não foi fácil. Por um lado havia o furacão e, por outro, um Caranguejo avesso a coisas muito repentinas. Houve momentos em que não soube compreendê-la, é certo. Mas, que diabo, as amizades também são feitas de "arrufos", ou não?
Durante o velório, no meio das conversas, percebi o quão pouco tantas vezes os familiares mais próximos percebem sobre nós. E não nos entendem. Não percebem nada!
Como isso me entristece. Dá que pensar sobre o valor da Amizade. Que estranha ligação é esta que se estabelece entre as pessoas que está, tantas vezes, para além dos elos biológicos?

Já agora, o seu último email dizia:

Recebi…

Não sei quem escreveu…

Gostei…

Divulgo…

FELICIDADE

"A felicidade faz-se assim, cozinha-se nos intervalos das ausências, enquanto vamos largando o lastro de algumas pessoas e antecipando outras que chegam, adivinhando-as de expectativas intactas. É também olhar para quem fica e está dentro de nós, é cuidar e ser cuidado, tendo-se prazer na tarefa.

A felicidade é um momento aqui e outro acolá, é um vazio preenchido, é a palavra certa sob a luz ideal, é a sensação triunfante de controlo sobre algo que nos andava a fugir. É o inesperado exercício da liberdade, e é o alívio de dizer a verdade, de amar apenas a quem o coração manda. E de ser correspondido na dança palaciana do amor, que implica uma coreografia minuciosa e acertada.

A felicidade é a sincronia, o emparelhamento, a coincidência e a congeminação dos astros; é o triunfo do não quando a resposta não pode ser sim, é o alívio de estarmos no caminho certo e a certeza infantil do pote de ouro no fim do arco-íris, mesmo quando não acreditamos em contos de fadas.

A felicidade é sabermo-nos libertar das felicidades antigas, velhas e gastas, e conseguirmos rasgar fotografias com leveza na alma, em especial as que nunca chegaram a ser tiradas."

Existe!



***
Fica aqui Bobby McFerrin, outro génio que não só nos recomendou como nos ofereceu o DVD onde está este momento incrível


[Bobby McFerrin, Ave Maria]

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

ciao!

Digo-vos que devem clicar no play (quem quiser, obviamente, mas Trilok Gurtu é muito bom)

Trilok Gurtu, Nanda (To My Mother) [pelo Arkè String Quartet]





A morte é simples e absolutamente anti-natural. Fácil de entender. Dizem que é o fado. Preferia que não fosse assim, mas até na data acertei. Ontem, no Coliseu, já sentados, à espera de Amália Hoje, às 21:12, recebo a mensagem: «A nossa amiga já partiu». Partiu! Abrupta, quase fulminante, intensa como ela bem sabia ser. Dois dias antes do piquenique organizado pelo Algbiboy, percebeu que não estava bem e que era grave, embora não soubesse do quê. Talvez afónico, não tenho palavras nem tempo. Não tenho. Muitos dos que nos lêem conviveram com com ela pelo menos no 1º piquenique do Algbiboy e no jantar de blogues deste ano, apesar de nunca ter tido blogue. Mas, e sem qualquer bazófia, é uma grande mulher, uma grande mãe, uma grande professora. Uma GRANDE Amiga. Humilde, mas um GRANDE ser humano. Mais tarde, escreverei mais sobre ela; agora, repito uma última frase que lhe escrevi há dois anos nesta entrada: «Ultimamente, temos falado muito pouco e sinto a sua falta. Where are you, dear?»





segunda-feira, 5 de outubro de 2009

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

..:: ouro | prata ::..





«Keep your clever lines
Hold your easy rhymes
Silence everything
Silence always wins
It’s a perfect alibi
There’s no need to analyze
It will be all right
Through the longest night
Just silence everything
[...]»












Há um provérbio qualquer que afirma que a palavra é de prata e o silêncio de ouro. Isto podia ser sobre o PR, mas não é.



Perto do 10 de Junho, determinei que, por altura do seu segundo aniversário, este blogue terminaria sem apelo nem agravo, traumas ou jogadas para chamar a atenção. E preparei o fim com uma série de entradas cuja verdadeira finalidade muito poucos terão realmente percebido.



Porque demorei muito a escrever a entrada dos prémios, o blogue teve várias datas marcadas para o seu fim (a última, como se vê na imagem do cabeçalho acima, foi 20 de Julho, o dia a seguir ao piquenique).



Redigi com as palavras certas, a ironia perfeita e o toque de cutelo aquele que seria o último texto. Se o tivesse publicado não haveria volta a dar (às vezes, sou sobremaneira violento com as palavras, faceta que felizmente poucas pessoas conhecem). Resolvi regressar não sei porquê (talvez por causa do Queer ou do incentivo de my man).



Esta é a explicação para o silêncio estival, a resposta à curiosidade de alguns que me perguntaram porque tinha deixado de postar. Cá estou, ainda que, em todo o caso, tenha a ligeira impressão de que nada voltará a ser como antes por aqui. Veremos como soprará o vento.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

..:: agora, sim! ::..


Deolinda, Movimento Perpétuo Associativo



Todas as comparações são por norma redutoras. Mas gosto disto [Un político abiertamente gay, hombre clave del próximo Gobierno alemán]. Por cá, é a euforia por ter sido eleito por fim um (repito: unzinho) deputado assumidamente gay (e todos nós sabemos como é e será o único, não sabemos?). Além disso, parece que está salva a pátria. Não me dá que pensar. Já que o futuro é risonho, apetecia-me simplesmente que fossemos, enquanto povo, mais destros e menos umbiguistas.


[a sobejamente conhecida foto/montagem foi colhida no Spectrum]


Chegou. Viu.

[caricatura de Henrique Monteiro]

domingo, 27 de setembro de 2009

..:: domingo dois ::..



Nunca me tinha acontecido: não descobri o meu cartão de eleitor e desconheço por completo que sumiço lhe dei. Vá lá que decidi ir votar na mesma, viram no computador e deram-me um papelinho com o número (o BI é que interessa mesmo). E votei. Gosto de exercer o meu direito/dever, apesar de achar sempre que os políticos nos representam mal (até porque antes de mais representam tão-somente os seus próprios interesses). Espero não me sentir infeliz logo à noite. É que para já nem me apetece emigrar, e, depois, não tenho tempo para senhoras sinistras com tiques de ditador. Não tenho mesmo!

sábado, 26 de setembro de 2009

..:: domingo um ::..



Acho que já o devo ter dito: odeio domingos à tarde. Ainda por cima, este ano sinto uma espécie de vazio pós-queer. Que chatice. Gostei de várias coisas que por lá passaram, destaco, sobretudo, as longas Shank, Pedro, O Signo da Cidade, o documentário Chris & Don: A Love Story e a curta Protect Me from What I Want. Lamentavelmente, não tivemos oportunidade de ver Ander que foi o grande vencedor desta 13ª edição. Fiquei com algum material para reflexão e pesquisa futura. De resto, cheios de orgulho, os nossos parabéns à organização, em especial ao João Ferreira.


sexta-feira, 25 de setembro de 2009

..:: anteontem, ouviu-se HOJE ::..





..:: hoje, amanhã e depois na Baixa ::..

ADENDA: Obrigado, André! Parece que sim, a abertura ao público foi mesmo CANCELADA! Fica para o ano que vem!...


Vi no Fugas que hoje, amanhã e domingo, as galerias romanas da Rua da Prata abrem ao público, o que acontece uma vez por ano. Em 2007, já aqui tinha falado do assunto. Aproveitem, se nunca lá foram. É gratuito e tudo. Não são monumentais, mas têm qualquer coisa de especial, seja pelos eléctricos a rasparem junto às cabeças de quem entra e sai, seja pela bicha interminável (quando lá fomos, esperámos entre uma a duas horas num sábado de manhã), seja por entrar na rua.


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

..:: 无声风铃 ::..

A narradora de A República dos Sonhos começa assim a sua narração:
«Eulália começou a morrer na terça-feira.»


Começar um romance assim é como chegar junto do leitor e dar-lhe de imediato uma bofetada, surpreendendo-o. Eu, pelo menos, fiquei nem sei se comovido, se chocado. Mas cativou-me. O romance é um dos mais conhecidos da brasileira Nélida Piñon. E Eulália morre no final, 730 páginas depois.

Se tiverem oportunidade, leiam-no.
Assim como, se tiverem oportunidade, porque tem algum interesse, vejam amanhã, no queer lisboa, Wu Sheng Feng Ling - Soundless Wind Chime (nós vimo-lo ontem). A imagem inicial não dá imediatamente conta do que se trata, porque com dificuldade associamos leite a morte. A verdade é que com tantas sobreposições de sequências, elipses, analepses (ou flashbacks), não se percebe muito. Mas raciocinando, ligando pontos, se descobre o drama de Richy (o chinês). Ah, ler a sinopse ajuda!


..:: senão agora, quando? ::..


terça-feira, 22 de setembro de 2009

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

..:: esqueci-me do meu nome / Exw ksexasei tónoma mou ::..



Filippos Pliatsikas & Eleytheria Arvanitakh, Eho ksehasei to onoma mou (esqueci-me do meu nome)

Para nós que ninguém nos ouve, não percebo a ponta de um cu do que ambos cantam. Poderia ser chinês, mas não; é mesmo grego. Nem sei se os nomes estão bem transcritos! Também não sei porquê, mas hoje apeteceu-me (re)ouvi-los e partilhar. Para os mais venturosos, a letra está aqui, mas o melhor mesmo é que tem a tradução em inglês.



fotografia minha [pormenor de um dos trajes do Menino Jesus de Praga; este tem origem chinesa e é de 1894]

domingo, 20 de setembro de 2009

..:: no ouvido : melocoton ::..



Melocoton faz parte da banda sonora de um dos filmes que vimos ontem no queer lisboa e ficou-me no ouvido. Aprendi que gosto de Colette Magny e dos gémeos Carril. Fica aqui a música, a letra e outros materiais sobre o filme (que não é nada de especial, mas, ainda assim, com uma história curiosa e fotografia muito boa). Já agora, foi integralmente disponibilizado aqui.


Melocoton et Boule d'Or
Deux gosses [miúdos] dans un jardin

Melocoton, où elle est maman ?
- J'en sais rien !
Viens, donne-moi la main
- Pour aller où ?
- J'en sais rien !
Viens !
- Papa il a une grosse voix
Tu crois qu'on saura parler comme ça ?
- J'en sais rien !
Viens, donne-moi la main
- Melocoton, Mémé elle rit souvent
Tu crois qu'elle est toujours contente ?
- J'en sais rien !
Viens, donne-moi la main
- Perrine elle est grande presque comme maman
Pourquoi elle joue pas avec moi ?
- J'en sais rien !
Viens, donne-moi la main
- Christophe il est grand mais pas comme papa
Pourquoi...
- J'en sais rien !
Viens, donne-moi la main
- Dis Melocoton, tu crois qu'ils nous aiment ?
- Ma p'tite Boule d'Or, j'en sais rien !
Viens, donne-moi la main...



Sobre o filme de Pascal-Alex Vincent, Donne-moi la main:
material de imprensa


tema principal do filme [Tarwater]


entrevista com os actores Victor e Alexandre Carril


cena do filme: Quentin observa Antoine a tomar banho



trailer

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

..:: celebration ::..


Madonna, Celebration com fãs à mistura
[visto aqui]


p.s.: vale a pena ler as perguntas e respostas da Mami na Le Cool Magazine. Ficam aqui algumas: «1-É preciso ser Queer para se ir ao Queer? Não
2-Tenho que ir às sessões com amigos do mesmo sexo? Se quiseres
3-Vou encontrar gente famosa? Sim, entre outros Amália, António Variações, Judy Garland (a Diva), Francis Bacon…
(...) 5-Posso ir vestido de mulher? Também
(...) 7-O que é que eu faço se estiver a morrer de curiosidade mas não tiver coragem para entrar? Finges que vais beber um Cosmopolitan ao andar de cima e dás uma vista de olhos
8-E se eu não gostar delas curtas? Tens longas também (...)»

terça-feira, 15 de setembro de 2009

..:: la pandémie, aahhhhh ::..



Marie-Thérèse Porchet contre la grippe A

[espero que percebam francês! se não perceberem, aprendam que vale a pena, a Marie-Thérèse é muito engraçad@ - confiram também a sua lição de geografia helvética ou o telefonema à Jacqueline]

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

sábado, 12 de setembro de 2009

..:: ! ::..

★ h ★ i ★ p ★ é ★ r ★
★ b ★ o ★ l ★ e ★ s ★







... ainda não sei bem. Mas pode ser que sim, que volte aqui. Talvez. Penso eu de que. Se o fizer, em boa parte, será por causa do vídeo abaixo, tão bonito que fez com que durante 4 minutos me tivesse entregue ao elogio puro da vida. Com o oposto sempre tão perto, parece que há mesmo momentos para tudo. E tudo o resto é jogar a feijões!



Clarice Lispector:
«Mas o instante-já é um pirilampo que acende e apaga, acende e apaga. O presente é o instante em que a roda do automóvel em alta velocidade toca minimamente no chão. E a parte da roda que ainda não tocou, tocará num imediato que absorve o instante presente e torna-o passado. (…) Mais que um instante, quero o seu fluxo.»
in Água Viva, 10ª edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; 1985, p. 16.



Eduardo Lourenço:
«O paradoxo do Instante não é o de acabar quando surge. Esse dever o impomos nós ao "banal instante", talhado na peça imaginariamente substancial do Tempo. O paradoxo do Instante é o de nunca ter principiado e não poder ter fim. Ninguém verá a cabeça nem a cauda de tal monstro. (...) A forma do barco onde vamos sem o ver é o mesmo Instante. Nele deslizamos, estranhamente parados, não para a Eternidade, mas na Eternidade. Atrás deixamos a espuma do Tempo. Contudo, o Instante nem é eternidade nem tempo, miragens da travessia quando ela é um deserto (…)».
in Tempo e Poesia. Lisboa: Relógio d'Água; 1987, p. 35.




Moments by William Hoffman

sábado, 25 de julho de 2009

..:: ¿ ::..

m ★ e ★ t ★ á ★
f ★ o ★ r ★ a ★ s



Sunlounger - Sunny Tales (Chill Version)





quarta-feira, 15 de julho de 2009

:: prémios ::






Há quase quatrocentos anos, o Padre António Vieira escrevia do Brasil uma longa carta ao Rei e terminava-a dizendo: «queira Vossa Majestade desculpar a longueza desta missiva. É que não tive tempo de escrever menos.» Esta é, também, uma dessas entradas que, uma vez começada, demora a terminar. Peço-vos paciência, portanto, mas sintam-se absolutamente livres de passarem à frente (que em frente é que é Lisboa).

Depois da criação e alargamento da secção de elite na barra lateral, apresentamos, agora, tal como há mais de um ano, os prémios que resolvemos distribuir porque nos apeteceu. Na mesma linha, esta entrada seguirá quase a estrutura da de há um ano mas mais simplificada, podendo, ainda assim, parecer mais do mesmo. Esperamos, contudo, que assim não seja. De qualquer modo, os prémios são quase os mesmos, com o mesmo aspecto artesanal, embora nesta segunda entrega de prémios só não são “mais produzidos” por escassez de tempo (e criatividade, já agora).

Há um ano, como me escreveu uma amiga com o dedo em riste, arvorei-me em juiz. Não achei piada nenhuma à acusação; todavia, este ano voltamos a repetir pela última vez a façanha. E no meio de tanto link que essa entrada então teve, conseguimos esquecermo-nos de atribuir prémios a alguns blogues que o mereciam incondicionalmente. Desta vez, e até para não me esquecer de vós, há 1 prémio que no fundo são 4 (o ano passado houve 3 prémios completamente distintos uns dos outros) e a divisão que este ano faço em grupos é só para minha (e vossa) arrumação mental.

Continua a ser nosso objectivo distinguir a amizade, que entretanto se tem estreitando, a provocação do pensar e a boa disposição, mas também os assumidamente elegebetês (secção nova, pois claro), quer nos mais novos e que vamos descobrindo, quer, por oposição, nos do caruncho. É verdade que muitas vezes nos deparamos por aí com uns atropelos à língua que custam um pouco a engolir; contudo, quem nunca pecou que atire a primeira pedra, certo? E o que importa é crescer!

Constatarão que alguns recebem os prémios pela segunda vez, que outros já desapareceram por se extinguirem ou por terem seguido outro percurso (e já se sabe: águas passadas não movem moinhos…), e que outros há ainda que entraram numa espécie de limbo bloguístico. Em todo o caso, premiamos os que revelaram alguma actividade nos últimos meses, que nos lincaram nos seus blogues ou que nos seguem e comentam amiúde. Esta(s) condição(s) foi(ram) essencial(ais)!

Quem já recebeu os prémios pode optar por não fazer mais nada. Quem os recebe pela primeira vez, e quiser, pode colocá-los onde achar bem. A imagem .gif e os códigos, achá-los-ão mais abaixo e para uma exegese da imagem do prémio vão até ao original reproduzido aqui, aqui e ainda aqui. Repararão, assim, que o prémio é constituído pelas 4 imagens que povoam o cabeçalho do blogue há meses (tantos quanto o início da redacção desta entrada).



Podem considerar o prémio como uma espécie de reconhecimento. Porque é isso mesmo; mas também é uma manifestação genuína de Amizade! Quem me conhece sabe bem que se há alguma coisa que me move (aqui ou noutra esfera qualquer da vida) não é com certeza a necessidade ou a procura do elogio fácil, gratuito e estéril. Se faço uma coisa é, das duas uma, porque tenho necessidade ou porque me dá prazer. Apesar do atraso (sim, esta entrada devia ter sido a sétima a ser publicada no início de Fevereiro no seguimento de outras seis entradas sobre outros blogues), fazer esta entrada deu-me muito trabalho, mas proporcionou-me dose igual (ou superior) de prazer.

A lista dos 130 premiados não é exaustiva, nem sequer sintomática de todos os blogues que visitamos. Muitos dos seguidores, por exemplo, não estão aqui incluídos, mas o prémio também é para vós, por isso aceitem-no se desejarem. Aos outros, os abaixo contemplados, direi que poderia simplesmente oferecer o prémio e que quem quisesse que o aceitasse, mas visto que gosto de complicar as coisas... Eis, pois, numerados alfabeticamente, juntos e arrumadinhos por grupos, os felizes premiados desta que é edição de 2009 e também a última. Como já referi, o agrupamento e numeração serve simplesmente para minha (e vossa) arrumação mental. Como costumo repetir: sentem-se, calem-se e gozem. Mais: conheçam-se, troquem impressões, mas confiram também o que sucintamente acho(amos) de vós.









# os de sempre #
Conhecemo-nos antes de qualquer existência virtual e por isso mesmo merecem todo o destaque:
01. a fava no meu bolo »» porque sim. Mais não seja por o Zé já ter sido colega da Brisa.
02. Ângelo no país das maravilhas »» porque grande parte do tempo é boa disposição. E festas. Mas não! Porque além do karaoke, há ainda as festas e as viagens. Viva a boa disposição lusa ainda por enquanto no outro lado do planeta!
03. antíteses e transparências »» pela fiel amizade e pelo estilo belo. E é lícito ter saudades do tempo em que escrevíamos cartas de maldizer. Antíteses e transparências já não é mais a sua morada, mas continua a ser a única acessível a todos e dá para ver como é uma excelente cultora da língua.
04. bicho bravo »» porque apesar das farpas que me dirigiu seria injusto se não reconhecesse que este prémio também se lhe deve.
05. boca na botija »» porque, embora tenha mudado o nome do blogue, é a mesma boca na botija e o mesmo mar da tranquilidade de sempre.
06. da literatura »» porque olhar à volta é muito importante mesmo que isso incomode.
07. deve chamar-se tristeza »» por nos conhecemos de um tempo anterior e só por isso já merece o prémio!
08. rabiscos e garatujas »» pela Deniblog autoficcionada que parou durante algum tempo mas regressou e em força. Uma experiência de leitura e partilha únicas.
09. tangas lésbicas »» por nos conhecemos desde há um tempo em que eu ainda estava a descobrir-me na Ilga. Mas houve empatia. A memória quis que nunca me esquecesse do teu nome e do formato do teu rosto. E não esqueci. E haveria de te reencontrar nas Tangas Lésbicas. Depois desta descrição toda, espero que já saibas quem sou e porque levas com um prémio!



# as descobertas recentes e os novinhos em folha #
10. abraço-te »» não é novo, mas descobri-o há pouco e tem um gosto que salta ao ouvido mal se chega perto e aos olhos pelas palavras bem escolhidas.
11. adolescente gay »» gosto da sua partilha do quotidiano: faz-me lembrar que já fui jovem. E como tinha tanto a aprender. Com calma, rapaz!
12. bifidusativus »» é criativo o suficiente para me sentir à nora com as suas entradas poéticas. Às vezes faz-me pensar na imponderabilidade das palavras.
13. cabaret au lait »» recentíssimo, merece bem uma visita! As cores são deliciosas.
14. carne crua »» muita carne!
15. o blog que saiu do armário! »» saiu do armário e é muito mais que informativo, também é pessoal porque toda a escrita é pessoal ainda que nem todas as ideias ou recantos pessoais sejam transmissíveis.
16. o meu blogue está a aprender com o teu »» com uma existência também bastante recente, é muito discreto. Mas só aparentemente... talvez porque aprende depressa.
17. o outro lado... »» uma descoberta recente de um blogue que tem quase um ano. Que posso eu dizer? Além de conciso nas palavras? Que é pessoal e encriptado e que não tenho nada contra isso.
18. patos fora!!! »» em tempo de gripe A que já foi dos porcos, uma dupla anti-palmípede que merece ser descoberta.
19. pensamentos (in)suspeitos »» com alguma modéstia, reconheço no Insuspeito uma escrita do melhor, ideias do melhor. Talvez por ser Pensador. Tudo excelente. Tivesse-o descoberto antes e teria tido uma daquelas mais do que merecidas entradas a destacá-lo (como fiz aqui em Fevereiro com outros blogues).
20. quotidiano de um adolescente gay »» outro blogue de um adolescente decidido.
21. simply the gay »» gosto das reflexões com que me identifico.
22. the best side of me »» um bracarense com gosto para a música e para a escrita arguta, em geral, muito incisiva.
23. vagueador pensativo »» ainda o estou a descobrir. Por falta de tempo, a descoberta é lenta... mas pela foto do perfil tem um sorriso limpo, puro, o que é um excelente indício!
24. xavierInRealLife »» uma escrita torrencial e muito bem humorada. Além disso, testemunha o amor como deve ser!
25. I can see you can you see me? »» escrita excelente e imaginativa. Também há aqui muita imponderabilidade nas ideias e nas palavras.



# os do 'caruncho' #
Este mundo virtual proporcionou que nos tenhamos conhecido; às vezes, simplesmente cruzado. E são tantos os nomes e tão belos os rostos que só podem ser daqueles presentes para guardar por muito tempo (mesmo – e sobretudo – quando não há tempo):
26. a little bit crazy »» está adormecido. Mas é pena que sempre descobria coisas interessantes e bem humoradas por lá.
27. a rainha do nada »» um criador criativo com uma sensibilidade à prova de bala.
28. à volta da fogueira »» diz que tem dificuldade com as palavras. Compreendo-o. Então era isso. Mas eu já tinha descoberto que se pode falar dos sentimentos com outras palavras, com poucas palavras, até com música. É incrível, não é?
29. André Benjamim »» muita coisa, muito eclectismo, muita criação e muita generosidade e um humor que desarma de tão negro.
30. apenas eu »» já não é só pela Judith Teixeira... é por tudo o resto, inclusive o sorriso. E espero que o futuro que te espera seja muito risonho. Não esqueço o poema que nos dedicaste! Ficamos muito orgulhosos por te conhecer e à tua mulher!
31. apenas palavras confusas! »» parece confuso, mas não é nada. Há máscaras, ou melhor, há palavras, há um lado e há o outro lado. Basta virar e procurar o lado certo. Encontrando-o, é um sorriso incrivelmente consciente. Por tão decidido, auguro-lhe um futuro risonho.
32. apontamentos »» calhou numa esplanada. Bonita, inteligente, com um sotaque que me faz rir, mas que é tão genuíno que simultaneamente desarma. Espero que em breve esteja bem mais perto.
33. bairro do amor »» um bairro muito sensível e que tem sobrevivido com muita sensibilidade e bom senso.
34. blog do carametade »» a carametade é tão bem disposta como a original, a metade da cara. Só não quero é que nos tire as medias. Pelo menos, ainda não, 'tá! Em conjunto, cara + metade são uma dupla imbatível no humor. E no amor!
35. comyxtura »» apesar da vida não ser linear, o amor é lindo... e tem efeito incríveis: cada vez há menos bonecada e mais bichos e plantas. Até já se cozinha e tudo! Oh, do que o amor é capaz.
36. cum carago, ó Celeste »» não a imaginava tão bonita, enérgica, perspicaz e língua afiada, mas esta Celeste continua celestial, muito melhor que qualquer encomenda. Recomenda-se vivamente!
37. devaneios desintéricos »» o Max foi muito importante nos primórdios do felizes juntos. Embora não tenha lhe tenha ligado muito ultimamente vale pelas preocupações sociais e pelo activismo político e o raciocínio incisivo.
38. eu por aqui... gay! »» uma das melhores descobertas que fiz em 2009. Uma cabeça excelente, que raciocina e escreve bem, uma consciência de si incomum, a generosidade das palavras. Merece tudo, sobretudo toda a felicidade a que todos os seres humanos têm direito, mas à qual por distracção ou força dos dias nem todos acedem.
39. gayfield »» este campo gay tem a vida a dois e o olhar atento à realidade envolvente, nem sempre colorida ou risonha. Mas sempre alegre!
40. graphic_diary »» ainda que de vez em quando dê sinal de vida, o estilo refinado foi basicamente cilindrado pelo quotidiano sem tempo. É pena! Tenho imensas saudades!
41. h2omens »» como diz o cabeçalho, dois gajos comprometidos, às vezes sem tempo. Outras vezes, surpreendentes.
42. há espaço para todos »» há de facto espaço e generosidade, mas nem sempre os alvos a percebem. Enfim, resta a partilha.
43. how the engine throbs... »» sofre do mesmo mal que eu: parte do princípio de que toda a gente conhece o intertexto. É-me bem feita que fico a ver passar os navios (sem marinheiros).
44. I wear my heart like a crown »» tem um discurso limpo de ruído, o que é muito importante nos dias que correm e em que tudo se despeja. As suas entradas resultam, por isso, numa experiência muito interessante de leitura.
45. individual(mente) »» calmo? Ora essa, onde é que eu fui buscar essa ideia?
46. infinito pessoal »» pessoal, ficcionado e a transbordar cultura. Muito bem escrito e ponderado.
47. jardinagens »» parece que sim, mas não são só flores! Há as flores e o que elas escondem. Há também as flores absolutamente lindas. Às vezes, há também flores extasiantes. Como adoro macros sobretudo de flores, fico feito parvo a admirar os milagres que amiúde revela.
48. marcas d'água »» pela partilha. Composto por um trio, conheço a dupla. Aparentemente, improvável: este ano, entre o como se faz e desfaz, descubro que a C. tem um blogue. Olha que giro. Eu também. Não lho quis revelar e ela respeitou. Chegaria o tempo em que o faria, faço-o agora e logo para atribuir um prémio que é nada, porque tudo o que tenho para oferecer, pois, é «uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma». Uma confidência em particular para ti, C.: podes ter a certeza: vou ter muitas saudades tuas e da escola! (mas isso é uma outra história)
49. minha luz »» voluntarista, entusiasta, dedicado. Tudo corre bem quando se lança ao trabalho. Deve ser por isto tudo (e muito mais) que possui uma luz muito especial.
50. mr. teddy bear »» também ausente, já tenho saudades!
51. o blog de informações absolutamente inúteis »» por não ter nada de inútil, mas com interrupções porque os dias não têm permitido mais. Sinto muito que assim seja porque partilhava música francesa do melhor. E tenho saudades de o ver sorrir.
52. o curso das estrelas »» outra ausência a registar. Escreve bem e quase sempre as estrelas brilham nas suas palavras, mesmo quando escondem mais amargura.
53. o melhor dos dois mundos »» simpatizo, gosto, paro, leio, ouço e confirmo a minha certeza de que é bom. Os dias também lhe impuseram alguma ausência, mas é tão compreensível quanto irrepreensível.
54. o meu lado b »» este rapaz é dado à discrição q.b.. Não o culpo mas o seu talento e o gosto merecem mais destaque. E uma visita ao seu espaço.
55. o meu outro blog »» com muitas interrupções, sempre que o revemos mantém-se o sorriso!
56. ophi_3 »» ressuscitado, este menino é de uma electricidade contagiante, vibrante, camaleónica, lânguida e doce. E merece toda a felicidade possível e imaginária! Até porque a felicidade nunca se constrói sozinho...
57. penates publici »» pela escrita empenhada e pelas reflexões sobre a causa.
58. perdida na noite »» uma surpresa total. Perde-se na noite e acha-se nos blogues, na generosidade. Uma senhora!
59. reflectmyself »» o traço bonito e elegante reflectido no ímpeto neutralizado dos dias.
60. roads to »» ausente. Pois. Mais não seja merece o prémio por me ter revelado as 69 Love Songs dos The Magnetic Fields. Muito bom e recomenda-se.
61. secret garden »» também tem muitas flores que agora floram mais belamente graças ao amor que se acercou do seu canteiro.
62. sem pénis nem inveja »» por me provar como o mundo é pequeno! Quem me diria que havíamos de nos cruzar num dos sítios mais improváveis. Quando a vi, percebi imediatamente que tinha de ser ela: uma mulher superiormente bela, sagaz e com tanta elegância nos gestos que me desarma e faz sentir um herege a necessitar de conversão.
63 + 64. ser gay »» o tom intimista e impressionista não permite revelar o dinamismo bem disposto deste rapaz que transborda felicidade pela vida a dois que tem com o seu mais que tudo. Até mete inveja! Ah, e tem os conteúdos traduzidos em inglês no 2 be gay.
65. sinest3sia »» pelo dom do bom olho para a fotografia. Invejo-o e ele sabe. Mas também há os vídeos. E diz que os textos vieram depois... Ah, está bem! Ninguém diria. De uma grande sensibilidade e originalidade.
66. sinfonia do horizonte »» pela perspectiva feminina e muito poética dos dias.
67. some ridiculous thoughts »» por falar de coisas com que me identifico, o ensino nomeadamente, mas não só.
68. textos do Manuel »» pela escrita que já foi ficcionada e agora não, mas que continua a ser muito boa, porque as palavras luminosas são sem barreiras.
69. the talesmaker »» porque apesar da ausência trocámos o suficiente para não me esquecer da amizade que se fomentou e que parece estar a esfumar-se.
70. tong zhi »» pelo tom imperial que imprime ao seu humor único, ao tom sábio e bem disposto. Do melhor que há! Quer enquanto blogger, quer enquanto ser humano!
71. um voo cego a nada »» pela sapiência que põe em todas as palavras e impressões que diariamente revela.
72. valkirio »» pelo humor que as suas entradas não revelam mas que é melhor que toda a erudição que possui e partilha. Um herói que serve hidromel e cerveja aos sobrevivos. Cegou a sua hora de ser servido: presentearam-no os deuses com a felicidade que, como as flores que publica, espero que frutifique e preencha todos os seus dias.
73. vícios e realidades »» pelo sorriso enorme e generosamente boa onda. Bateu-lhe o amor à porta... que seja tão generoso quanto tens sido para todos nós!
74. whynotnow »» pela amizade que se cimentou nestes quase dois anos em que nos conhecemos. E ainda pelo amor a dois e sem idade ou prazo para acabar, sobrevalorizado por ser à distância e de um beleza constante e ininterruptamente renovada.
75. υδράργυρος »» pela estilo absolutamente único, pleno de humor e criatividade nas palavras (e acções que não acontecem a mais ninguém, já agora). Por defender uma língua não corrompida, hydra-eloquente, agora com um intenso sabor a chocolate suíço.



# e ainda... #
Todos os outros com quem aconteceu ainda não nos termos cruzado, mas que muito gostaria que acontecesse:
76. a terceira via »» porque tem tudo: humor, política, gajas e gajos às segundas, um olhar muito atento e perspicaz nos outros dias.
77. a voz das retretes (premium) »» pelas associações dignas de uma mente brilhante e politicamente incorrecta.
78. aequillibrium »» pelo bom gosto e pela partilha de preciosidades, misturadas com a experiência do quotidiano.
79. algarve gay »» pela divulgação do que a sul existe de gay.
80. altares privados »» pelas criações sensíveis e únicas.
81. amor, feminismo e arte »» porque vale a pena.
82. aposentos negros »» pela sensibilidade em castelhano mas do outro lado, no Atlântico. Bonitos estes aposentos! Espreitem e comprovem.
83. as crónicas de Hannah iii »» pelo quotidiano musicado, às vezes dorido e camaleónico.
84. castelo d'areia »» pelos espinhos e pela certeza de se ser.
85. central lgbt »» por toda a divulgação feita, apesar parecer ter entrado em banho-maria.
86. código secreto »» pelo erotismo sob todas as formas. Já por lá estive, mas pela falta de tempo e pelos novos rumos que me perturbam a 'visão', saí. E houve quem aparentemente se escandalizasse. Erotismo é excitante e pornografia é educativa, 'tá!
87. conhecimento do inferno »» pelo cultura e pela boa escrita.
88. consilience »» pelas fotografias belíssimas e pela enorme simpatia.
89. daegaz »» pela actividade em prol dos direitos lgbt.
90. devaneios lgbt »» também pelo empenho anti-homofóbico.
91. dias frios com sol »» pelas gravuras (desenhos?) de que, embora escassos, gosto muito.
92. do you believe in angels? »» porque eu acredito em anjos. E tu?
93. dreams of a rebel angel »» também acredito no erotismo. O prémio é por isso mesmo.
94. em todas as ruas te encontro »» pela simpatia.
95. euele nossomundo »» pela generosas entradas que faz diariamente e transbordam de amor. Um amor sem tempo nem idade.
96. he man »» pela sensibilidade. Já mereceu aqui destaque, mas parece parado. Tenho pena, pois promete.
97. infinito perdido »» porque sim e me apetece.
98. insides »» porque escreve bem e dá vazão aos seus sonhos.
99. intemporal »» pela sensibilidade com que mantém o blogue visualmente muito apelativo e de que não abdica em nenhuma entrada.
100. jogar com palavras »» pelo jogo com as palavras e pelo amor expresso em cada entrada.
101. jornadas »» por continuar a lançar mão das palavras e a manuseá-las com grande mestria.
102. kapital kaos »» pela intervenções que já me fizeram rir a bandeiras despregadas ou me paralisaram de choque.
103. l'amour en fuite »» pelo fôlego que imprimiu às entradas mas que parece ter entrado em banho-maria.
104. lavaflow»» pela abordagem dos mais diversos assuntos. Entrou em quase ausência.
105. little tiago boy »» pela espécie de diário que é e que espelha muitos dos gostos do autor.
106. mariojoshblog »» pelo erotismo em excesso e sempre muito bom.
107. Maurice »» porque ainda que ausente continua a ser a voz inteligente das dicas de leitura e das reflexões pessoais. Uma referência!
108. melões melodia »» pela sensibilidade com que escreve e se alonga (ou não) nas entradas, reflexões pessoais e muito interessantes que por vezes puxam à lágrima. É um Guerreiro, de facto.
109. mil novecentos e oitenta e qualquer coisa »» pela originalidade com que mistura experiências e ficção.
110. mundo com bolachinhas e chá »» pelo humor, pelas reflexões, pelas queixas, pelo entusiasmo apaixonado e apaixonante com que aborda todos os assuntos, até a Lady GaGa!
111. new impossible prince »» ultimamente, pela selecção musical.
112. nunca caí aqui »» pelo blogue em si; raramente fala de si, mas há as preocupações ecológicas, a música, Castelo Branco...
113. o mundo gay (quase) perfeito! »» pelo dia-a-dia escrito. Apesar de há pouco o seguir com mais regularidade, já o conhecia há muito tempo e acompanhava a sua relação.
114. o público alvo »» pelo activismo diário e multifacetado. Já perdi a conta aos blogues que o Glauco dinamiza e, por isso mesmo, foco-me no público alvo.
115 + 116. outro refúgio... + voz do silêncio »» ambos desenvolvidos pela Unknown, ambos merecem o prémio não só, mas também, por há muito tempo nos seguir.
117. passageiro do mundo »» pelas entradas diárias e sempre interessantes.
118. pinto »» entrou em fase de repouso. Dedicou-nos um prémio em tempos. Até por isso aqui está o nosso.
119. pseudobloguista »» por que sim. Porque sempre se revelou simpático, atento e respeitador, como todos os seres humanos deviam ser e não são. Além disso, continua a dar dicas preciosas sobre web e informática.
120. psimentos »» pela vida cada vez com menos bonecada e cada vez mais a sério.
121. pythea »» pelo reforço positivo que em tempos idos nos deu e que foi tão importante. Entrou numa espécie de limbo, mas será sempre importante!
122. queer the pitch »» pelo eclectismo com que publica fotografias, vídeos e gravuras, muito ao estilo da associação livre.
123. revistagay »» mudou várias vezes de espaço e agora que a achava melhor que nunca, parece ter-se extinguido. Ou talvez não!
124. rinconcito »» porque além de nos seguir há bastante tempo até nos lincou! A loucura...
125. sexual_felling »» porque afinal sempre vale a pena acreditar.
126. sossego do eu »» pelo ritmo calmo, cadenciado por música sempre a condizer.
127. tatuagens »» pela simpatia. Quis o destino que os nossos nomes se cruzassem. E cruzaram. Merece o prémio, pela simpatia, como disse, mas também pelas entradas diárias que faz e tantas vezes me deixam à nora. Falta falar também da selecção musical e do gosto coincidente. Merece o prémio ainda porque é uma mulher com tomates, essa é que é essa.
128. tulisses »» pela divulgação da sua escrita misturada com uma enorme dedicação à literatura.
129. um dia, uma estrela disse... »» pelo humor pessoalíssimo com que se auto-ironiza superiormente.
130. wolkenfedanken »» pela natureza que fotografa e que tanta inveja me dá, pelas férias sem tecnologia acorrentada; pelo que dedica à língua portuguesa.








Ficam aqui os códigos para o prémio, já que desta forma é mais fácil e rápido para quem o quiser colocar no respectivo estaminé, além de vos poupar trabalho pois não precisam sequer de acrescentar quaisquer legendas.
Para quem não percebe muito do assunto, basta copiar e colar o código html. Podem ter de ajustar as dimensões da imagem que escolherem: para tal é só mudarem o valor "WIDTH" ao vosso gosto. Podem fazê-lo aqui e depois copiam todo o código. Ou copiam todo o código e, depois, fazem a alteração. Não custa nada, mas em caso de dúvida perguntem.


maior qualidade, mais pesada - é a imagem que está lá mais acima
(original com 595 x 656 || 3.687 kb)


menor qualidade, mais leve - é a imagem que está aqui em baixo
(original com 305 x 336 || 137 kb)





[ufff, fiquei sem fôlego]

domingo, 12 de julho de 2009

..:: homossexuais no estado novo ::..

Não se esqueçam de hoje comprar o Público por causa da reportagem de São José Almeida na Pública!


segunda-feira, 6 de julho de 2009

..:: rosa ::..

Hiroshima # Little Boy # Enola Gay. Não, não me enganei na data! Eu sei que falta um mês. Então, porquê a antecipação? Bem, tinha de ser e em breve perceberão tudo.


OMD, Enola Gay (Sash 98 Remix)


Ney Matogrosso, Rosa de Hiroshima

sábado, 4 de julho de 2009

..:: raízes ::..

Raízes deste blogue:

o endereço url inspirou-se na música «The man that I am with my man» do grupo The Hidden Cameras (letra está aqui). Como "meandmyman" já estava registado, ficou só "andmyman". Ah, conhecemos The Hidden Cameras (wikipedia) pela banda sonora de Shortbus, o filme impulsionador.



[Outras músicas que nunca pus aqui no blogue (ou que já pus) e mereciam cá estar:
Ute Lemper, Litle Water Song »»
Michael Nyman, In Re Don Giovanni »» e The Upside Down Violin: III) Faster Still »»
Moby, My weakness »»
Wim Mertens, Stuggle for pleasure »» e Tout Est Visible »»
Quinta do Bill, Se te amo »»
Lou Reed, Perfect Day »»]





o nome do blogue foi obviamente colhido no filme homónimo de Kar Wai Wong, Happy Together (Hong Kong, 1997 »» para ter o filme), ainda que com uma história completamente diversa da nossa.



sexta-feira, 3 de julho de 2009

..:: Fredo ::..

às vezes acontecem coisas inesperadas. às vezes. deliciem-se com as imagens hipnotizantes, relaxem com a voz. a explicação está aqui, mas podem ir directamente aqui e colocar uma a uma as figuras no círculo desenhado e esperar por Fredo Viola.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

..:: arte poética III ::..




Arte poética III e os fogos-fátuos # À velocidade do relâmpago, desfaço-me em trabalho e dores de cabeça. Muitas «dores de barriga», a impressão de estar a viver a profissão errada, uma vontade muito branca para fugir. Siga para bingo que os finais de ano lectivo têm este condão, até não haver mais paciência para mais nada. Quem julga que o trabalho de professor acaba quando as aulas terminam, está muito enganado (quer dizer: para alguns acaba mesmo, mas para os do costume nem por isso). Julho indicia ser uma espécie de inferno de trabalho. Avisto já o deserto. Mas há-de chegar Agosto, só que, entretanto, isto acabará.
De certa forma, escrevo para justificar a ausência, para agradecer os comentários que ainda têm coragem de nos deixar. Melhores dias virão, não é? Sinto como se me tivessem desligado a energia... mas já assinei a petição, fui ao jantar no sábado, passámos pelo arraial, fiquei chocado com o desaparecimento de Pina Bausch (com o de Michael Jackson, confesso, nem por isso), e há a promessa do piquenique e de Praga em Agosto.
Mas esta entrada não devia resumir-se a queixumes: como não há duas sem três, e depois da arte poética I e II (já agora, para quem não está a ver o que seja uma arte poética, confira aqui), esta entrada devia ser uma declaração de estilo. Só que está longe de sê-lo simplesmente porque deixei de conseguir seguir um padrão, porque estou numa de caos; isto é, deixei de conseguir acompanhar o ritmo de postagem dos blogues que sigo, de comentar atempadamente, de responder aos comentários que nos deixam. Assim descubro que estou numa fase de nãos! Não há padrão no meu comportamento virtual. Tudo porque, repito, tenho muito que fazer e todos os fogos de artifício estão a esgotar-se. Tinha várias pedras debaixo da língua... e não gosto. Mas deixo-as para outra encarnação que por ora não me apetece dar protagonismo a quem não o merece e se me quiser chatear já tenho quotidiano de sobra para isso. Ósculos e amplexos.