quarta-feira, 12 de maio de 2010

por falar nisso...

... tenho uma série de fotos e vídeos para escolher e pôr aqui. Mas não tenho tempo; enquanto em Fátima se reza, aqui trabalha-se. E está quase a terminar a exposição retrospectiva Sem rede / Netless da Joana Vasconcelos (encerra dia 18). Somos suspeitos, porque gostamos muito dela, mas temos de a recomendar muito, muitíssimo. Se não a foram ver, aproveitem estes dias! É como regressar ao mundo de Alice da nossa infância. Ainda que a maior parte (como por exemplo, a «Burka», «A noiva» ou esta «www.fatimashop») não partilhe dessa aura mágica... No vídeo, há umas meninas que acham que pode ser traumatizante. Para quem conhece o comércio religioso de Fátima, nem é assim tanto.



[respondendo já a uma dúvida do Maldonado: sim, quando pomos o coraçãozinho / nome felizes juntos, é porque as fotos são nossas]

terça-feira, 11 de maio de 2010

interrupção para » o visitante «


Direcção de Cristina Sampaio; guião de Spam Cartoon; animação de Estrela Lourenço; som de Paulo Curado; produção de João Paulo Cotrim e André Carrilho

segunda-feira, 10 de maio de 2010

bentinhos iiii

Mesmo sem tempo para comentar ou responder a comentários... mesmo não querendo prolongar a apostasia... não resisti a mais estas partilhas:




visto no melhor dos dois mundos


☆ ★ ☆ ★ ☆



visto no queer the pitch


☆ ★ ☆ ★ ☆



visto no womenage a trois


☆ ★ ☆ ★ ☆


sábado, 8 de maio de 2010

bentinhos iii


letra de Miguel Castro Caldas, interpretação de Rui Rebelo; como se pode ler na página do youtube, trata-se de uma canção de boas vindas ao dito cujo



Ainda vamos todos deitar papa pelos ouvidos!




sexta-feira, 7 de maio de 2010

bentinhos ii



Acho que sou alérgico. Se não é do pólen, só pode ser de... Bem, o Bento está a chegar e só espero que, para compor o quadro, também por cá, venha chorar pelas vítimas de pedofilia. Não sei, mas parece que vai ser mesmo lindo! A mim faz-me espécie estas condicionantes todas por causa da visita deste idoso, mas pelo menos terminaram as obras no Terreiro do Paço que ficou, como direi, estranho. E com uns acabamentos muito ultra-modernos a dar para o ah-temos-acabar-isto-já-que-vem-aí-o-bentinho. Enfim, deuses e deusas, dai-nos paciência!



[clicar para ver em tamanho maior]

terça-feira, 4 de maio de 2010

9

Mais ou menos infelizes da vida, cada um seguia o seu destino.

No entanto, todavia, contudo, naquela sexta-feira, dia 4 de Maio de há nove anos, eu e o Zé haveríamos de cruzar os nossos caminhos e de acertar agulhas para passarmos a avançar lado a lado.

Pode parecer que foi há muito tempo ou que foi muito difícil... Quando, afinal, é como se tivesse sido apenas ontem e tem sido duma simplicidade absolutamente desarmante. Mais: a relação tem-se conjugado com a mesma naturalidade com que respiramos e envelhecemos.


ɤɤ

[2 poemas de e. e. cummings]

# 1


i carry your heart with me eu levo o teu coração comigo


i carry your heart with me(i carry it in eu levo o teu coração comigo (eu levo-o no
my heart)i am never without it(anywhere meu coração) eu nunca estou sem ele (a qualquer lugar
i go you go,my dear; and whatever is done que eu vá, meu bem, e o que que quer que seja feito
by only me is your doing,my darling) só por mim é obra tua, meu amor)
i fear eu temo
no fate(for you are my fate,my sweet)i want nenhum destino (pois tu és o meu destino, meu doce) eu quero
no world(for beautiful you are my world,my true) nenhum mundo (pois belo és tu meu mundo, a minha verdade)
and it's you are whatever a moon has always meant e és tu que és o que quer que seja o que a lua signifique
and whatever a sun will always sing is you e tudo o que um sol sempre cantará és tu


here is the deepest secret nobody knows aqui está o mais profundo segredo que ninguém sabe
(here is the root of the root and the bud of the bud (aqui está a raiz da raiz e o botão do botão
and the sky of the sky of a tree called life;which grows e o céu do céu de uma árvore chamada vida, que cresce
higher than the soul can hope or mind can hide) mais alto do que a alma possa esperar ou a mente possa esconder)
and this is the wonder that's keeping the stars apart e esta é a maravilha que mantém as estrelas separadas


i carry your heart(i carry it in my heart) eu levo o teu coração (eu levo-o no meu coração)
e. e. cummings [baseei-me na tradução de Regina Werneck]



# 2
Poema de e. e. cummings dito por Ana Carolina

segunda-feira, 3 de maio de 2010

o tempo

Ponto prévio: o tempo devia esticar para haver tempo para tudo!

Ponto um: o jantar passou; o pessoal do
Restaurante Guilho foi extraordinário, como já era de esperar: profissional e simpático como não podia mais. A nós, que estivemos na organização que é toda do Pinguim, conquistou-nos o coração!
De resto, gostei muito de toda a gente que não conhecia pessoalmente e gostei de rever todos os outros.

Ponto dois:
à falta de melhor, fica esta Sinead O'Connor que eu adoro e que era para ter estado aqui já ontem... todos os dias são dias das nossas mães!



Sinead O'Connor, This is to mother you

sábado, 1 de maio de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

spring is coming, again

Até sábado, estarei numa espécie de recolhimento espiritual, cheio de trabalho e a cozinhar surpresas assim e assado. Entretanto, qual crise, qual greve, qual calor, qual quê; ouçam mas é música que só vos faz bem.


Furiku, Spring is coming, again

terça-feira, 27 de abril de 2010

diz que é uma espécie de desafio

Escrevia eu ontem numa circular via email aos participantes no jantar de sábado que precisava de colaboração. Desculpando-me por ser tão em cima da hora, pedia que cumprissem um pedido/ desafio meu e advertia que não ficassem imediatamente tod@s nervos@s.

Consistia o pedido na escolha de um sketch, de uma curta-metragem, ou ainda, e sobretudo, de uma música alegre, sem importar o género musical, desde que tivesse traços de um tom feliz, alegre (mas, obviamente, não tinha sequer de explorar a temática gay ou homoerótica). E também podia não ser alegre (por exemplo, para mim uma música com tom alegre é a que está no vídeo abaixo).

Ah, e pedia que me mandassem por email a sugestão, ou mais do que uma; i.e., um link ou a informação que permitisse a pesquisa.

Dizia ainda que não precisavam de suspender as respectivas vidas para pensarem no assunto, mas a selecção criteriosa cabia absolutamente à sensibilidade de cada um. Já agora, um dos objectivos era a partilha posterior nos respectivos blogues da selecção feita… mas só depois do jantar (se quiserem partilhar com quem não esteve no jantar, força; se não quiserem, ninguém se zanga por isso).

Se não receberam o email, nem um outro com as instruções sobre como chegar ao lugar da janta, procurem no SPAM se não estará por lá um Emílio de um Paulo qualquer coisa. Se não receberam, se não estiver no SPAM,
informem-nos porque podemos ter um contacto desactualizado.

Abraços e até sábado!



segunda-feira, 26 de abril de 2010

memória do lugar interior

Já aqui escrevi que sou do interior, rural (por exemplo, nesta entrada), daquele interior desquecido e ostracizado. Desta vez, e mesmo com ligeiro atraso, ponho algumas fotos de flores e alguns topónimos.




domingo, 25 de abril de 2010

vampiros

por causa destes vampiros, uma outra versão e a mesma intenção:


25 de Abril

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

Sophia de Mello Breyner Andresen





Maria Helena Vieira da Silva, A poesia está na rua: 25 de Abril de 1974

quinta-feira, 22 de abril de 2010

atão, só tivestes bom?




Todos os anos sucede ter de concorrer: há 10 anos que assim é.
Este ano surge com uma cereja no topo do bolo: a avaliação que vem na lei, diz a menistra. Ah, claro. Já me tinha esquecido.
Recusei-me à fantochada lambe-botas. Sofro as consequências, obviamente. Só uma conclusão para quem não quer ver: prefiro manter a dignidade (mesmo que essa não me alimente a barriga) a vender-me relesmente. Assim, relembram-me que não sou nem muito bom ou excelente, simplesmente bom (mesmo que a nota quantitativa seja 9 – o sistema vai de 0 a 10). Continuo na minha: prefiro ser bom e correcto professor de português a muito bom ou excelente e encher a boca com “tu tivestes” ou “que teja correcto”. É irónico, ou talvez não. Que assim seja: que não se valorizem os bons; que se valorizem os oportunistas e assim se permita que o mundo continue bem redondinho.


ilustração a propósito »»

eufemismo

há momentos assim, em que desaparecer se afigura como uma hipótese mais do que viável