terça-feira, 30 de novembro de 2010
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
por7ugal
Deixem-se impressionar pela poesia dos números: por7ugal
e
admirem o «Portugal a Banhos» da Joana Vasconcelos:
e
admirem o «Portugal a Banhos» da Joana Vasconcelos:
domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 27 de novembro de 2010
vҽnham ṁuitas maᴉs
No jantar de despedida, depois de 25 anos de trabalho à frente da paróquia, o Padre Pires discursa:
- A primeira impressão que tive desta paróquia foi com a primeira confissão que ouvi... A pessoa confessou ter roubado um aparelho de TV, dinheiro dos pais, a empresa onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com as esposas dos amigos. Também se dedicava ao tráfico de drogas e havia transmitido uma doença venérea à própria irmã. Fiquei assustadíssimo. Com o passar do tempo, entretanto, conheci uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé.
Entretanto chegou o Presidente da Câmara, atrasado pelos seus deveres com os Munícipes que o elegeram. Pediu desculpas pelo atraso e começou o discurso:
- Caros amigos, nunca esquecerei o dia em que o Sr. Padre Pires chegou à nossa Paróquia. Mas como poderia esquecer-me? ATÉ TIVE A HONRA DE SER O PRIMEIRO A CONFESSAR-ME!
- A primeira impressão que tive desta paróquia foi com a primeira confissão que ouvi... A pessoa confessou ter roubado um aparelho de TV, dinheiro dos pais, a empresa onde trabalhava, além de ter aventuras amorosas com as esposas dos amigos. Também se dedicava ao tráfico de drogas e havia transmitido uma doença venérea à própria irmã. Fiquei assustadíssimo. Com o passar do tempo, entretanto, conheci uma paróquia cheia de gente responsável, com valores, comprometida com sua fé.
Entretanto chegou o Presidente da Câmara, atrasado pelos seus deveres com os Munícipes que o elegeram. Pediu desculpas pelo atraso e começou o discurso:
- Caros amigos, nunca esquecerei o dia em que o Sr. Padre Pires chegou à nossa Paróquia. Mas como poderia esquecer-me? ATÉ TIVE A HONRA DE SER O PRIMEIRO A CONFESSAR-ME!
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
you are welcome to elsinore
O poema de Cesariny é belíssimo, de cortar respiração e pulmões. Nesta leitura, neste vídeo, nesta música, tudo se conjuga para não ficarmos indiferentes. «You Are Welcome to Elsinore» de Mário Cesariny lido por Sónia Tavares: "Entre nós e as palavras, os emparedados / e entre nós e as palavras, o nosso querer falar" [cf. poema]. Esta entrada serve também para lembrar o autor, quatro anos depois da sua morte.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
o José e Pilar de Miguel Gonçalves Mendes
Não tencionava falar do assunto, mas com esta entrada e agora com esta exortação resolvi contrariar a agenda e a minha própria vontade. Bem sei que o impacto causado pela divulgação que aqui faço é nenhuma, mas vale pelo menos a intenção. Vão ver José e Pilar. E ainda mais depois do apelo que o realizador divulgou aqui pois a afluência tem sido reduzida.
Antes de mais, vimos no sábado o filme documentário José e Pilar do Miguel Gonçalves Mendes, quando a NATO se encimeirava e a avenida se manifestava. E ainda antes de mais: já gostávamos muito do realizador por causa de Autografia, o filme documentário/ entrevista sobre/ com Mário Cesariny.
Agora, José e Pilar. Constato que não foi só no passado que voltámos costas aos nossos valores: aconteceu assim com quase todos os nossos bons escritores, aqueles que os próprios estrangeiros, sobretudo brasileiros, aprenderam a gostar muito antes de nós. Assim se passa com Saramago, assim se passou com o filme Ensaio sobre a Cegueira e assim se passa agora com esta obra inqualificável de Miguel Gonçalves Mendes.
Inqualificável, pois tem qualidades que vão além do qualificável, muito além do tempo gasto/ganho nos 128 minutos que dura o filme. Sim, não consigo descrever como me fez bem aquele encontro com Pilar e com Aquele escritor, sobre quem tinha tantos preconceitos há uns anos atrás. Porque, afinal, foi um encontro comigo próprio - e é disso que se trata: um encontro connosco próprios, é impossível não pensarmos em nós, nas nossas relações diárias, no poder, na fragilidade do corpo, na proximidade da morte, na volatilidade da vida, do que morre e do que fica, do encontro e da perda. Com música ao nível das palavras, com encontros e cansaço, com energia para dar e vender e com uma noção muito urgente de que o que importa - o que nos sobrevive - é muito pouco, mas pode ser muito, tem momentos de grande comoção, em que é impossível não sermos tocados (e nada tem que ver com ideologia política!).
Acreditem, ver um homem de aparência dura e circunspecta como Saramago assim tão dado ao afecto cúmplice é comovente e exemplar. Claro que considerando a sua escrita se percebe que não podia ser de outra maneira, por ser tão humana, tão preocupada com a individualidade e, mormente, com a individualidade da mulher. Citando Pilar del Rio, sem dúvida que se trata de um documentário "delicado, poético e dolorosamente real".
Deixo-vos os trailers brasileiro e português que são ligeiramente iguais:
Antes de mais, vimos no sábado o filme documentário José e Pilar do Miguel Gonçalves Mendes, quando a NATO se encimeirava e a avenida se manifestava. E ainda antes de mais: já gostávamos muito do realizador por causa de Autografia, o filme documentário/ entrevista sobre/ com Mário Cesariny.
Agora, José e Pilar. Constato que não foi só no passado que voltámos costas aos nossos valores: aconteceu assim com quase todos os nossos bons escritores, aqueles que os próprios estrangeiros, sobretudo brasileiros, aprenderam a gostar muito antes de nós. Assim se passa com Saramago, assim se passou com o filme Ensaio sobre a Cegueira e assim se passa agora com esta obra inqualificável de Miguel Gonçalves Mendes.
Inqualificável, pois tem qualidades que vão além do qualificável, muito além do tempo gasto/ganho nos 128 minutos que dura o filme. Sim, não consigo descrever como me fez bem aquele encontro com Pilar e com Aquele escritor, sobre quem tinha tantos preconceitos há uns anos atrás. Porque, afinal, foi um encontro comigo próprio - e é disso que se trata: um encontro connosco próprios, é impossível não pensarmos em nós, nas nossas relações diárias, no poder, na fragilidade do corpo, na proximidade da morte, na volatilidade da vida, do que morre e do que fica, do encontro e da perda. Com música ao nível das palavras, com encontros e cansaço, com energia para dar e vender e com uma noção muito urgente de que o que importa - o que nos sobrevive - é muito pouco, mas pode ser muito, tem momentos de grande comoção, em que é impossível não sermos tocados (e nada tem que ver com ideologia política!).
Acreditem, ver um homem de aparência dura e circunspecta como Saramago assim tão dado ao afecto cúmplice é comovente e exemplar. Claro que considerando a sua escrita se percebe que não podia ser de outra maneira, por ser tão humana, tão preocupada com a individualidade e, mormente, com a individualidade da mulher. Citando Pilar del Rio, sem dúvida que se trata de um documentário "delicado, poético e dolorosamente real".
Deixo-vos os trailers brasileiro e português que são ligeiramente iguais:
«Sinopse»«A Viagem do Elefante, o livro em que Saramago narra as aventuras e desventuras de um paquiderme transportado desde a corte de D. João III à do austríaco Arquiduque Maximiliano, é o ponto de partida para José e Pilar, filme de Miguel Gonçalves Mendes que retrata a relação entre José Saramago e Pilar del Río.
Mostra do dia-a-dia do casal em Lanzarote e Lisboa, na sua casa e em viagens de trabalho por todo o mundo, José e Pilar é um retrato surpreendente de um autor durante o seu processo de criação e da relação de um casal empenhado em mudar o mundo – ou, pelo menos, em torná-lo melhor.
José e Pilar revela um Saramago desconhecido, desfaz ideias feitas e prova que génio e simplicidade são compatíveis. José e Pilar é um olhar sobre a vida de um dos grandes criadores do século XX e a demonstração de que, como diz Saramago, “tudo pode ser contado de outra maneira”.»
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
cheira a ETAR: os boys da política

A história é exemplar. Exemplarmente, negativa. Soube dela pelo Manuel António Pina e fez-me corar de vergonha por ser possível. Já devia desconfiar: ser político é que está a dar! Vou tentar não me esquecer disso quando tiver de classificar os meus alunos. A notícia está no Público.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
caderno das memórias coloniais
Finalmente, apresento esta entrada sobre o Caderno das Memórias Coloniais de Isabela Figueiredo, que é ainda a autora de dois blogues, o concluído Mundo Perfeito e o actual Novo Mundo, ambos de enorme qualidade (e humor).Ao saber do primeiro aniversário do Caderno, tive de ultimar esta entrada muito ligeira que esteve a marinar há, pelo menos, uns dez meses - quando terminei a sua leitura. Devo dizer que há muito que não era assim tocado, além de que me despertou a vontade de voltar depressa à literatura autobiográfica. Aliás, respondendo à dedicatória que me escreveu: apreciei demasiado a leitura.
Se não conhecem o livro ou a voz doce da autora, descubram-na nas entrevistas e nos excertos do Caderno apresentados abaixo. Perceberão que, facilmente, se passa da ironia à denúncia, do amor ao ódio e ao choque. Um livro muito humano, basicamente.
1 »» Leitura de um excerto do Caderno pela voz da autora
2 »» Outro excerto em .pdf
3 »» Outro excerto também lido pela Isabela Figueiredo
4 »» Mais outro excerto pela voz da autora:
2 »» Outro excerto em .pdf
3 »» Outro excerto também lido pela Isabela Figueiredo
4 »» Mais outro excerto pela voz da autora:
»» Entrevista dada a Luís Caetano [03-04-2010] »»
»» Entrevista dada a Carlos Vaz Marques [20-01-2010] »»
»» A propósito dos lançamentos do Caderno, por Eduardo Pitta, Ana Luísa Amaral e Margarida Calafate Ribeiro.
domingo, 21 de novembro de 2010
artista da semana : Jason de Caires Taylor

Esta entrada poderia perfeitamente chamar-se vida marítima ou vida submarina ou arte subaquática ou arte viva ou criatividade pura. Ideias tão simples podem ter, como sempre, efeitos estrondosos, esmagadores. Haja alguém que negue o poder da arte em aproveitar e transformar.
Sítio de Jason de Caires Taylor (têm de perder/ ganhar algum tempo na galeria do artista!)
Cancun Underwater Museum

sábado, 20 de novembro de 2010
cimeira, reunião... whatever
Numa reunião da Cooperativa Alentejana:
- Compadres, este ano vamos comprar uma máquina nova para apanhar azeitonas, que faz tudo sozinha, ela recolhe as azeitonas das árvores, separa as folhas e ramos partidos e até retira os caroços. Vamos aumentar imenso a nossa produtividade e poupar muito na mão-de-obra.
- Isso parece realmente muito bom, compadre, mas diga-me lá, essa máquina também faz SEXO?
- SEXO? Oh compadre, claro que nãoooo...
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
igreja solidária ¿!

Até fiquei
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
terça-feira, 16 de novembro de 2010
palavras que nos salvam : Eduarda Chiote
CEGA TRAGICIDADE
Hoje possuí-te o corpo
que te havia
abandonado. Estavas branco,
acabado de morrer
cegamente.
Só a mim cabia o cobrir-te a nudez
com a toalha de banho
ou o abandonar-te
no quarto do hotel,
chamando o porteiro de
urgência.
Ainda há pouco,
tomado de contracções, o teu pénis enrijecera,
e, para meu espanto,
ejaculara sozinho
e atónito.
Lasso, pendera para o lado esquerdo,
tombando
sob a tua virilha: um pequeno animal
dócil.
Toquei-o leve.
Reagiu, enfastiado.
Sustentava-o ainda uma tristeza
terrena: o resto de um cheiro
bom. A sémen.
Bebi-to, debruçada sobre
o que atravessara essa deliciosa
ferida, interrogando-a: - Então… és tu, prazer
amado, o fim de um homem?
A alma não dava, nele, o mínimo sinal
de recusa.
Colhi-a em minha boca.
E foi nesse instante que me apercebi
de que o nosso exílio
não seria nunca definitivo.
Debrucei-me sobre o recorte dos teus lábios
e aspirei neles o sopro da minha
própria fala.
Queimava.
O teu corpo era agora o meu
– uma frieza como jamais havia sentido, definindo
as dês(razões) do meu copular
a morte.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
rir ainda será o melhor remédio?
1 #
COMUNICADO do Gabinete do Primeiro Ministro
Faz o Governo saber que, até nova ordem, tendo em consideração a actual situação das contas públicas e como medida de contenção de despesas, a luz ao fundo do túnel será desligada.
2 #
Recessão é quando o vizinho perde o seu emprego;
depressão quando perdes o teu;
e recuperação quando Sócrates perder o dele.
3 #
Pediram ao polvo Paul para adivinhar o resultado das próximas eleições legislativas em Portugal. Entre a caixinha de comida com a foto do Sócrates, e a outra com a do Passos Coelho... O polvo preferiu morrer à fome!
Faz o Governo saber que, até nova ordem, tendo em consideração a actual situação das contas públicas e como medida de contenção de despesas, a luz ao fundo do túnel será desligada.
2 #
Recessão é quando o vizinho perde o seu emprego;
depressão quando perdes o teu;
e recuperação quando Sócrates perder o dele.
3 #
Pediram ao polvo Paul para adivinhar o resultado das próximas eleições legislativas em Portugal. Entre a caixinha de comida com a foto do Sócrates, e a outra com a do Passos Coelho... O polvo preferiu morrer à fome!
domingo, 14 de novembro de 2010
quando formos grandes, queremos ser assim : Henryk Górecki
Henryk Mikołaj Górecki
[6 de Dezembro, 1933 † 12 de Novembro, 2010]
[6 de Dezembro, 1933 † 12 de Novembro, 2010]
Apercebi-me ontem que tinha morrido anteontem o compositor de uma das obras que amo: Sinfonia nº 3 (Sinfonia da Lamentações) de Henryk Górecki. Já anteriormente aqui tinha posto duas entradas, mas, se não se lembram, ora ouçam estes três excertos:
sábado, 13 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
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