sempre têm a possibilidade de acionarem as legendas em inglês - clicar em cc)
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Egito
sempre têm a possibilidade de acionarem as legendas em inglês - clicar em cc)
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
de facto, acabou-se a questão
Por vários motivos. O principal prende-se mesmo com a posição estratégica que uma língua pode ter - a língua que não é de ninguém mas tão somente de todos os que a falam. É isso que está a acontecer com o português. O espanhol conseguiu há pouco tempo um acordo absolutamente estratégico: uma gramática comum a todos os territórios que falam a língua; nós ainda continuamos a negociar migalhas. Sim, que o acordo não mexe em mais do que migalhas: a ortografia é só um aspeto de uma língua, por sinal, um dos mais artificiais e mutáveis.
Qualquer pessoa que tenha estudado um pouco de uma língua sabe disso. Há quem não queira mudar por opção e convicção. Mas, em geral, as pessoas são preguiçosas e habituaram-se a ler Camões com a ortografia atualizada; as pessoas são preguiçosas e habituaram-se a ler Pessoa com a ortografia atualizada; as pessoas são preguiçosas e já nem se lembram dos acentos graves que pululavam em tudo o que era advérbio formado com o sufixo -mente e cujo adjetivo era acentuado. Por exemplo. As pessoas são preguiçosas e habituaram-se a aprender que é assim e não assado porque houve uma convenção. As pessoas são preguiçosas e nem se lembram que há um século não havia nenhum acordo ortográfico, nenhuma norma estipulada que lhes dissesse que era correto fotografico, fotográfico, fotographico, fotográphico. Porque era, basicamente, ao gosto do freguês que podia ser mais ou menos fiel à etimologia.
As pessoas agarram-se, às vezes quase desesperadamente, à origem. Sim, claro. Por causa da origem, lembro-me sempre do italiano, dessa língua à beira da extinção porque nenhum italiano sabe onde acentuar as palavras que em italiano não têm acentos, não têm "c" mudos ou, pasme-se, nem agás em início de palavra. Que pecado capital: uomo, esitate... Mas, claro, ninguém se lembra do italiano que nem é ainda a língua mais próxima do latim.
No latim está a origem afinal de cerca de 80% dos vocábulos da língua portuguesa que foi enriquecida nos outros 20% com palavras de outras línguas (noutras zonas geográficas a percentagem será maior, com certeza). Nós não nos ficámos pelo latim, fomos muito mais longe. E quem é que se lembra que óculo e olho têm origem na mesma palavra latina? Ou cátedra e cadeira. Ou mácula e mancha. Ou areia e arena. Et caetera. Só que umas palavras chegaram-nos pela voz do povo e, logo, mais alteradas, distantes da origem.
Portanto, acalmem-se: se a língua não evaporou antes, também não evaporará depois, assim continuemos a perceber melhor alguns galegos que determinados dialetos açorianos; assim atualizem corretores ortográficos; assim continuemos a corrigir alunos que por ignorância pura não distinguem -ão de -am, entre muitos outros erros que se reproduzem nos discursos mais sublimes e mais abjetos da nossa vida nacional - os blogues não são alheios a tal fenómeno, obviamente!
De facto, para mim, acabou-se a questão e esforçar-me-ei por pôr o acordo em prática. Acham que falta alguma coisa, é? Ná! Essa sensação de desconforto passará depressa. Não nos esqueçamos que a língua, fator de união (inter)nacional, é muito mais do que nós. Muito mais extensa do que esta «ocidental praia lusitana» [ou deverei registar «Occidental praya Lusitana»?].
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Apêndice
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
tal e qual

... « Alunos detestao o acordo ortografiko »
informo que não impedirei mais os comentários!
por agora, pelo menos. e até voltar a dar-me na telha.
mas aviso já que o tempo para olhar para o lado é nenhum.
agora e doravante.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
hoje apetece-me
E hoje apetece-me dizer que tenho vergonha de pertencer a um povo que se une para defender assassinos confessos.
Além disso, apetece-me agradecer o piropo do meu gajo!...
domingo, 6 de fevereiro de 2011
artistas da semana : Walter Schels & Beate Lakotta
Cantiga a este moto seu
De que me serve fugir
da morte, dor e perigo,
se me eu levo comigo?
Voltas
Tenho-me persuadido,
por razão conveniente,
que não posso ser contente,
pois que pude ser nacido.
Anda sempre tão unido
o meu tormento comigo
que eu mesmo sou meu perigo.
E se de mi me livrasse,
nenhum gosto me seria;
que, não sendo eu, não teria
mal que esse bem me tirasse.
Força é logo que assi passe,
ou com desgosto comigo,
ou sem gosto e sem perigo.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
cinema
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
opções : menos é mais
Há outras questões: o meu lado urbano tem alguma tendência para o minimal, mas o lado rural delira com uma qualquer insinuação de bom kitsch. E lá se vai a tentativa de bom gosto.
Antes, de vez em quando, mudava a fotografia do cabeçalho aqui do estaminé; agora, ao ritmo de uma por semana, pretendo mudar a(s) fotografia(s) do fundo que quer(em) dar o toque, a textura cromática - mais ou menos abstracta - que há-de chegar aos exageros de quase bebedeira. Espero que gostem.
Já agora, aproveitem e confiram a energia que se gasta a carregar os vossos blogues. Por aqui, o preto continuará a ser a nossa cor.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
cold war
Janelle Monáe, Cold War

é do meu Zé? Notaram?
Há muito tempo que ele não punha aqui nada... até eu já tinha saudades!]
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
concertos
A 14 de Janeiro, vimos, pela terceira vez, a Soprano Ute Lemper, desta vez com a Orquestra Gulbenkian, dirigida pelo Maestro Lawrence Foster. O espectáculo "De Berlim a Paris" trouxe música de Paul Hindemith (Abertura da ópera Neues vom Tage), Kurt Weill (Die Moritat von Mackie Messer, Song of Mendeley, Youkali, J'attends un navire, Saga of Jenny), Hanns Eisler (Der Graben, Das Wasserrad), Norbert Schultze (Lili Marleen), Friedrich Hollaender (Lola), Erik Satie / Claude Debussy (Gymnopédie nº 1), Jacques Brel (Je ne sais pas, Amsterdam, Ne me quitte pas, Chanson de Jacky), Édith Piaf (Milord, Padam) e John Kander (Cabaret, All that Jazz). Um must de que fica aqui um cheirinho que alguém filmou à socapa e colocou no You Tube.
A 31 de Janeiro, vimos, pela primeira vez, o Al-Kindi Ensemble, com Julien Jâlal Eddine Weiss (kanun, direcção), no espectáculo Stabat Mater Dolorosa, homenagem cristã e muçulmana a Maria. O programa reuniu cerca de vinte figuras, incluindo um coro bizantino, derviches sírios e o cantor soufi Sheikh Habboush. Uma limpeza de alma!
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
un point c'est toi
(e surpreendente, também)
que coube ao Special K para o jantar de blogues do ano passado. Entretanto, por aqui vai uma pausa para o muito trabalho!
domingo, 16 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
ah, e tal / dois
Outra situação ocorreu em Florença, num dia de borrasca, tendo nós bilhete pré-comprado e com reserva (sim, pagámos mais 4€ cada um) para a Galleria dell’Accademia, estávamos na fila e o segurança queria mandar-nos para outra fila, por sinal, gigante, argumentando que não podíamos entrar naquela... Com mais um americano, fizemos finca-pé. E por pouco comiam-nos os 4€.
Num comboio, houve uma família numerosa de asiáticos (chineses?) que foi abordada por um pica e fizeram um pé de guerra que durou mais de duas horas, com polícia e tudo porque não tinham pago o bilhetes das crianças.
Ah, e a maior decepção? Incrível, mas foi mesmo a Galleria degli Uffizi. Pelo tempo de espera (quando forem, comprem online com reserva!!!) que deve ter rondado duas horas, pelos magotes de pessoas, pelos grupos de turistas que invadem salas, fazem imenso barulho e não deixam ninguém usufruir dignamente qualquer que seja a obra de arte.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
ah, e tal / um
Assim, no verão passado, cumpriu-se: 3 dias inteiros só para Florença e outros 3 só para Veneza. Além disso, ainda fomos a Lucca, Pisa, Bologna, Ravenna e Padova. Mesmo não tendo sido um período demasiado alargado, foram as férias mais longas que já tivemos no estrangeiro. Voltámos cheios. Satisfeitos. Foi caro, mas voltámos realmente muito satisfeitos com as surpresas que os vários sítios nos revelaram. Deslocámo-nos sempre de comboio, com bilhetes que individualmente nos custaram entre o 1€ e pouco até uns míseros 52€ (no veloz Frecciarossa); também andámos em toda a sorte de “carrozza” (carruagem), desde o Frecciarossa até ao regional mais regional que pode haver - mas, graças a deus, todos (!) tinham ar condicionado. Também andámos muito a pé e até à exaustão.
Estivemos mais uma vez em Milão, que foi o aeroporto para onde voámos, e desta vez vimos a Última Ceia. No Centro-Norte de Itália, ficam ainda para ver vários locais, assim de repente: Modena, Verona, Vicenza, Portovenere, Assisi, Arezzo, Siena, San Gimignano, Sirmione… ficam para outras alturas. Veneza será para voltarmos mais vezes. Por aqui se pode ver como a Itália nos encanta...
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
capuchinho
telejornal - rtp1
JORNAL DA NOITE - SIC
JORNAL NACIONAL - TVI
“... onde vamos parar, onde estão as autoridades deste país?! A menina ia sozinha para a casa da avó a pé! Não existe transporte público naquela zona? Onde está a família desta menina? E a Comissão de Protecção de Menores? Tragicamente esta criança foi devorada viva por um lobo. Em épocas de crise, até os lobos, animais em vias de extinção, resolvem aparecer?? Isto é uma lambada na cara da actual governação portuguesa.”
CORREIO DA MANHÃ
“Governo envolvido no escândalo do Lobo”
JORNAL DE NOTÍCIAS
“Como chegar à casa da avozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho”
Revista MARIA
“Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama”
LUX
“Na cama com o lobo e a avó”
EXPRESSO
Legenda da foto: “Capuchinho, à direita, aperta a mão do seu salvador”. Na reportagem, caixa com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Capuchinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.
PÚBLICO
“Lobo que devorou Capuchinho Vermelho seria filiado no PS”
O PRIMEIRO DE JANEIRO
“Sangue e tragédia na casa da avozinha”
CARAS
Ensaio fotográfico com Capuchinho na semana seguinte: Na banheira de hidromassagem, Capuchinho fala à CARAS: "Até ser devorada, eu não dava valor à vida. Hoje sou outra pessoa.”
MAXMEN
Ensaio fotográfico no mês seguinte: “Veja o que só o lobo viu”
SÁBADO






