sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

e esta, hein?

Na continuação da entrada de ontem, mais duas músicas de Rita Lee, ambas do álbum Santa Rita de Sampa (1997).
Se não conhecem, vão adorar! Com ironia q.b., muito sarcasmo e montes de trocadilhos à mistura: "Não seja condenado a votar em canastrão".


Rita Lee, Obrigado não




"Defensora dos frascos e comprimidos
(...) Deolinda dos sem rainha
(...) Heavy metal de Santa Izildinha
(...) Virgem e mártir de toda a gentalha
Fogo de Camille Paspaglia" (trocadilho com nome da lésbica e anti-feminista Camille Paglia)

Rita Lee, Santa Rita de Sampa

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

'longe daqui'

A entrada original (só com a letra da música) é de 25-11-2007. Recupero-a agora para reafirmar que gosto bastante de Rita Lee, mas gosto sobretudo de meia dúzia de músicas dela. O Zé também. Músicas geniais. A que hoje aqui ponho é uma dessas que me persegue há vários anos. Já sem os corações pirosos a pularem por aqui, porque hei de eu ter-me lembrado dela... porque terá sido?

Rita Lee, Longe daqui »» Santa Rita de Sampa

Longe daqui, aqui mesmo
Longe daqui, aqui mesmo

Tão longe daqui, aqui mesmo
No sinal vermelho
No topo da montanha
O delírio de estar vivo e simplesmente ser
Deixar-se levar pela correnteza
Na incerteza de avistar um farol

Longe daqui, aqui mesmo
Tão longe daqui, aqui mesmo

Desmaia a noite
Acorda o sol
Secam lágrimas de medo
Revela-se o segredo do escuro
O muro era apenas uma ponte
Entre a sede e a fonte
A morte não é mais do que mais um a menos...

Longe daqui, aqui mesmo
Tão longe daqui, aqui mesmo

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

resposta: 'i melt with you'

Fotografia do fantástico Marc da Cunha Lopes [+ fotos]




O amor é tão bonito que estarmos assim fisicamente separados não tem graça nenhuma... respondo com uma escolha também musical:
Modern English, I Melt With You

my valentine

Para ti!
Com (mais) amor, mesmo distante...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

'o meu amor tem a força de uma G3'



« La Chanson Noire é um manifesto artístico de cariz primordialmente musical nascido em 2007, tendo como principal objetivo a divulgação dos prazeres da decadência, a apologia da exuberância e da extravagância, a defesa da liberdade e da libertinagem. Chanson Noire não é um projeto de cariz urbano-depressivo é totalmente um projeto bucolico-depressivo. »

















La Chanson Noire, O Meu Amor Tem a Força de Uma G3 (álbum Música para os Mortos)
« tento não parecer-te só um estranho
e tento o meu melhor desempenho
neste jogo sujo de enganos
tento apenas não causar mais danos

eu quero amar-te, eu quero amar-te,
será que tu não vês
que o meu amor tem a força de uma g3

tento ser o adónis que não sou
sofrendo por tudo o que te dou
não causar surpresa ou nova vida
num coração partido a partida

eu quero amar-te, eu quero amar-te,
será que tu não vês
que o meu amor tem a força de uma g3»




sábado, 12 de fevereiro de 2011

Egito

Parece-me ser difícil ficar indiferente!


(se tiverem dúvidas no árabe,
sempre têm a possibilidade de acionarem as legendas em inglês - clicar em cc)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

de facto, acabou-se a questão

Não faço disso o meu cavalo de batalha, mas sou absolutamente a favor do acordo ortográfico.
Por vários motivos. O principal prende-se mesmo com a posição estratégica que uma língua pode ter - a língua que não é de ninguém mas tão somente de todos os que a falam. É isso que está a acontecer com o português. O espanhol conseguiu há pouco tempo um acordo absolutamente estratégico: uma gramática comum a todos os territórios que falam a língua; nós ainda continuamos a negociar migalhas. Sim, que o acordo não mexe em mais do que migalhas: a ortografia é só um aspeto de uma língua, por sinal, um dos mais artificiais e mutáveis.
Qualquer pessoa que tenha estudado um pouco de uma língua sabe disso. Há quem não queira mudar por opção e convicção. Mas, em geral, as pessoas são preguiçosas e habituaram-se a ler Camões com a ortografia atualizada; as pessoas são preguiçosas e habituaram-se a ler Pessoa
com a ortografia atualizada; as pessoas são preguiçosas e já nem se lembram dos acentos graves que pululavam em tudo o que era advérbio formado com o sufixo -mente e cujo adjetivo era acentuado. Por exemplo. As pessoas são preguiçosas e habituaram-se a aprender que é assim e não assado porque houve uma convenção. As pessoas são preguiçosas e nem se lembram que há um século não havia nenhum acordo ortográfico, nenhuma norma estipulada que lhes dissesse que era correto fotografico, fotográfico, fotographico, fotográphico. Porque era, basicamente, ao gosto do freguês que podia ser mais ou menos fiel à etimologia.
As pessoas agarram-se, às vezes quase desesperadamente, à origem. Sim, claro. Por causa da origem, lembro-me sempre do italiano, dessa língua à beira da extinção porque nenhum italiano sabe onde acentuar as palavras que em italiano não têm acentos, não têm "c" mudos ou, pasme-se, nem agás em início de palavra. Que pecado capital:
uomo, esitate... Mas, claro, ninguém se lembra do italiano que nem é ainda a língua mais próxima do latim.
No latim está a origem afinal de cerca de 80% dos vocábulos da língua portuguesa que foi enriquecida nos outros 20% com palavras de outras línguas (noutras zonas geográficas a percentagem será maior, com certeza). Nós não nos ficámos pelo latim, fomos muito mais
longe. E quem é que se lembra que óculo e olho têm origem na mesma palavra latina? Ou cátedra e cadeira. Ou mácula e mancha. Ou areia e arena. Et caetera. Só que umas palavras chegaram-nos pela voz do povo e, logo, mais alteradas, distantes da origem.
Portanto, acalmem-se: se a língua não evaporou antes, também não evaporará depois, assim continuemos a perceber melhor alguns galegos que determinados dialetos açorianos; assim atualizem corretores ortográficos; assim continuemos a corrigir alunos que por ignorância pura não distinguem
-ão de -am, entre muitos outros erros que se reproduzem nos discursos mais sublimes e mais abjetos da nossa vida nacional - os blogues não são alheios a tal fenómeno, obviamente!
De facto, para mim, acabou-se a questão e esforçar-me-ei por pôr o acordo em prática. Acham que falta alguma coisa, é? Ná! Essa sensação de desconforto passará depressa. Não nos esqueçamos que a língua, fator de união (inter)nacional, é muito mais do que nós. Muito mais extensa do que esta «ocidental praia lusitana» [ou deverei registar «Occidental praya Lusitana»?].




*****
Apêndice

[clicar sobre as imagens para ir para os sítios]

Grammatica da lingua portuguesa de João de Barros, 1540 (a primeira gramática do português)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

tal e qual




... « Alunos detestao o acordo ortografiko »



































nota (não de rodapé): a pedido, e após chamadas de atenção,
informo que não impedirei mais os comentários!
por agora, pelo menos. e até voltar a dar-me na telha.
mas aviso já que o tempo para olhar para o lado é nenhum.
agora e doravante.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

hoje apetece-me

Apetece-me aqui, hoje, inaugurar uma espécie de uma nova secção. Vou chamar-lhe "Hoje apetece-me..."
E hoje apetece-me dizer que tenho vergonha de pertencer a um povo que se une para defender assassinos confessos.

Além disso, apetece-me agradecer o piropo do meu gajo!...

domingo, 6 de fevereiro de 2011

artistas da semana : Walter Schels & Beate Lakotta

Em 2006, houve uma exposição na Mãe d'Água das Amoreiras que, se bem me lembro, tinha o título de Amor-te e mostrava fotografias de Walter Schels & Beate Lakotta. Trata-se de um trabalho impressionante, quase chocante, que se chama "Life Before Death: portraits of the dying". No outro dia tropecei nestes retratos e lembrei-me, obviamente, dos nossos - até por causa das datas de ontem e 27 de Janeiro...

Qualquer uma das próximas ligações é suficientemente elucidativa. Aviso já que não é para apreciarem. Mas sempre pode servir como motivo de reflexão.




Cantiga a este moto seu
De que me serve fugir
da morte, dor e perigo,
se me eu levo comigo?


Voltas
Tenho-me persuadido,
por razão conveniente,
que não posso ser contente,
pois que pude ser nacido.
Anda sempre tão unido
o meu tormento comigo
que eu mesmo sou meu perigo.

E se de mi me livrasse,
nenhum gosto me seria;
que, não sendo eu, não teria
mal que esse bem me tirasse.
Força é logo que assi passe,
ou com desgosto comigo,
ou sem gosto e sem perigo.
Luís de Camões

sábado, 5 de fevereiro de 2011

cinema

diz-se por aí que a vida é um palco. teatro. mas também podia ser muitas outras coisas. por exemplo, um filme. um qualquer. é só escolher o género. lembro-me que, hoje, podia ser dia de ir ao cinema. mas hoje não. hoje, na verdade, estou só triste.



Rodrigo Leão, Cinema

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

opções : menos é mais

A propósito do comentário que o Luís nos deixou, devo acrescentar que não é em vão que o preto domina aqui no blogue. Também não tem nada a ver com tons de pele ou com o nosso gosto por tezes mais escuras. Eu explico: de facto, os tons escuros sempre sobressaíram por aqui e o objectivo principal sempre foi poupar energia. Nos primórdios do felizes juntos, já tinha apresentado o Blackle - pesquisador negro que usa a tecnologia Google.
Há outras questões: o meu lado urbano tem alguma tendência para o minimal, mas o lado rural delira com uma qualquer insinuação de bom kitsch. E lá se vai a tentativa de bom gosto.
Antes, de vez em quando, mudava a fotografia do cabeçalho aqui do estaminé; agora, ao ritmo de uma por semana, pretendo mudar a(s) fotografia(s) do fundo que quer(em) dar o toque, a textura cromática - mais ou menos abstracta - que há-de chegar aos exageros de quase bebedeira. Espero que gostem.
Já agora, aproveitem e confiram a energia que se gasta a carregar os vossos blogues. Por aqui, o preto continuará a ser a nossa cor.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

cold war


Janelle Monáe, Cold War







[post scriptum: notaram que a entrada anterior
é do meu ? Notaram?
Há muito tempo que ele não punha aqui nada... até eu já tinha saudades!]

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

concertos

O mês de Janeiro levou-nos por duas vezes ao Grande Auditório da Gulbenkian. Foram duas noites para lembrar.
A 14 de Janeiro, vimos, pela terceira vez, a Soprano Ute Lemper, desta vez com a Orquestra Gulbenkian, dirigida pelo Maestro Lawrence Foster. O espectáculo "De Berlim a Paris" trouxe música de Paul Hindemith (Abertura da ópera Neues vom Tage), Kurt Weill (Die Moritat von Mackie Messer, Song of Mendeley, Youkali, J'attends un navire, Saga of Jenny), Hanns Eisler (Der Graben, Das Wasserrad), Norbert Schultze (Lili Marleen), Friedrich Hollaender (Lola), Erik Satie / Claude Debussy (Gymnopédie nº 1), Jacques Brel (Je ne sais pas, Amsterdam, Ne me quitte pas, Chanson de Jacky), Édith Piaf (Milord, Padam) e John Kander (Cabaret, All that Jazz). Um must de que fica aqui um cheirinho que alguém filmou à socapa e colocou no You Tube.

Adoramos a Ute, pois claro. O concerto com orquestra sinfónica prometia e não podíamos faltar. A interpretação (com direito a lágrimas) de Ne me quitte pas é uma das mais vivas memórias dessa noite.

A 31 de Janeiro, vimos, pela primeira vez, o Al-Kindi Ensemble, com Julien Jâlal Eddine Weiss (kanun, direcção), no espectáculo Stabat Mater Dolorosa, homenagem cristã e muçulmana a Maria. O programa reuniu cerca de vinte figuras, incluindo um coro bizantino, derviches sírios e o cantor soufi Sheikh Habboush. Uma limpeza de alma!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

un point c'est toi


Para animar estes dias escuros e frios, fica esta excelente sugestão
(e surpreendente, também)
que coube ao Special K para o jantar de blogues do ano passado. Entretanto, por aqui vai uma pausa para o muito trabalho!

sábado, 15 de janeiro de 2011

ah, e tal / dois

À distância, podemos dizer que na viagem a Itália correu tudo bem. Mas, claro, a organização italiana tinha de se manifestar de alguma forma. Sim, os italianos são muito piores que nós em termos de organização. Digamos que o que correu pior aconteceu num restaurante em Veneza, cujo empregado não queria aceitar 0,40€ em moedas de 5 cêntimos. Foi engraçado, porque nos serviu surper mal, cobrou caro pelo serviço (coperto) e ainda teve a lata de nos dizer que aquelas moedas eram negras e que só serviam para supermercados e máquinas de tabaco... não serviam para um restaurante. Ah, foi ver-nos crescer!...
Outra situação ocorreu em Florença, num dia de borrasca, tendo nós bilhete pré-comprado e com reserva (sim, pagámos mais 4€ cada um) para a Galleria dell’Accademia, estávamos na fila e o segurança queria mandar-nos para outra fila, por sinal, gigante, argumentando que não podíamos entrar naquela... Com mais um americano, fizemos finca-pé. E por pouco comiam-nos os 4€.
Num comboio, houve uma família numerosa de asiáticos (chineses?) que foi abordada por um pica e fizeram um pé de guerra que durou mais de duas horas, com polícia e tudo porque não tinham pago o bilhetes das crianças.
Ah, e a maior decepção? Incrível, mas foi mesmo a Galleria degli Uffizi. Pelo tempo de espera (quando forem, comprem online com reserva!!!) que deve ter rondado duas horas, pelos magotes de pessoas, pelos grupos de turistas que invadem salas, fazem imenso barulho e não deixam ninguém usufruir dignamente qualquer que seja a obra de arte.






sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ah, e tal / um

Em 2005, fiz um curso em Bolonha com mais 5 universitários portugueses (alguns de nós acabámos por nos tornar amigos); foram 2 semanas fabulosas. Mas só lá passámos 1 fim-de-semana (o anterior ao Carnaval) que aproveitámos para ir a Florença num dia e a Veneza no outro. As duas cidades foram uma surpresa absoluta. Percebi imediatamente que tinha de voltar com o Zé e com mais tempo.
Assim, no verão passado, cumpriu-se: 3 dias inteiros só para Florença e outros 3 só para Veneza. Além disso, ainda fomos a Lucca, Pisa, Bologna, Ravenna e Padova. Mesmo não tendo sido um período demasiado alargado, foram as férias mais longas que já tivemos no estrangeiro. Voltámos cheios. Satisfeitos. Foi caro, mas voltámos realmente muito satisfeitos com as surpresas que os vários sítios nos revelaram. Deslocámo-nos sempre de comboio, com bilhetes que individualmente nos custaram entre o 1€ e pouco até uns míseros 52€ (no veloz Frecciarossa); também andámos em toda a sorte de “carrozza” (carruagem), desde o Frecciarossa até ao regional mais regional que pode haver - mas, graças a deus, todos (!) tinham ar condicionado. Também andámos muito a pé e até à exaustão.
Estivemos mais uma vez em Milão, que foi o aeroporto para onde voámos, e desta vez vimos a Última Ceia. No Centro-Norte de Itália, ficam ainda para ver vários locais, assim de repente: Modena, Verona, Vicenza, Portovenere, Assisi, Arezzo, Siena, San Gimignano, Sirmione… ficam para outras alturas. Veneza será para voltarmos mais vezes. Por aqui se pode ver como a Itália nos encanta...





quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

capuchinho

Como a imprensa portuguesa noticiaria a história do Capuchinho Vermelho


telejornal - rtp1
“Boa noite. Uma menina chegou a ser devorada por um lobo na noite de ontem... mas a actuação de um caçador evitou a tragédia”


JORNAL DA NOITE - SIC
“Vamos agora dar-lhe conta de uma notícia de última hora. Uma menina foi literalmente engolida por um lobo quando se dirigia para casa da sua avó! Esta é uma história aterradora mas com um final feliz... o Sr. telespectador não vai acreditar mas, esta linda criança foi retirada viva da barriga do lobo! Simplesmente genial!”

JORNAL NACIONAL - TVI
“... onde vamos parar, onde estão as autoridades deste país?! A menina ia sozinha para a casa da avó a pé! Não existe transporte público naquela zona? Onde está a família desta menina? E a Comissão de Protecção de Menores? Tragicamente esta criança foi devorada viva por um lobo. Em épocas de crise, até os lobos, animais em vias de extinção, resolvem aparecer?? Isto é uma lambada na cara da actual governação portuguesa.”


CORREIO DA MANHÃ
“Governo envolvido no escândalo do Lobo”


JORNAL DE NOTÍCIAS
“Como chegar à casa da avozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho”


Revista MARIA
“Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama”


LUX
“Na cama com o lobo e a avó”


EXPRESSO
Legenda da foto: “Capuchinho, à direita, aperta a mão do seu salvador”. Na reportagem, caixa com um zoólogo explicando os hábitos alimentares dos lobos e um imenso infográfico mostrando como Capuchinho foi devorada e depois salva pelo lenhador.


PÚBLICO
“Lobo que devorou Capuchinho Vermelho seria filiado no PS”


O PRIMEIRO DE JANEIRO
“Sangue e tragédia na casa da avozinha”


CARAS
Ensaio fotográfico com Capuchinho na semana seguinte: Na banheira de hidromassagem, Capuchinho fala à CARAS: "Até ser devorada, eu não dava valor à vida. Hoje sou outra pessoa.”


MAXMEN
Ensaio fotográfico no mês seguinte: “Veja o que só o lobo viu”


SÁBADO

“Gravações revelam que lobo foi assessor político de grande influência”

[recebido por email]

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

fresquíssimo (english / español)

Acabadinhos de sair, estes vídeos de Ricky Martin com as versões em inglês e em espanhol: The Best Thing About Me Is You // Lo Mejor De Mi Vida Eres Tú. Apesar de não gostar muito da música, os vídeos são todo um tratado!






domingo, 9 de janeiro de 2011

que entrem os palhaços

Ontem, por causa dos vídeos com a Shirley Bassey, estávamos no youtube quando apareceu um registo com uma música que o Zé referiu como muito bonita: "Send in the clowns" ("Que entrem os palhaços"):
"Send in the Clowns" (numa tradução livre, Que Entrem os Palhaços) é uma canção de Stephen Sondheim, composta para o musical A Little Night Music de 1973. É uma balada lenta e tristonha, na qual a personagem Desiree reflete sobre as ironias e desapontamentos de sua vida.
Nunca a tinha ouvido e o meu Zé mostrou-me várias versões; e, afinal, tudo o que é cantor já a cantou (ele, inclusive). Como ele frisou, a versão da Shirley Bassey é muito, muito boa (da versão da Barbra Streisand, não gostei tanto). Também gostei muito da Glenn Close; e ponho ainda aqui a ligação para a versão de Renato Russo porque o vídeo tem a letra traduzida. Ora, oiçam. [p.s. obrigado ao Sôfrego que também notou a ausência desta música na selecção das 7 músicas que tinha feito da Shirley]




Shirley Bassey




Glenn Close



Ontem, a primeira pessoa a dizer-nos, estupefacta, que o Carlos Castro tinha sido assassinado foi uma vizinha, a idosa que mora por baixo de nós. Carlos Castro não nos disse muito, nunca nutri grande simpatia, mas morrer assim ultrapassa os nossos limites do compreensível - e, claro, a mutilação tem de ter algum significado.



Ontem, pode não parecer, a música "Send in the clowns" veio ao meu encontro para me comover como a morte macabra foi de encontro a Carlos Castro. Música e assassinato têm tudo a ver. Chamem o CSI.

sábado, 8 de janeiro de 2011

maravilhosa Dama Shirley Bassey

Faz hoje 74 anos. E nunca pensei que houvesse tanta coisa dela no youtube!


This is my life
:


Diamonds are forever ::


Goldfinger :::


My way ::::


Get the party started :::::


Big spender ::::::


I am what I am
(2009) :::::::

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

talento ::: la grenouille

Têm de ver este talento! Dói só de ver :::::

vҽnham ṁuitas maᴉs

NOITE DE NÚPCIAS

Um tipo está a jogar ténis e leva uma bolada forte nos países baixos, causando um 'trauma muscular peniano'. Em agonia, dirige-se ao médico:
-Doutor, veja o que é que pode fazer por mim... Vou casar no final da semana; a minha noiva é virgem e não posso decepcioná-la.
- Não se preocupe, vou tratar de si de maneira que esteja tudo em ordem para o dia do seu casamento.
Então pega 4 pauzinhos que habitualmente são usados para examinar a garganta dos pacientes e, com fita adesiva, consegue prendê-los ao redor da gaita.
O tipo não conta nada à noiva, casam-se, e na noite de núpcias, já na privacidade do quarto, a noiva fogosa arranca os botões da blusa e mostra-lhe os peitos exclamando:
- És o primeiro! Nunca nenhum homem tocou estes seios! Para não ficar atrás, o noivo abre a braguilha, baixa as calças e exclama:
- Olha, estás a ver? Ainda está encaixotado!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

«casos de indisciplina e agressão»

Por causa desta notícia, lembrei-me das seguintes palavras:
«A educação preocupa-me muitíssimo, sobretudo porque é um problema muito evidente, claro e transparente e ninguém faz nada a este respeito. Confundiu-se a instrução com a educação durante muitos anos e agora estamos a pagar as consequências. Instruir é transmitir dados e conhecimentos. Educar é outra coisa, é transmitir valores [...] Há décadas, o que havia era um Ministério da Instrução Pública, não da Educação. A educação era outra coisa. Se para ser educado tivesse que ter sido instruído previamente, eu seria uma das criatura mais ignorantes do mundo. Os meus familiares eram analfabetos, como me iriam instruir? É impossível. Mas sim, educaram-me, sim, transmitiram-me os valores básicos e fundamentais. Vivia numa casa paupérrima e saí dali educado. Milagre? Não, não há nenhum milagre. Aprendi a vida e a lição dos mais velhos quando nem eles mesmos sabiam que me estavam a dar lições.»

José Saramago (“Vivimos en una sociedad que carece de educación”, Canarias 7, Las Palmas de Gran Canaria, 4 de Fevereiro de 2007 in José Saramago nas Suas Palavras)

domingo, 2 de janeiro de 2011

DA LITERATURA



Da Literatura - Parece que foi ontem, mas já é um menino grande: tem nada mais nada menos do que seis anos. Muitos parabéns ao seu autor, Eduardo Pitta, que começou acompanhado mas acabou muito bem sozinho, tendo conseguido manter o blogue fresquíssimo e marcado a diferença na blogosfera nacional.
Brindemos, pois!


[a montagem é sobre fotografias minhas]

sábado, 1 de janeiro de 2011

Yehonathan ≈ remember when

Isto é só festa... talvez inspirado no vídeo de ontem (ou deverei dizer já do ano passado?), o israelita Yehonathan - de quem já aqui tinha posto dois vídeos não sei há quantos séculos atrás. Ignorem as previsões e os pressentimentos pessoais e tenham um excelente 2011!




E um complemento »» http://www.youtube.com...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Justin Bond ≈ in the end

Chegamos ao fim de um ano infausto, que dos poucos factos positivos que teve foi a aprovação do casamento em homossexuais, e entramos naquele que ainda se afigura pior... Não há resoluções que resistam... Enfim, aproveitem, divirtam-se enquanto podem. E, mais uma vez, refiro-me aqui a Shortbus. Para quem não viu, delicie-se; quem já viu, reveja. Ponho agora o final do filme, mas o que interessa mesmo é a música. A interpretação é de Justin Bond e da Hungry March Band, mas o original pertence a Scott Matthew (o barbudo que também aparece no excerto):
and as your last breath begins
you find your demon's your best friend
and we all get it in
the end



In the End

sábado, 25 de dezembro de 2010

adoração

Ainda não consegui descobri se abomino completamente as reuniões familiares com toda a gente aos gritos... E comida; muita comida; e se não como é porque estou doente, é porque não gosto, é porque estou chateado, é porque... estou simplesmente cheio e enjoado de doces. Uma coisa é certa, o espírito natalício tem tudo de puramente económico e nada de espiritual. O pai natal é que é! Menino Jesus... que é isso? Quem é que ainda se lembra porque existe Natal? Vale pelo convívio, quando as famílias são grandes (como é o meu caso) e é uma chatice quando as famílias são pequenas e pouco há para festejar (como é o caso do Zé). Ainda estamos para ver quando é que poderemos apresentarmo-nos juntos na consoada e no almoço de Natal como o casal que somos.



Julia Margaret Cameron, A adoração (c. 1865)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

1 # explicação

Finalmente, uma espécie de desafogo. Mas ainda é só uma espécie. Um cheirinho. E, depois, o tempo acaba por voar e, mal hei-de dar por isso, terminam os dias de paz e regresso aos bichos. Sim, este ano posso dizer com propriedade e a boca cheia que estou entregue aos bichos. Não é a primeira vez, mas o grau de requinte tem que se lhe diga. Deve ser carma; e, se não for, não consigo descortinar outro motivo - tento não me esquecer de que o que não nos mata nos torna mais fortes (confesso ainda que tal pensamento nem sempre funciona).
Assim, esta entrada serve para isto, para me queixar e dizer que voltam os comentários, apesar de ainda não ter tempo para responder a todos.
Além disso, quase em cima do acontecimento, faz frio e chove, não há espírito natalício que aguente o meu azedume, mas tenham excelentes festas:
Bom Natal
e
Excelente Ano Novo

sábado, 18 de dezembro de 2010

pescadinha de rabo na boca

Andava eu à procura de um registo audio com um discurso político e descobri o vídeo do José Vasconcelos (este) e o de Dalí. Aquele sobre Os Lusíadas foi o que mais me surpreendeu. Depois, descobri um vídeo com o Vasconcelos e o Jô (por sinal, novinho! E magro). Por causa do Jô, descobri o vídeo com o Costinha.







quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

fé que move montanhas

A D. Beatriz, senhora alentejana, 80 anos, solteira, organista numa igreja da Diocese de Beja. É admirada por todos pela sua simpatia e doçura. Uma tarde, convidou o novo padre da igreja para ir lanchar a sua casa e ele ficou sentado no sofá, enquanto ela foi preparar um chá. Olhando para cima do órgão, o jovem padre reparou numa jarra de vidro com água e, lá dentro, boiava um preservativo.
Quando a D. Beatriz voltou com o chá e as torradas, o padre não resistiu e perguntou-lhe o porquê de tal decoração em cima do órgão. E responde ela apontando para a jarra: "Ah! refere-se a isto? Maravilhoso, não é? Há uns meses atrás, ia eu a passear pelo parque, quando encontrei um pacotinho no chão. As indicações diziam para colocar no órgão, manter húmido e que, assim, ficava prevenida contra todas as doenças. E sabe uma coisa? Este Inverno ainda não me constipei".
A Fé é QUE NOS SALVA...

sábado, 11 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Angel of the North



Este Anjo do Norte, obra de Antony Gormley, está em Gateshead (nordeste de Inglaterra). Além de simbólico e belo, tem dimensões consideráveis.





[fotos da Wikipedia e vídeo encontrado no youtube]

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Strela do Dia

Apresento-vos a mais famosa e (das que conheço) mais bonita das Cantigas de Santa Maria. Fazendo parte do repertório religioso, estas cantigas têm a autoria atribuída a Afonso X de Castelo, o Sábio, e, já agora, avô de D. Dinis - o nosso poeta lavrador. Como as cantigas de amigo, de amor, de escarnho e maldizer, entre outras composições profanas, as cantigas de Santa Maria foram escritas naquela que era a língua culta da Península Ibérica: o galaico-português.



Santa Maria Strela do Dia
- 100 -


Esta é de loor.


Santa Maria,
Strela do dia,
mostra-nos via
pera Deus e nos guia.

Ca veer faze-los errados
que perder foran per pecados
entender de que mui culpados
son; mais per ti son perdõados
da ousadia
que lles fazia
fazer folia
mais que non deveria.

Santa Maria...

Amostrar-nos deves carreira
por gãar en toda maneira
a sen par luz e verdadeira
que tu dar-nos podes senlleira;
ca Deus a ti a
outorgaria
e a querria
por ti dar e daria.

Santa Maria...

Guiar ben nos pod' o teu siso
mais ca ren pera Parayso
u Deus ten senpre goy' e riso
pora quen en el creer quiso;
e prazer-m-ia
se te prazia
que foss' a mia
alm' en tal compannia.

Santa Maria...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

vҽnham ṁuitas maᴉs

Numa viagem de comboio ia um velhinho sentado e à sua frente ia um casal de namorados na brincadeira. O rapaz apertava o nariz da namorada e perguntava:
- Dói, amorzinho?
- Dói, sim. - respondeu ela.
E então ele deu um beijo no nariz da rapariga e perguntou:
- E agora?
- Agora já passou.
Passados alguns instantes ele apertou a bochecha da rapariga e perguntou:
- Dói?
- Dói sim.
Então ele deu-lhe um beijo na bochecha e perguntou:
- E agora?
- Agora já passou.
E continuaram naquela vida até que o velho que ia a frente deles, já cansado daquilo, diz:
- Ouve lá, ó boquinha de anjo... curas hemorróidas?