terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
artista da semana :: Jamie Beck
Além de bonita, Jamie Beck é fotógrafa de moda e tem imensos autorretratos em estilo retro. Mas está a ficar conhecida por ter começado a intervir sobre o estatismo das fotografias, imprimindo-lhes pequenos movimentos que as tornam inusitadas, irreais e surpreendentes. É como olhar para o passado e achar que ele ainda se move em retrospetiva na nossa memória. Acho fascinante o resultado, além de que muda bastante o conceito associado ao formato .gif.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
'histórias de amor' + 'fazer durar o amor'
Os vídeos de hoje são do incrível Yann Arthus-Bertrand e pertencem ao seu projecto 6 milliards d'autres.
Eu gosto de ouvir as histórias das pessoas. As semelhanças e as diferenças. E de me comover com elas.
Eu gosto de ouvir as histórias das pessoas. As semelhanças e as diferenças. E de me comover com elas.
MAIS VÍDEOS TEMÁTICOS __ família + felicidade + perdoar + estar em casa + Rwanda, histórias de um genocídio + sonhos de criança + primeiras lembranças + deixar o seu país + progresso + desafios da vida + sonhos e renúncias + testemunhas do clima + sentido da vida
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
o amor
que caminhos, os do amor?
que palavra? que rumor?
que fado ou ruim desdita?
que raro lugar habita?
em que bom jardim desponta?
será a favor ou contra?
do lado esquerdo ou direito?
se é cérebro, será peito?
será quente já que é frio?
que forma, se é sem feitio?
viverá sem ter nascido?
morrerá sem ter vivido?
longe, longe, tão perto!
errado, mas sempre certo?
certo, mas sempre errado?
será urbano, nada prado?
tudo prado, nada urbano?
todo animal, nada humano?
será chuva sem deixar
de ser sol, permanente ar?
será noite, se é só luz?
que analgésico produz
tão forte e tamanha dor?
ah... os caminhos do amor!
paulo.xxxi.v.xxiv
segunda-feira, 23 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
[...] e o convite!
| Depois do convite feito, a imagem, que tem como base a foto da entrada anterior. Não se tinham esquecido do jantar, pois não? Já falta muito pouco! Já agora, se puderem divulgar pelos vossos meios, a gerência agradece. Outros pormenores seguirão no próximo fim de semana, num email endereçado aos interessados em participar nesta 5ª edição. |
The Farm, All together now |

Deixo o código para poderem divulgar a imagem do convite, já que desta forma é mais fácil e rápido para quem o quiser colocar no respectivo estaminé.
Para quem não percebe muito do assunto, basta copiar e colar o código html aonde quiserem, só têm de ajustar as dimensões da imagem (mudar o valor "WIDTH"). Podem fazê-lo aqui e depois copiam todo o código. Ou copiam todo o código e, depois, fazem a alteração. Não custa nada, mas em caso de dúvida perguntem.
(original com 700 x 419 || 330 kb)
sábado, 21 de maio de 2011
o original [...]
As fotos abaixo são na verdade a mesma que foi tirada aquando do terceiro jantar de bloguistas (e o primeiro no Guilho), a 9 de Maio de 2009. Os sapatos são obviamente de alguns dos participantes.
A foto alterada foi publicada numa entrada de agradecimento.
A foto alterada foi publicada numa entrada de agradecimento.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
domingo, 8 de maio de 2011
coisas que eu sei
Sei pouco.
Sabemos sempre pouco para o tempo de que dispomos para aprender.
Mas sei que tenho de agradecer os comentários que fizeram à entrada que o Zé pôs sobre os 10 anos que fizemos.
Mas antes um desabafo: a semana foi tão intensa de trabalho que nem deu para me aperceber que já lá vão 10 anos. E quando digo 'intensa' não estou a ser eufemístico! Em duas noites seguidas, dormi 3h e meia, e mais horas tivesse o dia e maior seria a romaria. Confesso que ainda não me refiz totalmente e o atordoamento ainda se reflete no meu discurso e atos. Fora isso, tudo bem. Talvez seja muito exige nos pormenores. Sei que sim.
Além deste pormaior, estivemos a semana quase toda separados (e ainda bem, que de outra forma nem eu teria conseguido trabalhar tão intensamente). Ainda não comemorámos. Aliás, perfeito, perfeito seria casarmos neste ano redondo das nossas vidas. Mas ainda não chegou o momento. Os laços que nos unem já são suficientemente fortes.
Mais coisas que eu sei e das quais já nem costumo falar muito por aqui. Então:
Sei que
- há 10 anos, nenhum de nós imaginaria chegar até aqui. Como já noutras ocasiões referi, há muito que entrámos em velocidade cruzeiro: poucas coisas serão capazes de nos desviar da rota. Concluo: a questão de 'aonde havemos de chegar' ou 'até quando' não faz muito sentido. Havemos de chegar aonde nos esperam e 'para sempre' é muito tempo. E tempo nenhum.
Sei que
- há 10 anos, éramos muito mais jovens. A idade, o tempo não nos perdoam. Mas o tempo também nos ensinou a conhecermo-nos melhor. E concluo: se não consigo conhecer-me a mim próprio como é que hei de conseguir conhecer o Zé?... o conhecimento é sempre um jogo de estratégia, de aproximação, teste e tática. Gosto muito dele, mas ainda não o conheço a ponto de saber como reagir a algumas coisas que diz ou faz. O contrário (i.e., o Zé em relação a mim) é igualmente, ou mais, verdade. E concluo: dificilmente havemos de chegar a um ponto em que diremos 'Acabou a demanda, nada mais temos para descobrir um no outro'.
Sei que
- continuamos a não pertencer um ao outro. Melhor: pertencer até pertencemos, mas só parcialmente, porque nós pertencemos, antes de mais, a nós próprios. A independência é um valor (se assim lhe posso chamar) fundamental. A música da minha adolescência 'Nasce selvagem' (Resistência/ Delfins) continua a fazer todo o sentido! Ainda me arrepia. Se não se lembram, pesquisem que facilmente se reverão! E concluo: a infância, a adolescência, a família, os amigos, a escola, a sociedade, enformam-nos de um modo único, às vezes indelével, outras com uma força a que nos é impossível fugir. E esses traços estão sempre connosco, fazem com que sejamos nós próprios. De nós próprios. Se fôssemos uma propriedade, seríamos nós próprios o único titular.
Sei que
- a independência não pode impedir a negociação, a cedência, a comunicação. Afinal, o crescimento. Sei que a certa altura da nossa relação, decidimos crescer juntos. Crescer (como 'independência') é uma palavra-conceito fundamental. Se um dia decidirmos deixar de crescer, acabou. Deixará de haver caminho, rota, meta para percorrermos juntamente. Isto implica que, entretanto, tenhamos que pôr a nossa teimosia de parte e negociar e ceder. Às vezes, a comunicação entre nós é difícil e por isso andamos sempre a palpar terreno, a ver como podemos resolver alguma zona nebulosa. Acho que nunca deixámos nenhuma por dissipar. Concluo: para avançarmos, precisamos de percorrer etapas, algumas delas em que temos de ceder às perspetivas do outro. Ah, crescer é isso: abrir a nossa porta de entrada e permitir que o 'outro' entre em nós e passeie pelos nossos corredores, abra as portas e descubra, mais ou menos lentamente, os pormenores dos nossos (mais recônditos) recantos e aí deixe a marca da sua presença ou passagem (se não deixar, será absolutamente indiferente; se for indiferente não nos fará crescer em nenhum sentido = a zero, portanto = tempo perdido).
Sei que
- me custa dormir sozinho, mesmo que às vezes - quando juntos - não me apeteça dormir abraçado.
Sei que
- não precisamos de muitas palavras para comunicarmos. Só precisamos das palavras certas.
Sei que
- ensinei o Zé a gostar de fruta, a comer mais peixe e legumes, a gostar de plantas e de cores.
Sei que
- me obrigou a enfrentar alguns medos, a gostar de gatos, a ter o ouvido mais atento, a ser mais paciente e menos histriónico.
Sei que
- 10 anos é muito tempo. E que passou muito depressa!
Obrigado a tod@s pelos comentários!
Ah, e para concluir, também sei que
- viajamos sempre. E estamos sempre de passagem... (não se esqueçam vocês disso!)
Sabemos sempre pouco para o tempo de que dispomos para aprender.
Mas sei que tenho de agradecer os comentários que fizeram à entrada que o Zé pôs sobre os 10 anos que fizemos.
Mas antes um desabafo: a semana foi tão intensa de trabalho que nem deu para me aperceber que já lá vão 10 anos. E quando digo 'intensa' não estou a ser eufemístico! Em duas noites seguidas, dormi 3h e meia, e mais horas tivesse o dia e maior seria a romaria. Confesso que ainda não me refiz totalmente e o atordoamento ainda se reflete no meu discurso e atos. Fora isso, tudo bem. Talvez seja muito exige nos pormenores. Sei que sim.
Além deste pormaior, estivemos a semana quase toda separados (e ainda bem, que de outra forma nem eu teria conseguido trabalhar tão intensamente). Ainda não comemorámos. Aliás, perfeito, perfeito seria casarmos neste ano redondo das nossas vidas. Mas ainda não chegou o momento. Os laços que nos unem já são suficientemente fortes.
Mais coisas que eu sei e das quais já nem costumo falar muito por aqui. Então:
Sei que
- há 10 anos, nenhum de nós imaginaria chegar até aqui. Como já noutras ocasiões referi, há muito que entrámos em velocidade cruzeiro: poucas coisas serão capazes de nos desviar da rota. Concluo: a questão de 'aonde havemos de chegar' ou 'até quando' não faz muito sentido. Havemos de chegar aonde nos esperam e 'para sempre' é muito tempo. E tempo nenhum.
Sei que
- há 10 anos, éramos muito mais jovens. A idade, o tempo não nos perdoam. Mas o tempo também nos ensinou a conhecermo-nos melhor. E concluo: se não consigo conhecer-me a mim próprio como é que hei de conseguir conhecer o Zé?... o conhecimento é sempre um jogo de estratégia, de aproximação, teste e tática. Gosto muito dele, mas ainda não o conheço a ponto de saber como reagir a algumas coisas que diz ou faz. O contrário (i.e., o Zé em relação a mim) é igualmente, ou mais, verdade. E concluo: dificilmente havemos de chegar a um ponto em que diremos 'Acabou a demanda, nada mais temos para descobrir um no outro'.
Sei que
- continuamos a não pertencer um ao outro. Melhor: pertencer até pertencemos, mas só parcialmente, porque nós pertencemos, antes de mais, a nós próprios. A independência é um valor (se assim lhe posso chamar) fundamental. A música da minha adolescência 'Nasce selvagem' (Resistência/ Delfins) continua a fazer todo o sentido! Ainda me arrepia. Se não se lembram, pesquisem que facilmente se reverão! E concluo: a infância, a adolescência, a família, os amigos, a escola, a sociedade, enformam-nos de um modo único, às vezes indelével, outras com uma força a que nos é impossível fugir. E esses traços estão sempre connosco, fazem com que sejamos nós próprios. De nós próprios. Se fôssemos uma propriedade, seríamos nós próprios o único titular.
Sei que
- a independência não pode impedir a negociação, a cedência, a comunicação. Afinal, o crescimento. Sei que a certa altura da nossa relação, decidimos crescer juntos. Crescer (como 'independência') é uma palavra-conceito fundamental. Se um dia decidirmos deixar de crescer, acabou. Deixará de haver caminho, rota, meta para percorrermos juntamente. Isto implica que, entretanto, tenhamos que pôr a nossa teimosia de parte e negociar e ceder. Às vezes, a comunicação entre nós é difícil e por isso andamos sempre a palpar terreno, a ver como podemos resolver alguma zona nebulosa. Acho que nunca deixámos nenhuma por dissipar. Concluo: para avançarmos, precisamos de percorrer etapas, algumas delas em que temos de ceder às perspetivas do outro. Ah, crescer é isso: abrir a nossa porta de entrada e permitir que o 'outro' entre em nós e passeie pelos nossos corredores, abra as portas e descubra, mais ou menos lentamente, os pormenores dos nossos (mais recônditos) recantos e aí deixe a marca da sua presença ou passagem (se não deixar, será absolutamente indiferente; se for indiferente não nos fará crescer em nenhum sentido = a zero, portanto = tempo perdido).
Sei que
- me custa dormir sozinho, mesmo que às vezes - quando juntos - não me apeteça dormir abraçado.
Sei que
- não precisamos de muitas palavras para comunicarmos. Só precisamos das palavras certas.
Sei que
- ensinei o Zé a gostar de fruta, a comer mais peixe e legumes, a gostar de plantas e de cores.
Sei que
- me obrigou a enfrentar alguns medos, a gostar de gatos, a ter o ouvido mais atento, a ser mais paciente e menos histriónico.
Sei que
- 10 anos é muito tempo. E que passou muito depressa!
Obrigado a tod@s pelos comentários!
Ah, e para concluir, também sei que
- viajamos sempre. E estamos sempre de passagem... (não se esqueçam vocês disso!)
(música: John O'Callaghan & Betsie Larkin, Impossible To Live Without You)
sexta-feira, 6 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
quinta-feira, 28 de abril de 2011
as máscaras ibéricas
Pelo sétimo ano consecutivo (este ano, um pouco mais cedo), acontece o festival da máscara ibérica. Passem pelo desfile (dia 30 - se quiserem consultar o programa) que vale muito, muito a pena.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
o rio a estrada
[nota: num destes dias, os meandros do Zêzere,
enquanto subíamos a caminho da minha aldeia]
enquanto subíamos a caminho da minha aldeia]
terça-feira, 26 de abril de 2011
a utopia
Isolem o título do poema de Ruy Belo ['Um dia não muito longe não muito perto'] e vejam o vídeo. Claro, aproveitem e recordem o poema:
Um dia não muito longe não muito perto
Às vezes sabes sinto-me fartoRuy Belo, in Todos os poemas
por tudo isto ser sempre assim
Um dia não muito longe não muito perto
um dia não muito normal um dia quotidiano
um dia não é que eu pareça lá muito hirto
entrarás no quarto e chamarás por mim
e digo-te já que tenho pena de não responder
de não sair do meu ar vagamente absorto
farei um esforço parece mas nada a fazer
hás-de dizer que pareço morto
que disparate dizias tu que houve um surto
não sabes de quê não muito perto
e eu sem nada pra te dizer
um pouco farto não muito hirto e vagamente absorto
não muito perto desse tal surto
queres tu ver que hei-de estar morto?
segunda-feira, 25 de abril de 2011
a liberdade
Mário-Henrique Leiria, "Chamada geral"
avisam-se todas as polícias
fugiu um homem
tem
olhos muito abertos
duas mãos dois pés
caminha persistentemente
atenção
supõe-se que é perigoso
sinais particulares:
baixa-se com frequência
para fazer festas a um gato
apanha folhas caídas
antes que o varredor as leve
gosta de tremoços
atenção
GOSTA DE TREMOÇOS
repete-se
avisam-se todas as polícias
anda um homem à solta
à solta
atenção
tem-se como certo
que é
realmente perigoso
os aeroportos
já estão sob vigilância permanente
tudo está a postos
não poderá passar
por nenhuma fronteira
que seja conhecida
insiste-se
avisam-se todas as polícias
anda um homem em liberdade
atenção
em liberdade
delações muito recentes
permitem afirmar
que fala com frequência
todo o cuidado é pouco
consta também
embora sem referências concretas
que está sempre presente
nos locais os mais suspeitos
apela-se com insistência
para o civismo de todos os cidadãos
para a denúncia rápida e eficaz
há recompensa
atenção
anda pelo país um homem
livre
não se sabe o que fará
exige-se
a quem o vir
que atire imediatamente
é urgente
atenção
atenção
chamam-se todas as polícias
uma informação
da máxima importância
relatórios afirmam
que frequentemente
sorri com extrema virulência
repete-se o apelo
ATIREM PARA MATAR
NADA DE PERGUNTAS
in Novos Contos do Gin, 1978
domingo, 24 de abril de 2011
a vida

Peter Paul Rubens, 'Ressurreição'

Fernando Bayona - Circus Christi - 12 - Resurrección

Fernando Bayona - Circus Christi - 13 - Duda De Tomás
Rufus Wainwright, Hallelujah [para o significado de 'aleluia']
Boa Páscoa, gentes!
sexta-feira, 22 de abril de 2011
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