terça-feira, 30 de agosto de 2011

'por este mundo acima'

Segue-se uma breve entrevista de que gosto muito - ainda que goste de quase todas do Carlos Vaz Marques (nem só o entrevistado é que é importante). Neste caso, gosto particularmente do humor da Patrícia Reis. E do seu magnetismo. O mais importante são as pessoas, ou como ela diz, "a amizade é essencial e, provavelmente, a melhor forma de amor que existe." Também gosto das imagens que usa para falar da Terra; tudo a propósito do romance Por este mundo acima.



domingo, 28 de agosto de 2011

'e por vezes'

«E por vezes»... nem de propósito, hoje tropecei neste poema - que já aqui tinha posto, aliás. é um dos poemas de que mais gosto de David Mourão-Ferreira e em língua portuguesa. no vídeo abaixo, gosto da leitura calma, pausada.

{Teresa Coutinho}

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

regresso / baseado numa estória real


W&W, 'Based on a true story'



{a música pode parecer estranha. mas não estranhem, às vezes também me apetece esvaziar a alma e fingir que sou só corpo, desejo e braços por todo o lado}


[peço desculpa, mas esta entrada foi precoce. explico: estava eu a compor a coisa quando cliquei no botão errado e, pronto, veio-se antes do tempo]

sexta-feira, 10 de junho de 2011

quarta-feira, 8 de junho de 2011

nu (*)


Jay Khan, Nackt





(* Não, o título não é uma sigla, acrónimo, whatever... É a tradução de "Nackt". E "nu" não leva acento!)

domingo, 5 de junho de 2011

o jantar










Beirut, Scenic World


Sobre o jantar de ontem, o Pinguim já disse tudo. Aqui por casa, nós reiteramos tudo! E mais agradecemos a todos os presentes, aos que conhecíamos e, sobretudo, a quem conhecemos ontem. E mais ainda aos que vieram de Braga, Porto, Coimbra e Portalegre. A tod@s, muito obrigado!


[Reconhecem a música, certo!? E sapatos!?
Obrigado aos modelos!]




À volta da fogueiraAbraço-teBeijinhos EmbrulhadosComyxtura criativa ● F3lix Photography ● Felizes Juntos ● Gritos, gostos e gafanhotos ● How the enGine throbs… ● Meaningless O blog das informações absolutamente inúteisophi_3 PsimentoSecret gardenSinfonia do horizonteSoul not for saleTong ZhiUm voo cego a nada Whatever Whynotnow





Beirut, Scenic World (outra versão)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

...

POEMA DE AGRADECIMENTO À CORJA


Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade de vivermos felizes e em paz.
Obrigado pelo exemplo que se esforçam em nos dar de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer, o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.

Joaquim Pessoa

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Joaquim Pessoa nasceu no Barreiro em 1948. Iniciou a sua carreira no Suplemento Literário Juvenil do Diário de Lisboa.
O seu primeiro livro foi editado em 1975 e, até hoje, publicou mais de vinte obras incluindo duas antologias. Foram lhe atribuídos os prémios literários da Associação Portuguesa de Escritores e da Secretaria de Estado da Cultura (Prémio de Poesia de 1981), o Prémio de Literatura António Nobre e o Prémio Cidade de Almada.
Poeta, publicitário e pintor, é uma das vozes mais destacadas da poesia portuguesa do pós 25 de Abril, sendo considerado um "renovador" nesta área. O amor e a denúncia social são uma constante nas suas obras, e segundo David Mourão-Ferreira, é um dos poetas progressistas de hoje mais naturalmente de capazes de comunicar com um vasto público.
Bibliografia:
O Pássaro no Espelho, A Morte Absoluta, Poemas de Perfil, Amor Combate, Canções de Ex cravo e Malviver, Português Suave, Os Olhos de Isa, Os Dias da Serpente, O Livro da Noite, O Amor Infinito, Fly, Sonetos Perversos, Os Herdeiros do Vento, Caderno de Exorcismos, Peixe Náufrago, Mas., Por Outras Palavras, À Mesa do Amor, Vou me Embora de Mim.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

domingo, 29 de maio de 2011

artista da semana :: Jamie Beck










Além de bonita, Jamie Beck é fotógrafa de moda e tem imensos autorretratos em estilo retro. Mas está a ficar conhecida por ter começado a intervir sobre o estatismo das fotografias, imprimindo-lhes pequenos movimentos que as tornam inusitadas, irreais e surpreendentes. É como olhar para o passado e achar que ele ainda se move em retrospetiva na nossa memória. Acho fascinante o resultado, além de que muda bastante o conceito associado ao formato .gif.




























































quinta-feira, 26 de maio de 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

'Embeiçados'

Gosto da música, mas o vídeo é tão total e absolutamente fabuloso!


Clã, Embeiçados

terça-feira, 24 de maio de 2011

o amor

que caminhos, os do amor?
que palavra? que rumor?
que fado ou ruim desdita?
que raro lugar habita?

em que bom jardim desponta?
será a favor ou contra?
do lado esquerdo ou direito?
se é cérebro, será peito?

será quente já que é frio?
que forma, se é sem feitio?
viverá sem ter nascido?
morrerá sem ter vivido?

longe, longe, tão perto!
errado, mas sempre certo?
certo, mas sempre errado?
será urbano, nada prado?

tudo prado, nada urbano?
todo animal, nada humano?
será chuva sem deixar
de ser sol, permanente ar?

será noite, se é só luz?
que analgésico produz
tão forte e tamanha dor?
ah... os caminhos do amor!




paulo.xxxi.v.xxiv