sábado, 27 de outubro de 2007

..:: suficientemente forte, não? ::..

~~ camelos de vários tipos ~~


Se a moda pega por cá, onde é que se vão arranjar tantos camelos? Já vejo muito "macho latino" a ficar sem pio!

..:: os homens dos nossos sonhos ::.. Stéphane Haffner & Emiliano Simeoni

Stéphane Haffner [1976], franco-italiano, é versátil, melhor, tão flexível que impressiona. Fundou os incríveis Les Farfadais, onde está também o seu irmão Alexandre Haffner e Emiliano Simeoni.

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Emiliano Simeoni



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Stéphane Haffner e Emiliano Simeoni fotografados por Marco Carocari para o calendário Beautiful de 2007











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Alguns vídeos:

As sereias






Em Valencia, 2006



Promoção, 2007

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

..:: ‘adeus e até ao meu regresso’ ::..

O título deste post é a frase a que A Professora recorre frequentemente para se despedir, citando os soldados destacados nos colónias. O quadro de Ingres é sugestão d'A Professora e como gosto dos seus gostos, aqui vai:
Jean Auguste Dominique Ingres, Édipo e a Esfinge, 1808 (Louvre)

O que se segue vem na sequência do texto anterior sobre A Professora. Refiro-me aos tópicos que segui para apresentar a dita tese. Leiam e vejam se não é um manifesto. A questão é que fui tão bem acolhido pelo júri (a arguente foi Ana Luísa Amaral) que melhor não podia ter sido possível. Acho que o Zé pode confirmar que teve momentos em que foi quase comovente. Tem-me faltado a força para fazer o edit do texto e tentar a publicação (vou começar nos próximos dias): talvez ajudasse muitos a perceberem que vida e sexualidade são indissociáveis e a valorizarem de outra forma a obra de Eduardo Pitta. Poderia ainda ajudar uns quantos a saírem do armário (digo eu). Eis as notas de apresentação para lerem se tiverem paciência.

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É pela música que chego
e vos digo do insubordinado pulsar
de outra vontade.

Eduardo Pitta, Poesia Escolhida, p. 89

Este é o poema que escolhi para primeira epígrafe ao meu trabalho e começo por citá-lo aqui por considerar ser um dos que melhor ilustra a epifania, no sentido literário, de um momento privilegiado de revelação do sujeito.

Passo a falar do tema: inicialmente o meu interesse tinha que ver mais com o corpo, nomeadamente, com a fusão narcísica entre o «corpo escrito» e «texto-corpo» (Manuel de Freitas sobre Al Berto: A Noite dos Espelhos: Modelos e Desvios Culturais na Poesia de Al Berto 1999, 92), nomeadamente, nos pontos em que o sujeito poético ou o narrador demonstram uma relação muito próxima com a “biografia” do autor, com a escrita a assumir um pendor confessional, ou melhor, intimista, no sentido em que reflecte sobre a experiência íntima das coisas. Depois, por atracção, surgiu o tema da sexualidade e comecei a relacionar corpo e sexualidade com a escrita do eu.
Foi nesse percurso, que me deparei com a obra de Eduardo Pitta, que antes não conhecia. Resultou daí uma identificação que motivou que tivesse seleccionado a sua obra em detrimento da de outros autores para desenvolver os temas que referi. Além disso, o facto de Eduardo Pitta falar sobre a questão da sexualidade foi determinante. Apercebi-me que os seus poemas aludiam a um corpo posto a descoberto, revelando-nos a sua intimidade, a sua relação com o outro, com o mundo, os sentimentos, a fusão entre corpo-eu e corpo-outro caminhando até à comunhão física, embora a desilusão fosse sempre muito intensa. Deste modo, a fisicidade do corpo torna-se demasiado óbvia para ser ignorada: é em torno do sujeito e do seu corpo que o mundo gira. O sujeito existe porque sente, porque percepciona e pode percepcionar o outro como objecto. Deste modo, sujeito e objecto são corpos autónomos que caminham para a comunhão. Insere-se aqui a figuração do outro, como objecto e, sobretudo, como objecto do desejo sexual do sujeito.
Com o avançar da leitura e com o conhecimento da obra, apercebi-me que a contenção vocabular era muito importante e que, interligada com o corpo, a vivência da sexualidade era ainda mais significativa. Decidi apostar no problema da sexualidade como emblema do sujeito e na questão do homoerotismo como característica fundamental da obra literária de Eduardo Pitta. Obviamente, essa vivência une-se ao registo intimista, com marcas também autobiográficas: o corpo e o excesso são os motivos que contribuem para a criação de uma nova moral. Existe a relação amorosa, o engate, motivos que em literatura continuam a ser arrojados, mesmo que, graças a uma liberdade conquistada (e/ ou subversiva), se fale cada vez mais abertamente da orientação sexual e se assuma a dimensão física do amor. Falo também de interdito, de ignomínia, de controlo e de fuga.
Para as questões do eu, da sua experiência, de tornar o passado presente, da passagem do tempo, dos exercícios de memória, da disforia e da deceptividade resultantes do regresso ao passado, das distopias, do exílio do eu, da denúncia da Guerra Colonial, etc. – procurei uma vertente metodológica através dos estudos no âmbito da autobiografia e géneros correlatos.
Nos meandros da pesquisa sobre as questões da sexualidade, e na tentativa de conseguir ferramentas que fundamentassem a análise, deparei-me com imensa bibliografia da área dos estudos gay, lésbicos e queer e com a necessidade de tomar decisões, que tentei ir demonstrando quais eram ao longo do trabalho. O resultado, fruto dessa minha estratégia, consiste numa fusão entre teoria e análise, num hibridismo que valoriza e concilia conhecimentos que emanam de diversos campos do saber.
Como afirmei no plano geral, tive de optar por determinados termos em detrimento de outros, tentando conciliar aspectos que considerei positivos em várias teorias, sem, no entanto, as aprofundar devidamente, porque o que me interessava era aplicá-las, ou socorrer-me delas para analisar a poesia e a ficção de Eduardo Pitta, através de um discurso que, ao invés de complicar, tentei que esclarecesse opções teóricas e analisasse, repito, a obra do autor.
Muitas das leituras que fiz não fazem parte da maioria das bibliografias das dissertações consultadas e, aqui, agradeço novamente a oportunidade que a orientadora me deu de poder desenvolver e defender um tema sobre o qual os estudos literários na Universidade portuguesa em geral têm imposto um silêncio tácito. Tratando a literatura sobretudo da experiência e da condição humana, estranho que a sexualidade ainda seja um tema «demasiado perigoso», tomando as palavras de Octavio Paz (A Chama Dupla: 88-89), um interdito ainda maior quando não se trata de facto da sexualidade mainstream.
Constatei também que a vivência da homossexualidade levanta problemas que a heterossexualidade não coloca. Gore Vidal, por exemplo, manifesta grandes reservas quanto à existência de uma identidade homossexual, porque, segundo ele, ninguém pensa na literatura em termos de identidade heterossexual. Impõem-se duas perguntas de José Augusto Mourão: «Para quê uma nova ortodoxia literária, um novo canon? Quem, ao ler um romance em que um casal homem-mulher tem relações sexuais pensa que está a ler um romance heterossexual?» e a respectiva resposta: «A conclusão poderia ser esta: em tempos de guerra contra a repressão justifica-se que a escrita seja cruz ou espada. Virá um tempo em que tudo desaguará na praia sem fragor, sem publicidade, sem agrura» (Mourão, in Cascais, 2004: 292).
Quer tratando-se da sexualidade em geral, quer da homossexualidade, é mais comum falar-se de amor, de amor carnal, de desejo, utilizando conceitos vagos e ambíguos. Um sintoma ou uma consequência desse silêncio tácito, da interiorização inconsciente do interdito, reside no facto de eu próprio ter escolhido um título eufemístico, um tanto barroco – mas tentei que fosse poético – e, como expliquei, que remetesse para a obra de Eduardo Pitta. Todavia, não deixa de ser eufemístico, justamente por reconhecer que um título é uma das principais portas de entrada num texto e, neste sentido, é como se a fechasse.
Mas – e tinha de haver um mas –, o recurso ao código visual, a uma fotografia de Anthony Gayton, mostrando um Narciso que obedece a princípios bastante claros do homoerotismo, estabelece um intervalo, ou seja, uma antítese com o título que escolhi, até porque a fotografia cita Caravaggio, numa longa tradição de representar o corpo (e o corpo homoerótico), abrindo assim uma janela sobre o meu trabalho e espero que acima de tudo sobre a obra de Eduardo Pitta.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

..:: as cores do dia ::.. simplesmente Paula

Não a conhecia. Não sabia quem era, apesar da Vânia ter tido aulas com A Professora (durante a licenciatura) e a ter achado fantástica nas aulas, embora distante no tratamento.
Andava numa fase má, faltei ao primeiro seminário e no segundo ainda consegui chegar atrasado. Levei um raspanete que até andei de roda. As coisas foram evoluindo bem, até que fui confrontado com a necessidade de apresentar um projecto. Delineei em algumas linhas um projecto babilónico que levou A Professora a olhar-me como se fosse louco. Claro que percebi o motivo. Noutro encontro, levei dois nomes: foi peremptória e, assim, o objectivo do meu estudo passou a ser a obra de Eduardo Pitta, que não conhecia pessoalmente. Eu só queria a poesia, mas A Professora conseguiu convencer-me a analisar também a ficção, que na altura se limitava a Persona (contos, entretanto, reeditados pela QuidNovi).
Aproveitei pouca coisa do projecto anterior (que era sobre O Medo de Al Berto), porque o objecto de estudo era o corpo e em Pitta era a vida e a sexualidade. Apesar de contíguos, os assuntos exigiram-me uma parafernália bibliográfica absolutamente distinta: tinha de avançar mais sobre os estudos GLQ, antropológicos e sociológicos que sobre os filosóficos dedicados às várias perspectivas sobre o corpo, para não falar dos estudos da área da autobiografia. Preciso de ser exacto: nunca houve nenhuma imposição! Tudo o que me pediu, considerei-o como informação bem-vinda, afinal eu estava a aprender e A Professora ensinou-me tanto que nunca conseguirei pagar a minha dívida de gratidão que lhe tenho. Trata-se de admiração pura e bem argumentada. Foi pela sua mão, por exemplo, que entrei no grupo do intimismo do CEC e apresentei, inclusive, uma comunicação sobre a vivência da (homo)sexualidade na obra autobiográfica de Frederico Lourenço.
Deverão ser poucos os académicos do seu calibre, com a sua exigência, capacidade de trabalho, ética e deontologia (sim, isto também existe nos estudos sobre literatura) e coragem. Quantas vezes me dei conta que bebíamos as suas histórias sobre a infância e adolescência, episódios que A Professora nos garantiu fixar nas memórias quando fosse grande. Vibrei com as suas histórias sobre o período pré-25 de Abril, sobre as investidas da PIDE e dos gorilas sobre os alunos da FLUL e sobre a defesa heróico-inconsciente-das-consequência de alguns professores que recusaram pactuar com as atrocidades e ingerências.
Intimida-me (melhor: intimida-nos, acho que posso falar por alguns colegas de quem fiquei amigo) a sua capacidade de trabalho e a respectiva exigência que fez de nós pessoas melhores e não simples pessoas com mais um canudo (é, por exemplo, largamente famoso o seu complexo sistema de correcção com cores, de que fiquei parcialmente adepto).
Por falta de tempo e inspiração, raramente cumpria os prazos que me impunha. A sua compreensão surpreendeu-me e fez com que ficasse ainda mais grato. Digamos que me orientou exactamente como deve ser. Acho que posso orgulhar-me do resultado, bem como A Professora e o Eduardo. Claro que podia ter sido mais arrojado em algumas leituras: faltou-me alguma coragem, a inteligência e o raciocínio certeiro, o tempo e o espaço – mais umas páginas e passava por tese de doutoramento (já me bastou ter fintado as regras com o Arial Narrrow, tamanho 11).
Isto tudo porque hoje almocei com A Professora: não a via há alguns meses. Encontrei-a como é seu hábito: assoberbada de trabalho, mas foi terapêutico, mais não seja porque me despertou o bichinho adormecido da investigação feita por amor à camisola. Ok, Denise, pode ser que não tenha desistido, mas por enquanto é melhor ir com calma: doutoramento só quando a estabilidade laboral for efectiva (e quando será isso, ó meu bom senhor?); enquanto tal, não posso andar aos saltinhos com quilos de bibliografia atrás.
Hoje não ilustro as cores com uma fotografia, mas com três ilustrações que fiz para acompanhar um poema tríptico que lhe dediquei. E está combinado: tem de vir cá conhecer a Victoria. Cedências só na data!

~~ PAI natureza ~~

Nos dias conturbados que correm, são frequentes os momentos em que me apetece mandar certas "coisas" para "um certo sítio". No rol de hoje, por exemplo, estão, entre outras, as notícias sobre o novo estatuto do aluno. Muito a propósito vem o material que a Vanessa nos enviou. Parece que é a própria Natureza a querer mandar-nos para "um certo sítio"!

..:: chocar por chocar: estado da arte ::..

"Cachorro morre de fome e sede em exposição de arte"
Chocar por chocar, porque não experimentou nele próprio? Nem ponho imagens que a notícia já é suficientemente chocante.

..:: fotografias que fizeram história ::..

O meu amigo Luís mandou-me este email que não resisti a pôr aqui. Desconheço quem seja o autor dos textos (vinha em registo de pt do Brasil), mas, em conjunto com as fotografias, são esclarecedores: é incrível como a morte e o sofrimento dominam. Não me parece ser humanamente possível ficar indiferente.

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A imagem de Che

A famosa foto de Che Guevara, conhecida formalmente como "Guerrilheiro Heróico", onde aparece o seu rosto com a boina negra olhando ao longe, foi tirada por Alberto Korda a cinco de Março de 1960, quando Guevara tinha 31 anos, num enterro de vítimas de uma explosão. Foi publicada sete anos depois. O Instituto de Arte de Maryland denominou-a "A mais famosa fotografia e maior ícone gráfico do mundo do século XX". É, sem sombra de dúvidas, a imagem mais reproduzida de toda a história: expressa um símbolo universal de rebeldia, em todas suas interpretações (continua a ser um ícone para a juventude não filiada às tendências políticas principais).
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A agonia de Omayra

Omayra Sanchez foi uma menina vítima do vulcão Nevado do Ruiz durante a erupção que arrasou o povoado de Armero, Colômbia em 1985. Omayra ficou três dias sobre o lodo, água e restos de sua própria casa e presa aos corpos dos próprios pais. Quando os paramédicos de parcos recursos tentaram ajudá-la, comprovaram que era impossível, já que para tirá-la precisavam amputar-lhe as pernas, e a falta de um especialista para tal cirurgia resultaria na morte da menina. Omayra mostrou-se forte até o último momento de sua vida, segundo os paramédicos e jornalistas que a rodeavam. Durante os três dias, manteve-se pensando somente em voltar ao colégio e ao seus exames e à convivência com os seus amigos.
O fotógrafo Frank Fournier fez uma foto de Omayra que deu a volta ao mundo e originou uma controvérsia a respeito da indiferença do Governo Colombiano com respeito às vítimas de catástrofes. A fotografia foi publicada meses após o falecimento da menina.
Muitos vêem, nesta imagem de 1985, o começo do que hoje chamamos Globalização, pois a sua agonia foi vivenciada em tempo real pelas câmaras de televisão de todo o mundo.
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A menina do Vietname

A oito de Junho de 1972, um avião norte-americano bombardeou a população de Trang Bang com napalm. Ali encontrava-se Kim Phuc e a sua família. Com a sua roupa em chamas, a menina de nove anos corria no meio ao povo desesperado e no momento em que as suas roupas foram consumidas o fotógrafo Nic Ut registou a famosa imagem. Depois, Nic levou-a para um hospital onde ela permaneceu por durante 14 meses, sendo submetida a 17 operações de enxerto de pele.
Qualquer um ao ver tal fotografia, mesmo os menos sensíveis, poderá ver a profundidade do sofrimento, o desespero, a dor humana na guerra, especialmente para as crianças.
Hoje em dia Pham Thi Kim Phuc está casada, com dois filhos e reside no Canadá, onde preside à "Fundação Kim Phuc", dedicada a ajudar as crianças vítimas da guerra e é embaixadora da UNESCO.
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Execução em Saigon

"O coronel assassinou o preso; mas e eu... assassinei o coronel com a minha câmara?" - Palavras de Eddie Adams, fotógrafo de guerra, autor desta foto que mostra o assassinato, em Fevereiro de 1968, por parte do chefe de polícia de Saigon, a sangue frio, de um guerrilheiro do Vietcong.
Adams, correspondente em 13 guerras, obteve por esta fotografia um prémio Pulitzer; mas ficou tão emocionalmente tocado com ela que se converteu em fotógrafo paisagístico.
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A menina Afegã

Sharbat Gula foi fotografada quando tinha 12 anos pelo fotógrafo Steve McCurry, em Junho de 1984. Foi no acampamento de refugiados Nasir Bagh do Paquistão durante a guerra contra a invasão soviética. A sua foto foi publicada na capa da National Geographic em Junho de 1985 e, devido ao seu expressivo rosto de olhos verdes, a capa converteu-se numa das mais famosas da revista e do mundo. No entanto, naquele tempo ninguém sabia o nome da garota. O mesmo homem que a fotografou realizou uma busca à jovem que durou exactos 17 anos. Em Janeiro de 2002, encontrou a menina, já uma mulher de 30 anos e pôde saber seu nome. Sharbat Gula vive numa aldeia remota do Afeganistão, é uma mulher tradicional pastún, casada e mãe de três filhos. Ela regressou ao Afeganistão em 1992.

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O beijo do Hotel de Ville

Esta bela foto, que data de 1950, é considerada a mais vendida da história. Isso devido à intrigante história com a que foi descrita durante muitos anos: segundo contava-se, esta foto foi tirada fortuitamente por Robert Doisneau enquanto se encontrava sentado tomando um café. O fotógrafo acionava regularmente sua câmara entre as pessoas que passavam e captou esta imagem de amantes beijando-se com paixão enquanto caminhavam no meio da multidão. Esta foi a história que se conheceu durante muitos anos até 1992, quando dois impostores se fizessem passar pelo casal protagonista da foto. No entanto, o Sr. Doisneau, indignado pela falsa declaração, revelaria a história original, revelando assim aquela lenda: a fotografia não tinha sido tirada a esmo, senão que se tratava de dois transeuntes a quem pediu que posassem para sua lente, enviando-lhes depois uma cópia da foto como agradecimento. 55 anos depois, Françoise Bornet (a mulher do beijo) reclamou os direitos de imagem das cópias desta foto e recebeu 200 mil dólares.
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O beijo da Times Square

O Beijo de despedida da Guerra foi feita por Victor Jorgensen na Times Square a 14 de Agosto de 1945, onde um soldado da marinha norte-americana beija apaixonadamente uma enfermeira. O que é fora do comum para aquela época é que os dois personagens não eram um casal, eram perfeitos estranhos que tinham acabado de se encontrar. A fotografia, grande ícone, é considerada uma analogia da excitação e da paixão que significam regressar a casa depois de passar uma longa temporada fora, assim como a alegria experimentada ao término de uma guerra.
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O homem do tanque de Tiananmen

Também conhecido como o "Rebelde Desconhecido", esta foi a alcunha que atribuída a um jovem anônimo que se tornou internacionalmente famoso ao ser gravado e fotografado em pé em frente a uma linha de vários tanques durante a revolta da Praça de Tiananmen de 1989 na República Popular Chinesa. A foto foi tirada por Jeff Widener, e na mesma noite foi capa de centenas de jornais, noticiários e revistas de todo o mundo. O jovem estudante (certamente morto horas depois) interpôs-se a duas linhas de tanques que tentavam avançar. No Ocidente, as imagens do rebelde foram apresentadas como um símbolo do movimento democrático Chinês: um jovem arriscando a vida para opor-se a um esquadrão militar. Na China, a imagem foi usada pelo governo como símbolo do cuidado dos soldados do Exército Popular de Libertação para proteger o povo chinês: apesar das ordens de avançar, o condutor do tanque recusou-se a fazê-lo porque isso implicava causar algum dano a um cidadão.

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Protesto silencioso

Thich Quang Duc, nascido em 1897, foi um monge budista vietnamita que se sacrificou até à morte numa rua movimentada de Saigon a 11 de Junho de 1963. O seu acto foi repetido por outros monges. Enquanto o seu corpo ardia sob as chamas, o monge manteve-se completamente imóvel. Não gritou, nem sequer fez um pequeno ruído. Thich Quang Duc protestava contra a maneira como a sociedade oprimia a religião Budista no seu país. Após a sua morte, o seu corpo foi cremado conforme a tradição budista. Durante a cremação, o seu coração manteve-se intacto, pelo que foi considerado como quase santo e o seu coração foi transladado aos cuidados do Banco de Reserva do Vietname como relíquia.
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Espreitando a morte

Em 1994, o fotógrafo Sudanês Kevin Carter ganhou o prémio Pulitzer de foto-jornalismo com esta imagem tomada na região de Ayod (uma pequena aldeia em Suam), que percorreu o mundo inteiro. A figura esquelética de uma pequena menina, totalmente desnutrida, recostando-se sobre a terra, esgotada pela fome e a ponto de morrer, enquanto, num segundo plano, a figura negra expectante de um abutre espreita e espera o momento preciso da sua morte.
Quatro meses depois, abrumado pela culpa e conduzido por uma forte dependência das drogas, Kevin Carter suicidou-se.
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The Falling Man

The Falling Man é o título de uma fotografia tirada por Richard Drew durante os atentados do 11 de Setembro de 2001 contra as torres gémeas do WTC. Na imagem, pode ver-se um homem atirando-se de uma das torres. A publicação do documento pouco depois dos atentados irritou a certos sectores da opinião pública norte-americana. Após a publicação, a maioria dos meios de comunicação auto-censurou-se, preferindo mostrar unicamente fotografias de actos de heroísmo e sacrifício. Ah sim... mas mostraram exaustivamente a morte de Saddam...

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Triunfo dos Aliados

Esta fotografia do triunfo dos aliados na Segunda Guerra, onde um soldado russo agita a bandeira soviética no alto de um prédio, demorou a ser publicada, pois as autoridades Russas quiseram modificá-la.
A bandeira era na verdade uma toalha de mesa vermelha e o soldado aparecia com dois relógios no pulso, possivelmente produto de saque. Sendo assim, foi modificada para que não ficase feio para os soviéticos.
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Protegendo a cria

Uma mãe cruza o rio com os filhos durante a guerra do Vietname em 1965, fugindo da chuva de bombas americanas.
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Necessidade

Soldados e aldeãos cavam sepulturas para as vítimas de um grande terremoto acontecido em 2002 no Irão, enquanto um menino segura as calças do pai antes de ele ser enterrado.