domingo, 7 de outubro de 2007

..:: memória fotográfica ::.. aldeia

Cansativo, mas valeu. Apanhámos dois pores-de-sol incríveis, o que me faz gostar muito do Outono. Vindimámos, carregámos uvas, moemos uvas, bebi mosto, batemos com a cabeça n vezes nas traves da adega, rimo-nos, suámos.
Algumas fotografias:


O clássico Venda da Gaita e Picha. Reparem que alguém acrescentou o de ao 50: resultado? 50 de picha!



As cores do pôr-do-sol de 5 de Outubro.


Outra perspectiva do pôr-do-sol.


A Victoria a lavar-se quando chegámos. Teia orvalhada.


As uvas


Uma melancia na mão.


Como? Ah, beringela!


Uma macieira generosa e urze em flor.


Um comboio de nuvens.

As cores do pôr-do-sol de 6 de Outubro.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

..:: Eduardo Pitta no Ars Amandi ::..

Uma excelente notícia: o meu caríssimo Eduardo Pitta, que diariamente escreve no Da Literatura, representará Portugal na 7ª edição de Ars Amandi, que decorrerá em Roma na próxima semana, organizado pela União Latina e pelo Instituto Cultural Romeno. A notícia foi divulgada e podem lê-la por aí. Alguns exemplos:
Mundo Pessoa »»
porosidade etérea (Inês Ramos) »»
Expresso »»
Diário Digital »»

Fotografia minha de Eduardo Pitta, em Fevereiro de 2006

..:: vida de professor e bom fds ::..

Além da Proclamação da República Portuguesa, hoje é o dia mundial do professor e de aniversário do Ângelo. Parabéns gajo! Depois vamos para aqui:

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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

..:: regresso ao passado ::.. São Francisco de Assis

El Greco, São Francisco e Santo André

Em tempos (há muitos tempos), quis ser franciscano a sério, mas depois a vontade passou-me. Foi um desgosto lá em casa. A verdade é que São Francisco de Assis é dos poucos santos que ainda desperta em mim um genuína empatia (São Sebastião não conta, porque os motivos da simpatia são outros), continuando a ser um dos meus heróis. O dia do patrono da bicharada e das plantinhas, i.e., da ecologia, é hoje, o Sil de Val da Web lembrou-se dele, eu também. Eis alguns vestígios que ficaram desse tempo:

Bênção ao Irmão Leão (1224)

O Senhor te abençõe e te guarde,
te mostre a sua face e se compadeça de ti.
Volva para ti o seu rosto, e te dê a paz.
O Senhor te abençõe, irmão Leão.

São Francisco de Assis »» Fontes Franciscanas (editorial Franciscana) » Braga 1992 »» p. 52


Cântico das Criaturas (1225)

Altíssimo, omnipotente, bom Senhor,
a Ti a glória, as honras, o louvor,
e todas as bênçãos.
A Ti só, Altíssimo, sejam dadas
e homem nenhum é digno de nomear-Te.

Louvado sejas, meu Senhor, com todas as tuas criaturas,
especialmente o mestre irmão sol
que só por si madruga e que nos ilumina.
E ele é belo e radiante e com grão esplendor,
e de Ti, Altíssimo, ele é testemunha.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã lua e as estrelas
que no céu criaste claras e preciosas e belas.

Louvado sejas, meu senhor, pelo irmão vento,
e pelos ares sombrios ou serenos ou com todo o tempo
que são das criaturas mantimento.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã água
que é tão útil e é humilde e preciosa e casta.

Louvado sejas, meu Senhor, pelo irmão fogo
pelo qual de luzes se abre a noite
e é belo e alegre e é robusto e forte.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã a nossa madre terra
que nos sustenta e governa
e produz tantas frutas, coloridas flores, e as ervas.

Louvado sejas, meu Senhor, pelos que por teu amor perdoam
e suportam enfermidades e tribulações,
benditos aqueles que tudo suportam em paz
e que, por Ti, Altíssimo, serão coroados.

Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã a nossa morte corporal
da qual homem vivente algum há-de escapar,
ai daqueles que morrem em pecado mortal,
e benditos os que encontram na Tua santíssima vontade
que a morte segunda não lhes fará mal.

Louvade e bendizede o meu Senhor, e graças dade,
servide-O todos com mui grã humildade.

Poesia de 26 Séculos »» antologia, tradução, prefácio e notas de Jorge de Sena (Edições ASA) » 2001


Cruz da Igreja de São Damião (a que falou com o santo) e o Tau (em 1215 o Papa Inocêncio III prega um novo símbolo cristão e São Francisco, estando presente nesta reunião, assume o Tau como símbolo da sua Ordem Religiosa: a Ordem dos Frades Menores)

..:: dia de São Regresso ::..

Hoje não estou muito inspirado para declarações de amor, portanto, assinalo a do Pinguim. E já não preciso de procurar, há muito que não procuro. Só espero. Quer dizer: espero que ELE chegue mais logo. Eu sei que dois dias fora é pouco, mas isto aqui por casa sem ti não tem piada nenhuma. Porque o melhor do mundo são mesmo os amantes.


..:: suficientemente forte, não? outro e nacional ::..



[via Lobby Gay]

..:: 3 notas soltas e coloridas ::..

1) Vale a pena passar por pelo melhor dos dois mundos para ouvir Bobby Brown de Frank Zappa. Delirante.

2) Trogloditas e poliglotas... Cá em casa, quando queremos desconversar, fazer com que o outro se ria ou saia do registo em que está, fazemos como a Catherine Tate (sobretudo a do espanhol). Lembrei-me do sketch ao passar no Life From Inside:


3) Ainda se lembram de Maria Alice Vergueiro? É capricorniana e do mesmo dia do Eugénio de Andrade, Edgar Allan Poe e Paul Cézanne. Revejam o Tapa na Pantera:
Há muito mais no Youtube.

Adenda: afinal são 4. Porquê? Vejam a Irmã Selma que conheci no Val da Web. É excelente:

..:: ainda bem que te lembras ::..

Amiga, ainda bem que te lembras desse filme. Vi-o há tanto tempo que já me tinha esquecido dele. Já o inclui na lista dos meus filmes preferidos. The Piano e An Angel at My Table (Um Anjo à Minha Mesa) são os meus filmes preferidos de Jane Campion. Também para mim foi uma revelação e achei que tinha tudo a ver contigo e com a Adriana (a quem perdi o rasto, também, mas está na lista de quem quero recuperar do meu limbo), as minhas meninas escritoras da altura. Acho que te cheguei a dar a banda sonora, não me digas que a perdeste nas mudanças!
Basicamente, Fernanda, todas as pessoas sensíveis são como Janet Frame e todas as pessoas estúpidas são como os seus "carrascos". Basicamente, a criação salvou Janet Frame, a prova de que as palavras nos podem salvar; pelo menos a ela, salvaram-na da vida pequena, das profissões pequenas, da lobotomia. Acho que nunca me esquecerei do choque que ela (Janet Frame) teve quando recebeu um diagnóstico fiel à sua pessoa, lembras-te do médico lhe ter dito qualquer coisa como: "Não tem nada, absolutamente nada! Só é mais sensível que as outras pessoas." Ela, a quem tinham diagnosticado tudo e mais alguma coisa, doença mental atrás de doença mental - esquizofrenia incluída na sequência de um texto que tinha escrito e que um senhor psicólogo interpretou muito bem (ah, como eu gosto dos psicólogos...), que tinha sofrido tanto, depois de tantos tratamentos desumanos e da quase lobotomia, caiu-lhe o mundo aos pés. Tinha perdido a sua juventude a sofrer.
Há dias em que acho que não há sanidade mental que aguente os disparates da vida. Mas depois penso: tenho o melhor homem do mundo comigo, os melhores amigos do mundo ao meu lado, uma família grande e incrível, porquê ficar a moer nas classificações que outros nos atribuem? Amiga, vive a tua vida e segue em frente, eles que se fodam!

Janet Frame, em pé, com as três actrizes que representaram as três fases da sua vida (da esquerda para a direita): Alexia Keogh (adolescência), Karen Fergusson (infância) e Kerry Fox (idade adulta).

..:: suficientemente forte, não? ::..


[via GayClic]

..:: assim é que eu gosto das coisas e mai nada ::..



Love
Touchstone
Career

Love
Touchstone
Career

The alliance of Strength and the Moon indicates that you are in perfect control of your emotions today, dear Paulo. You are sure of your own feelings and of your partner's, a perfect communion between two hearts that is giving your relationship a powerful boost. The relationship has reached a new stage, and is now a powerful bond that will allow both of you to approach the future with confidence. In the professional context, you are in an ideal position today to put forward your ideas and present your projects to the people that matter. Strength and the Pope put you in the right frame of mind so that you can defend your ideas with courage - but not without the required dose of finesse and diplomacy. The sincerity and kindness that you radiate have every chance to win over most people.

..:: FFFFOUND! ::..

Acabo de chegar a um formidável mundo feito de imensas cores e formas. Altamente desaconselhado a adictos sedentos de imagens. Be careful: perigo de vício e contágio.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

..:: assim é que eu gosto das coisas e mai nada ::..

Hello Paulo,
Here's your Tarot Reading for OCTOBER 03, 2007.


Love
Touchstone
Career

Love
Touchstone
Career

This is a day full of happiness, dear Paulo, and nothing but happiness. The Star is pointing the way towards fulfillment, and the Chariot is taking you there! You're feeling on top of the world, you're full of enthusiasm, and the people close to you are responding with sincere affection. Whether you're single or are in a committed relationship, this is a day full of hope and emotional harmony... You're finding your work really fulfilling, and you enjoy many moments of satisfaction and opportunities to develop. Under the auspices of the fruitful union of Judgment and the Star, you're brimming with positive energy and you're able to channel it directly into promising projects. You're certainly prepared to put in all your effort and creativity to achieve your objectives. Keep up the good work; it'll pay off.

..:: fidelitas, dura fidelitas ::..

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Eros, como sabem, é só uma das faces do amor - o amor erótico e sensual. As outras faces são o amor como Agape, o que renuncia ao erotismo e ao sexo, aproximando-se da caritas cristã, do amor familiar. Há ainda amor como Philia, também sem conotação sexual, que corresponde à amizade. Finalmente, há o amor como Anteros, ou o amor contrário (em algumas versões, Anteros foi gémeo de Eros), que nunca percebi muito bem o que é.
Como não tenho segredos com o Zé, e sem repto, vou falar de um dos aspectos do amor como Eros e que tão polémico pode ser. Este é o momento certo. Parto dos textos do Simão e de um tal max e deste, sempre baseado na minha experiência pessoal, completando o tríptico iniciado aqui e que continuou aqui. Ora, num dos piores momentos da minha curta existência, aprendi que a fidelidade não era o mais importante numa relação. Antes, não pensava da mesma forma. Como bom capricorniano agarrado ao que é seguro e com dificuldades perante a mudança, a minha visão alterar-se-ia para sempre com a chegada do Américo. A fidelidade tornou-se-me um conceito vazio, estéril.
Os motivos? A fidelidade deve ser aos sentimentos, não deve ser à carne. E se o sexo se torna amor? Eu aprendi a amar o Zé por causa do sexo, e daí? A intensidade do sexo não implica amor e o amor é absolutamente distinto e superior a uma queca inconsequente. Mais: o sexo não depende do amor, mas este para se alimentar precisa de sexo.
Considero pois que não sou ciumento. Naquela altura, em 97, até permiti que entrasses, nunca reclamei vivamente o Esseme só para mim e isso não queria dizer que pretendia sofrer. O que pode ser uma espécie de substituto da fidelidade reside na franqueza, na comunicação, no diálogo que fazem milagres (quando se sabe falar e ouvir, claro). Quando nem isso existe e o amor cambaleia, há que acabar a relação e não acaba o mundo por isso. Tem de haver um mínimo de dignidade.
O sentido de posse, ultrapassei-o há muito: mais gente possessiva e obsessiva, não, por favor! Descomplexifiquem-se, evoluam, assumam, amem, aprendam... Antes de mais: ninguém é dono de ninguém, nem mesmo quando me refiro ao Zé como “o meu homem”; pertenço-lhe porque é a ele que me entrego todos os dias; é a ele que me dirijo com o coração nas mãos e digo «toma, é todo para ti». O sentido de pertença não pode ter que ver com o de posse, que se aplica a objectos e não a seres animados. Não há título de propriedade, contrato de casamento ou outra formalidade que segurem uma relação ou salvem a honra. «És meu» não se aplica, de todo. Conversamos sobre isto e muito mais e recordamos que o caminho sempre se faz caminhando. Não há fórmulas milagrosas exportáveis. Cada um deve conhecer-se e conhecer os limites e a importância que lhe dá ou deve dar; achar o seu equilíbrio para seu bem, d@ parceir@ e da relação. Isso é a medula, tudo o resto são adereços (fidelidade incluída).
Em síntese, para mim, o amor não implica fidelidade. O que não suporto é a mentira e a cobardia: cada um tem de assumir as consequências dos seus actos e agir em conformidade. Isto tudo para reconhecer que sou muito monogâmico, que não troco o certo pelo incerto. Mas tanto eu como o Zé somos humanos, temos olhos, corpo, sexo e desejo. Acontece. Pode acontecer e se acontecer não é o fim do mundo. O que me importa e o que valorizo é a lealdade aos sentimentos, isto é, saber que no regresso estamos à espera, ansiosamente, um do outro. A liberdade que o Zé me dá é que me permite confiar nele e a não ter (nem nunca ter tido) a necessidade de fugir, de buscar fora, etc. Além disso, apraz-me sobremaneira constatar um facto muito simples e decisivo: encaixamos bem, muito bem. O ciúme soa-me tão a primitivo e medieval que me faz fugir de pessoas dominadoras, inquisidoras, totalitárias. O Esseme foi assim comigo: exigiu-me exclusividade e explicações. Percebi mais tarde que eu é que tinha todos os motivos para desconfiar, julgar ou exigir fidelidade aos sentimentos. Aprendi a lição: é dos ciumentos e obsessivos que se deve desconfiar mais e fugir a sete pés; sabem o que fazem, olham-se ao espelho e acham que o(s) outro(s) são iguais e reproduzem os seus comportamentos.
Finalmente, vem muito a propósito disto tudo, a canção de Rita Lee, Roberto de Carvalho e Arnaldo Jabor, que subscrevo integralmente (não fosse a Rita Lee também capricorniana...):

AMOR E SEXO

Amor é um livro - Sexo é esporte

Sexo é escolha - Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela - Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa - Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos

Amor é cristão - Sexo é pagão
Amor é latifúndio - Sexo é invasão
Amor é divino - Sexo é animal
Amor é bossa nova - Sexo é carnaval

Amor é para sempre - Sexo também
Sexo é do bom - Amor é do bem
Amor sem sexo é amizade
Sexo sem amor é vontade
Amor é um - Sexo é dois
Sexo antes - Amor depois
Sexo vem dos outros e vai embora
Amor vem de nós e demora

terça-feira, 2 de outubro de 2007

..:: corrente d'ar ::..

Porque estendo assim a minha vida como se fosse um mapa?
Simples: porque assim explodo demónios. Como disse aqui, bastava conseguir dominar um para que os outros desbloqueassem. Com efeito, é o que está a acontecer: o trabalho era o principal. Enfrentar o passado e retomar os amigos era outro e é um working in progress sobre rodas.
Perfect Day de Lou Reed acabou comigo: ritmo demolidor, irónico. Serve para sintetizar os dias passados com o Apê, com o Esseme e com os dois simultaneamente. Com um grande sorriso! Gosto de ter as coisas resolvidas, arrumadinhas no sítio certo.

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Perfect Day

Just a perfect day,
Drink Sangria in the park,
And then later, when it gets dark,
We go home.
Just a perfect day,
Feed animals in the zoo
Then later, a movie, too,
And then home.

Oh it's such a perfect day,
I'm glad I spent it with you.
Oh such a perfect day,
You just keep me hanging on,
You just keep me hanging on.

Just a perfect day,
Problems all left alone,
Weekenders on our own.
It's such fun.
Just a perfect day,
You made me forget myself.
I thought I was someone else,
Someone good.

Oh it's such a perfect day,
I'm glad I spent it with you.
Oh such a perfect day,
You just keep me hanging on,
You just keep me hanging on.

You're going to reap just what you sow,
You're going to reap just what you sow,
You're going to reap just what you sow,
You're going to reap just what you sow...

Lou Reed, Perfect Day. Transformer [1972]

..:: estereótipos lindos ::..



Via cruzando caminhos

..:: venha mais uma ::..

Novamente, com o Zé em Faro, hoje não me apetece escrever mais sobre coisas complicadas, por isso seguem estas pérolas que me chegaram por email sobre os signos e as lâmpadas. Está tudo propositadamente trocado:

Caranguejo
P: Quantas pessoas do signo Caranguejo são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Somente uma. Mas andará três anos a fazer terapia para o ajudar a passar pelo processo.
Zezinho, querido, prepara-te!

Capricórnio
P: Quantas pessoas do signo Capricórnio são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Nenhuma. Os Capricórnios não trocam lâmpadas - a não ser que seja um negócio lucrativo.
Toma!... Bom, não sou bem assim, mas, pronto, faz-me rir.

Leão
P: Quantas pessoas do signo Leão são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Um Leão não troca lâmpadas, a não ser que ele segure a lâmpada e o mundo gire em torno dele.
Percebeste, Shadow? Toca a abrir a janela para ver o mundo passar!

Carneiro
P: Quantas pessoas do signo Carneiro são necessárias para mudar uma lâmpada?
R: Apenas uma, mas serão necessárias muitas lâmpadas.
João Pedro, Fernanda, Carlos, Luís, Gina, Ester, Xana, Filipa, Denise, João, Ivo, Natalia, vai directamente para vocês. Lamento dizer-vos isto, mas quando precisar, não vos chamarei: de certeza que me dariam muito prejuízo.

Gémeos
P: Quantas pessoas do signo Gémeos são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Duas (é claro). Vai durar o fim-de-semana inteiro, mas quando estiver pronto, a lâmpada vai fazer o serviço da casa, falar francês e ficar da cor que você quiser.
É assim, Kika? Parece-me que sim!

Virgem
P: Quantas pessoas do signo Virgem são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Vamos ver: uma para girar a lâmpada, uma para anotar quando a lâmpada queimou, e a data em que ela foi comprada, outra para decidir de quem foi a culpa da lâmpada ter sido queimada e perguntar, dez para decidir como remodelar a casa enquanto os restantes trocam a lâmpada.
Patrícia, Nuno, não vos sabia tão meticulosos. Espero que se riam muito disto!

Aquário
P: Quantas pessoas do signo Aquário são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Vão aparecer centenas, todas competindo para ver quem será o único a trazer a luz ao mundo.
Ainda não percebeste, Teresa? Então eu explico, já há luz no mundo! Pára de querer criar tudo com eficácia de 5 estrelas. És boa e basta.

Peixes
P: Quantas pessoas do signo Peixes são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: O quê?! A luz está apagada?!
Gosto muito dos piscianos e, por isso, acho que esta não vos favorece. Estavas a olhar para onde, Lena? E tu Isabel? Alô, António!?

Touro
P: Quantas pessoas do signo Touro são necessárias para mudar uma lâmpada?
R: Nenhuma, os Touros não gostam de mudar nada.
Ena, esta é forte, Anabela!

Balança
P: Quantas pessoas do signo Balança são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Bom, na realidade eu não sei. Acho que depende de quando a lâmpada foi queimada. Talvez só uma, se for uma lâmpada comum, mas talvez duas se a pessoa não souber onde encontrar uma lâmpada, ou...
Vânia, Ângelo, Hélder, vá lá decidam-se que o tempo passa e a paciência esgota-se! :))

Escorpião
P:Quantas pessoas do signo Escorpião são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: Mas quem é que quer saber? Porque é que queres saber? És polícia??
Do espectro astrológico, as escorpianos devem ser as pessoas com quem pior me relaciono. Não funciona. Há boas, excepções, como uma das minhas irmãs ou a Sofia. Se calhar por causa da mania da perseguição, né, Apê?

Sagitário
P: Quantas pessoas do signo Sagitário são necessárias para trocar uma lâmpada?
R: O sol está a brilhar, é cedo, nós temos a vida inteira pela frente, e estás preocupado em trocar uma estúpida lâmpada?
Tal e qual! Assim são os meus amigos sagitarianos. Adoro-vos, Frol, Lina, Paula!
Ah, o Esseme também é sagitariano...

..:: as cores da noite ::.. Esseme e Apê *

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Este texto é um prolongamento desta homenagem à Joãozinha. Com efeito, reencontrar-te, Joãozinha, fez com que caísse directamente no precipício do passado (será também das cores do Outono?). Vale-me a estratégia involuntária de apagar da memória os episódios mais traumáticos. Quer dizer, sei que estão cá, mas aquilo a que consigo aceder é absolutamente insignificante perante o sofrimento desses momentos. Não tens culpa de nada, Joãozinha, mas lembrei-me de que há precisamente 9 anos deixei para trás o Esseme e o Apê. Foi em Madrid, a 4 de Outubro. Também soube por ti que o Apê acabou por abandonar o Esseme. Achava eu que isso jamais aconteceria. O Apê subiu na minha consideração. Apesar de desconhecer como aconteceu, fez o que eu fiz, só que muito tempo depois. O Apê fará anos em breve e o Esseme logo a seguir. Perdi-lhes o rasto, embora gostasse de os reencontrar. Com o Esseme, acho que está tudo resolvido; com o Apê sinto que não. Preciso de pôr um ponto final no tumulto que vivemos.
Num poema que me escreveu o Apê, dizia-me ele que um menino Bonito e Alegre se tinha esquecido do Carrinho Azul num jardim, que veio outro e quis ficar com ele. A verdade é que eu, o menino Bonito e Alegre, nunca abandonei o Carrinho Azul, foi este que quis abandonar-se. Foi o Carrinho Azul que quis ser esquecido.
Achava eu que tinha uma relação séria com Esseme. Depois de uma bela discussão, com ou sem lágrimas, era inevitável acabarmos na cama com estrelas muito mais brilhantes no nosso céu. Tínhamos um problema de comunicação. Eu era pedra em bruto e o Esseme quis esculpir-me à força, o que comigo, em definitivo, não funcionou nem funcionará. Um dia, Esseme chegou-se à minha beira com um vulcão nas mãos: tinha conhecido um tipo. Não percebi o que dizia nem o que estava a acontecer. Tratava-se de um conhecimento mais profundo e repetido. Esseme convenceu-me a conhecer o Apê, porque amava os dois e não queria prescindir de nenhum de nós. Decidiu não optar e fazer uma aposta numa relação a três. Acabei por ceder: conheci o Apê, achei tão bizarro ter-me traído com aquele meia-leca. Não via nada dele que me pudesse atrair. Acabámos por brincar um bocado e ensaiamos uma relação a três que durou ano e meio e o balanço final não foi muito positivo. Em resumo, já tive a minha dose de gajos complicados. Se é difícil conjugar duas vontades, com três, apesar de pontualmente muito interessante, a coisa complica-se muito. Se calhar, gostava que tivéssemos brincado com mais frequência, mas o Apê também não me achava piada: amava o Esseme e não o Paulo. O Paulo acabou por gostar do Apê e foi a merda total. Quando a paixão apareceu, Apê não deu sinal de querer aprofundar a coisa e a não correspondência levou-me ao desespero e comecei a sentir-me a mais. O triângulo, para o ser, tem de ter três lados que comunicam e se possível equilátero. Conclusão: o Esseme tinha dois namorados que gostavam dele, mas que a certa altura não suportavam partilhar o mesmo espaço e o mesmo homem. Ambos sofremos, sem necessidade, por causa do mesmo gajo. E para quê, Apê? Se eu nunca tentei ser um obstáculo à tua felicidade? Simplesmente por existir? Tanto sofrimento por tua causa, Apê! Porque houve paixão, porque as brincadeiras eram duma intensidade que eu até então não julgava poderem existir.
Aguentei demais, até a auto-estima tocar no subsolo. Teve de aparecer o Jotavê em Julho para que eu percebesse que não era um boneco e que podia dar e receber muito prazer. Podia ter sido uma facadinha, uma queca sem importância, mas não! Foi absolutamente decisiva para tomar a decisão de seguir em frente. Foi depois do fim da Expo 98. Lembro-me tão bem: quis rever o Jotavê, fomos com amigos, assistir ao fogo de artifício num mar de gente. Depois, dia 2 de Outubro, segui com o Esseme e o Apê para Madrid. No sábado, foi o início do fim, percebi que estava no filme errado e no domingo acabou a minha participação naquela novela mexicana. Foi assim que em Madrid o triângulo se desmembrou. Finito. Ponto final. O Apê que aturasse o Esseme o tempo que quisesse, desde então era todo para seu usufruto. O meu vício de Esseme e Apê haveria de passar. Custou-me a paz de muitos dias, muitas angústias e cabeçadas na parede. Mas passou.
Esta foi uma das experiências que mais me marcou e que me fez desconfiar muito da vida e dos homens. No Zé, encontrei o oposto: a paz, a serenidade, uma nova necessidade de confiar totalmente, sem receio de ceder, a certeza de que o equilíbrio é possível. Não há nada que pague isso.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket[Desenho obsessivo-geométrico do Apê]

Mantenho todas as cartas que vós me enviastes, Esseme e Apê. Mais não seja para me lembrar que não aguento mais experiências deste calibre. Fiquei vacinado: ou há reciprocidade nos sentimentos ou o melhor é esquecer.
Do final da carta que enviei ao Esseme, cujo título era Iguaçu:
Por isso eu termino esta missiva. Espero que não a tenhas lido toda mas que a tenhas lido bem. Com um abraço, beijos, sei lá, o que mais desejares. Ciao. Não sei como terminar. Uma vez disseste que aquela seria a última leitura. Neste preciso momento, estas são as minhas últimas palavras para ti. Se mais algumas houver, não serão de certeza como estas nem serão de amor como foram muitas que te escrevi outrora. As últimas. Agora, é o vazio...


* Os nomes são em parte máscaras, porque não sei como reagiriam se lessem este texto. Em todo o caso, espero que o leiam.


segunda-feira, 1 de outubro de 2007

~~ singularidades ~~

Uma loira tinha acabado de vir das compras e reparou que a porta do carro estava amolgada. Um rapaz que passou por ali disse no gozo:
- Sopre pelo tubo de escape que a porta volta ao normal!
Ela fez o que o rapaz disse. Passado um pouco aparece outra loira que lhe pergunta:
- O que estás a fazer?
- Estou a soprar pelo tubo de escape para a porta voltar ao normal.
A outra loira desata às gargalhadas.
- Porque te estás a rir?
- Porque com as janelas abertas nunca vais conseguir! LOURA.

..:: as cores do dia ::.. Joãozinha

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Fui o seu menino. Ela foi a minha maçã d’oiro madura azul. Ainda seremos isto um ao outro? A amizade que desenvolvemos era de uma cumplicidade ilimitada, pelo menos da minha parte, porque o mistério sempre dominou a Joãozinha, com zonas impenetráveis. O visual um pouco gótico, muito dela, fascinava-me, mas era sobretudo a criatividade que despertava em mim a necessidade de me abrir para a absorver com os seus raciocínios que, confesso, me deixavam à toa.
A Joãozinha foi a primeira a abrir-me de facto os horizontes, a fazer-me perceber que há muitos mundos neste mundo cão. Foi a ela que, pela primeira vez, falei da minha orientação sexual. Ela não percebeu imediatamente a importância daquela confidência, porque lhe era tão natural que nem tinha pensado na complexidade do que eu sentia. Pouco tempo depois, havia de me apresentar o Esseme, o meu primeiro. Foi uma abordagem lenta e difícil: sou de muitos mistérios também porque nunca revelo tudo. Queria que o mais importante morresse comigo. Um dia, havia de ceder ao convite de Esseme para chá e torradas (assim, tal e qual). O convite era tão inusitado que aceitei, percebi que tinha de acontecer. E aconteceu, repetindo-se durante três anos. A Joãozinha acompanhou tudo: o gozo, as lágrimas, as discussões. Foi com ela que, naquele dia aziago, eu chorei baba e vísceras. Foi com ela que desabafei quando o Esseme chegou junto de mim com um vulcão nas mãos chamado Apê. Um vulcão em erupção contínua. Tinha de ser em Madrid que eu haveria de mandar aquele calvário à merda (a novela continua em textos próximos).
Quando segui o meu caminho, a Joãozinha ficou para trás com o namorado. Cada um seguiu por caminhos diferentes. Havíamos de nos cruzar pontualmente para constatarmos que éramos vivos. Nada voltou a ser como tinha acontecido. A Joãozinha viveu sempre pela metade e, quando chegou o seu homem, ela teve a certeza que tinha de o agarrar, como quando se tem a lucidez de que aquele é o momento, por muito sofrimento que tal acto traga.
Aquele mistério que nos unia cortou-se. Considerava que tínhamos resolvido mutuamente os problemas desta vida. Se calhar não. Um reencontro trouxe à flor da pele tantas angústias que é preferível não regredirmos muito e concentrarmo-nos no presente. Definitivamente, os capricornianos têm personalidades tão labirínticas como os nativos dos outros signos, mas só nós para não nos perdermos noutro capricorniano. Sinto que, com os capricornianos, que não preciso de revelar metade do que tenho de revelar a outros para atingir o mesmo objectivo. Olharmo-nos bastou.
Devias ter-me estendido a mão quando deixei o Esseme e o Apê? Na altura, achei que sim. Senti que me tinhas traído, fizeste-me muita falta. Mas tudo se diluiu no tempo: não sou de ficar a moer em águas passadas. Além disso, nunca foi preciso dizeres-me que não andavas bem para eu o perceber e perdoar tudo. Por ti conheci pessoas giras e inesquecíveis. Lembras-te da Manuela? Podias ter seguido o teatro, a escrita, as línguas… Foste tu a apresentar-me o teu colega Zé, talvez em 96 ou 97, que na altura andava tão enevoado que nem reparou em mim ou como eu bebia os seus olhos e as suas palavras. Eu, pelo contrário, e desculpem o pretensiosismo, achei que havia ali muita terra para eu explorar: fiquei preso ao olhar azul, à voz doce e firme, à face dura e magoada. Pareceu-me que o conhecia desde sempre. Havia de esperar até 2001 para o conhecer realmente, no sentido bíblico do verbo e perceber que não precisava de continuar a caminhada: era ali mesmo que queria ficar. Não foi amor à primeira vista. Fiz o que tinha a fazer: agarrá-lo como quando se tem a lucidez de que aquele é o momento, por muita felicidade que tal acto traga.
A Joãozinha sempre revelou pouco, revelando muito. Diz-me o João, que também é capricorniano, que temos personalidades complicadas. Absolutamente de acordo. A Joãozinha canaliza isso para o seu mundo pessoal e para a escrita. Os seus gestos são tão teatrais que encantam. És bela como as manhãs cheias de sol! Dizes-me que o tempo não passa por mim. Pois é, continuo o mesmo garoto que veio de trás do sol-posto, o teu menino. Só que fiquei mais seguro e rebiteso. Os dias tornaram-me mais duro e pus a máscara do sorriso. Não esquecemos que na noite não há só escuridão (e é isso mesmo que nos assusta). Neste reencontro, definitivamente, tive a certeza: hei-de ser sempre o teu menino e tu a minha musa. Também espero que não nos esqueçamos de voltar!

..:: palavras que nos salvam ::.. Maria do Rosário Pedreira

Para a Joãozinha:


Mãe, eu quero ir-me embora – a vida não é nada
daquilo que disseste quando os meus seios começaram
a crescer. O amor foi tão parco, a solidão tão grande,
murcharam tão depressa as rosas que me deram –
se é que me deram flores, já não tenho a certeza, mas tu
deves lembrar-te porque disseste que isso ia acontecer.

Mãe, eu quero ir-me embora – os meus sonhos estão
cheios de pedras e de terra; e, quando fecho os olhos,
só vejo uns olhos parados no meu rosto e nada mais
que a escuridão por cima. Ainda por cima, matei todos
os sonhos que tiveste para mim – tenho a casa vazia,
deitei-me com mais homens do que aqueles que amei
e o que amei de verdade nunca acordou comigo.

Mãe, eu quero ir-me embora – nenhum sorriso abre
caminho no meu rosto e os beijos azedam na minha boca.
Tu sabes que não gosto de deixar-te sozinha, mas desta vez
não chames pelo meu nome, não me peças que fique –
as lágrimas impedem-me de caminhar e eu tenho de ir-me
embora, tu sabes, a tinta com que escrevo é o sangue
de uma ferida que se foi encostando ao meu peito como
uma cama se afeiçoa a um corpo que vai vendo crescer.

Mãe, eu vou-me embora – esperei a vida inteira por quem
nunca me amou e perdi tudo, até o medo de morrer. A esta
hora as ruas estão desertas e as janelas convidam à viagem.
Para ficar, bastava-me uma voz que me chamasse, mas
essa voz, tu sabes, não é a tua – a última canção sobre
o meu corpo já foi há muito tempo e desde então os dias
foram sempre tão compridos, e o amor tão parco, e a solidão
tão grande, e as rosas que disseste um dia que chegariam
virão já amanhã, mas desta vez, tu sabes, não as verei murchar.


Maria do Rosário Pedreira »» O Canto do Vento nos Ciprestes (Gótica) »» 2001 »» p. 35

..:: obscena__6 ::..


..:: venha mais uma ::..

Enviada também por email. Aprendam que quem vos avisa, vosso amigo é!

Upgrade de NAMORADO 5.0 para MARIDO 1.0

Caro Apoio Técnico,

No ano passado fiz um upgrade do NAMORADO 5.0 para o MARIDO 1.0 (ou seja: casei!!!) e notei uma redução significativa de performance, principalmente nos aplicações FLORES e JÓIAS, que operavam sem falhas no NAMORADO 5.0. Além disso, o MARIDO 1.0 desinstalou outros programas importantes como ROMANCE 9.5 e ATENÇÃO AO QUE EU DIGO 6.5 e instalou aplicações indesejáveis como JOGO DE FUTEBOL 5.0. Também não tenho conseguido rodar o programa CONVERSAÇÃO 8.0 e o AJUDAR EM CASA 2.5: o sistema simplesmente entra em crash. Tentei fazer correr o RECLAMAÇÕES 5.3 para corrigir esses bugs e não consegui nada. O que faço? Ass.: Utilizadora desesperada.


»»»»»»»»»»»»»»»»» RESPOSTA DO APOIO TÉCNICO


Cara Utilizadora desesperada,

Primeiramente, tenha em mente que o NAMORADO 5.0 é um pacote gratuito, de entretenimento, enquanto MARIDO 1.0 é um sistema operacional. Comece fazendo o download de LÁGRIMAS 6.2 e depois digite o comando C:/EU PENSEI QUE VOCÊ ME AMAVA para instalar o SENTIMENTO DE CULPA 3.0. Essa operação actualiza automaticamente os aplicações FLORES 3.5 e JÓIAS 2.0. Mas lembre-se que o uso em excesso desses aplicações no MARIDO 1.0 pode activar alguns programas indesejáveis como SILÊNCIO TOTAL 6.1, IR VER O FUTEBOL COM OS AMIGOS 7.0, que invariavelmente instala o CERVEJA 6.1. Este último é terrível, pois cria arquivos tipo WAV da versão RESSONANDO ALTO 2.5. De qualquer forma, NUNCA instale SOGRA 1.0 ou reinstale qualquer versão de NAMORADO. Estas aplicações são incompatíveis e vão bloquear o MARIDO 1.0. Em resumo, MARIDO 1.0 é um óptimo sistema, mas tem limitações de memória e demora a correr certas aplicações. Para o perfeito funcionamento do sistema, sugerimos que a senhora adquira alguns programas adicionais. Recomendamos: JANTAR ROMÂNTICO 3.0, LINGERIE 6.9 e KAMASUTRA 3.1! Muito cuidado: Algumas clientes instalam o FILHO 1.0 para tentar dar estabilidade ao sistema e muitas vezes isso causa alguns efeitos contrários, sendo necessário, antes, uma verificação total no sistema para garantir espaço no disco e, principalmente, ter um SWAP adequado no MONEY 3.0.
Boa Sorte.

Atenciosamente,
Apoio Técnico

..:: Manu Chao »» Rainin in Paradize ::..





RAININ IN PARADIZE

IN ZAIRE
was NO GOOD PLACE TO BE
THI WORLD GO CRAZY
ITS AN ATROCITY

IN CONGO
STILL NO GOOD PLACE TO BE
THEM KILL ME BUDDY
ITS A CALAMITY

GO MASAI GO MASAI be mellow
GO MASAI GO MASAI be sharp… X2

IN monrovia
THIS NO GOOD PLACE TO BE
WEAPON GO CRAZY
ITS AN ATROCITY

IN PALESTINA
TOO MUCH HYPOCRISY
THIS WORLD GO CRAZY
ITS NO FATALITY

GO MASAI GO MASAI be mellow
GO MASAI GO MASAI be sharp…

Today its rainin
Today its rainin
Today its rainin in paradize

IN BAGDAD
ITS NO DEMOCRACIE
that' just BECAUSE
ITS A US COUNTRY!

In FALLOUJA
to much calamity
this world go crazy
its NO FATALITY....

GO MASAI GO MASAI be mellow
GO MASAI GO MASAI be sharp… X2

in jerusalem, in monrovia, guine bissao,
be sharp
in jerusalem, in monrovia, guine bissao,
today its rainin


come to the fairy lies
go masai go masai
welcome to paradize
...

Álbum: La Radiolina

..:: ciao playlist ::.. Victoria III


A escolha continua a ser de 1 música por dia, mais ou menos ao sabor do momento e a lista abaixo irá, portando, sendo actualizada.

+ Manu Chao, Rainin in Paradize. La Radiolina [2007] »» ouvir
+ Lou Reed, Perfect Day. Transformer [1972] »» ouvir
+ Tiësto, Driving to Heaven. Elements of Life [2007] »» ouvir
+ Frank Zappa, I Have Been in You. Sheik Yerbouti [1991] »» ouvir
+ Rita Lee, Amor e Sexo. Balacobaco [2003] »» ouvir
+ The Radio Dept., It's Personal. Pet Grief [2006] »» ouvir
+ Ivri Lider, Song to a Siren. The Bubble [2007] »» ouvir
+ Moby, Dream about me. Hotel [2005] »» ouvir
+ Michael Nyman, In Re Don Giovanni. Live [1994]
+ Koop ft. Yukimi Nagano, Come To Me. Island [2006]
+ Lemon Jelly, His Majesty King Raam. LemonJelly.KY [2000] »» ouvir
+ Vangelis, Ask the mountains. Voices [1996] »» ouvir
+ Edvard Grieg, Morning Mood. Grieg: The Complete Piano Music, Volume VI [1994] »» ouvir
+ Lost Witness, Did I Dream (Song to the Siren). The Karma Collection [2002]
+ Moby, Forever. Hotel [2005]
+ Ute Lemper, The Case Continues. Punishing Kiss [2000]
+ Leonard Cohen, Suzanne. The Songs of Leonard Cohen [original: 1968] »» ouvir
+ Maria João & Mário Laginha, Horn Place. Cor [1998]
+ Deep Forest, Sweet Lullaby. Deep Forest [1992] »» ouvir
+ Caetano Veloso, O Leãozinho. Perfil [2006] »» ouvir
+ Sandra, Forever. Wheel of Time [2002] »» ouvir
+ Tiësto, Did I Dream (Lost Witness). The Remixes Vol. 1 [2005] »» ouvir
+ Saint Etienne, X Amours. Finisterre [2002]
+ Saint Etienne, Accident. Finisterre [2002]
+ Dimitri from Paris, Sacre français. Sacrebleu [1996] »» ouvir
+ Koop ft. Yukimi Nagano, Come To Me. Island [2006]
+ Faithless, Flowerstand Man. Reverence [1997] »» ouvir
+ Tanita Tikaram, Twist in my Sobriety. Ancient Heart [1988]
+ Sinéad O'Conner, Thank You for Hearing Me. Universal Mother [1994] »» ouvir
+ Madredeus, Haja o que houver. Electrónico [2002]